segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Quem puxou o plug? (minha vida underground - e minha morte também)

 "Desligue os aparelhos
Deixem-me morrer
Desligue os aparelhos
Não quero viver deste jeito"

Death - Pull the Plug


Tudo começou em 1999, 2000. Um garotinho de 11 anos ouvia pela primeira vez Katsbarnea, Brother Simion, Resgate, Catedral, Troad, Oficina G3, Bride, Petra, banda Tempero e várias outras. Virei fã dessa galerinha. Em 2001 ouvia de vez em quando uma turma mais "da pesada" como Calvário D.C. e Alta Cúpula, mas foi em 2002, com meu brother Diogo Sobral, que ouvi falar do underground cristão, e já de cara as duas mais "casca-grossas" da cena: a australiana Mortification e a brazuca Antidemon. E fui pra eventos locais da igreja Renascer Beberibe, ajudei a divulgar e organizar uns ainda bem novo. E, claro, queria fazer minha banda. Até participei de umas ao longo dos anos, mas nenhuma durou muito. E quase liderei o que seria o CMF de lá (quem acabou herdando essa responsa foi o meu brother e "filho na fé" Alessandro Rodrigues, já que eu saí antes do CMF ser propriamente organizado por lá, muito por conta da falta de apoio a uma banda que organizávamos lá).

Mas meu sonho de ajudar na cena continuou. Como banda tentei de tudo, mas, como aprendi desde cedo, enquanto seu dom ou sonho não se realiza na plenitude, faça outras coisas pra glória de Deus, e assim o fiz, divulgando eventos (ao ponto de em 2013 montar o Christian Underground Pernambuco, grupo do Facebook que também virou blog e grupo do Whats anos mais tarde, para divulgar bandas locais, eventos e etc). Ajudei em diversos elementos e tenho orgulho disso, pois o fazia pra glória de Deus. Veja esse blog, mais um fruto disso.

Enfim, por que "morri" pro underground cristão?

Calma, não vou largar de novo esse blog. Ele faz parte da minha vida e amo esse trampo. Mas não espere muito "compromisso" como outrora. É doloroso, mas a cena tá "morta", e todos que já tentaram a ressuscitar falharam porque caem em diversas armadilhas de diversos tipos. É difícil definir tudo. No fim minha mente cansa com tudo isso. Zilhões de problemas que tentam esconder tal qual tentam tapar sol com peneira.

Eu já cansei de elencar a quantidade de coisas que vejo de errado. Coisas que tantos não veem. Gente que "caga-regras" de como um "cristão underground" só pode se envolver em eventos "gospel" ou cantar "white". Gente que parece só falar de rock e metal, mas não tem compromissos reais sobre igreja, problemas sociais, nada. Gente que se prende a rótulos, de "não curto esse tal de som moderno", "não curto esse show com bandinhas X", "não ando com esses oldschool"... Gente que age como criança pagando de líder, de gênio, de chefe da cena. Gente que vive só do passado, gente que tantas coisas que cansa.

Mas nada me cansa mais que essas gentes que dizem ser cristãos underground, mas vivem prisioneiros do sistema, idolatrando políticos, cuspindo nos seus irmãos só por pensarem diferente, que não caem nas armadilhas do sistema imundo das ideologias, das mídias, das politicagens e o escambau. Nada é tão terrível pra mim. Como sobreviver a isso?

????

Eu não sei. Sinceramente não sei. Porque vejo até os ministérios underground caindo nas armadilhas do sistema. É absurdamente lamentável. Eu me sinto cada dia mais desconectado não só do evangelho "tradicional" e pentecostal, mas também dos undergrounds que de underground não têm nada, não por serem fiéis a liturgia tradicional ou à seriedade adequada do Evangelho, mas por cair no mesmo erro de achar que têm mesmo que viver deslocados da sociedade, exceto na ideologização. Isso ninguém quer largar o queijo.

E o resultado? Veja aí. Um bando de meninos defendendo um monte de coisas ultrapassadas ou até mesmo inadmissíveis por medo de ferir seu orgulho infantil, medo de perder a boquinha da panelinha da crentelhagem, medo de admitir que provavelmente em alguma coisa a cena "secular" tá certa.

Aliás, que medinho de se associar com o secular dessa turminha viu. Reclamam direto que o underground secular "só odeia o white", mas o próprio white causou sua ruína pelo proselitismo cego, por falta de conexão com a realidade e, em diversos casos, terem propositalmente se isolado demais em seus redutos.

Há solução pra essa miséria? Não sei.

Não sei mesmo.

Quando vejo as respostas e falas de uns, e o desprezo de outros a pensamentos como o meu, eu acho que não há solução. Até porque não há remédio que cure quem insiste em achar que não tá doente...

"E disse-lhe Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não veem vejam, e os que veem sejam cegos. E aqueles dos fariseus, que estavam com ele, ouvindo isto, disseram-lhe: Também nós somos cegos? Disse-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado; mas como agora dizeis: Vemos; por isso o vosso pecado permanece."

(João 9.39-41)

Soli Deo Glori

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Ultimatum

 




Formação de 1995, da esquerda pra direita: Mike Lynch, Scott Waters, Steve Trujillo, Tom Michaels, Robert Gutierrez


Das cinzas da banda de power metal Angelic Force (que lançou somente uma demo, bem legal por sinal), os guitarristas Robert Gutierrez (ex-Saint) e Steve Trujilo começaram em sua cidade natal, Albuquerque, no estado de Novo México (EUA) a Holy Sacrifice, em 1992, que ainda naquele ano mudaria de nome pra Ultimatum. Com os vocais de Scott Waters (que futuramente integraria o projeto Vengeance Rising Returns, que acabou virando Once Dead), a banda seguiu por vinte anos na estrada, lançando ótimos discos com seu estilo thrash metal com elementos do power metal americano e groove metal, e letras fantásticas, até encerrarem as atividades em 2013. E hoje, no post que marca o retorno do blog, hora de analisar essa banda fantástica.

Esse post é também uma homenagem ao próprio Scott Waters, que com seu site No Life 'Til Metal me inspirou e inspira até hoje a fazer reviews de bandas, só que em português, além de ter me apresentado artistas dos mais variados gêneros, cristãos ou não.


Pra ouvir comigo pelo Spotify acesse AQUI ou AQUI.


Fatal Delay demo (1993)
A faixa-título e a primeira faixa, "Wickedness & Perdition" futuramente
integrariam a versão de relançamento de 2007
do primeiro disco "Symphonic Extremities"



Symphonic Extremities demo (1995)
Todas as faixas foram regravadas naquele ano na versão CD


 

Symphonic Extremities (1995)

01 - Symphonic Extremities
02 - The Killing Fields
03 - E.N.D. (Erroneous Notion of Death)
04 - Black Light
05 - Darkest Void
06 - Ode to Noise (Instrumental)
07 - The Grip
08 - Fatal Delay
09 - Megaton
10 - Blink
11 - World of Sin (bônus)

Versão de 2007:

12 - Wickedness & Perdition (demo 93)
13 - Fatal Delay (demo 93)
14 - Blink/Wrathchild (live)

Fãs de Testament e Megadeth, esse disco já mostra bem que Ultimatum foi feito pra vocês. Uma mistura intensa dos estilos das duas bandas, tanto da conterrânea dos caras no instrumental quanto os vocais do Scott que me remetem um bocado a uma versão mais agressiva e menos "de pato" do Dave Mustaine. O disco conta com dois baixistas convidados (Tom Michaels e Joey Anaya), mas isso não altera em nada a qualidade sonora, com momentos bem pesados e vocais brutais como os de Darkest Void, ou a instrumental Ode of Noise, como também momentos melódicos como a belíssima "The Grip" e a épica e longa "Fatal Delay". Algo curioso é que todas as faixas têm bases bíblicas, até mesmo esse instrumental que contém só ruídos mesmo do instrumental e rugidos estranhos do Scott (haha). Não chega a ser um disco arranca-toco imperdível, mas é um bom começo sem dúvidas.

Ainda em 1995 o disco que saíra de forma independente saiu pela Juke Box Media com a faixa "World of Sin" de bônus. Em 2007 a Retroactive relançou com duas faixas da primeira demo de bônus mais um momento ao vivo da banda em 2006 no festival Up From the Ashes II na Califórnia, onde tocaram Blink e uma incidental inclusão de "Wrathchild" do Iron Maiden, que mostra a intensidade da banda ao vivo. Anos mais tarde a Roxx relançaria em LP a versão da Juke Box remasterizada e com uma arte bem mais nítida, perfeita pra um LP.

FAIXAS MATADORAS: Symphonic Extremities, Fatal Delay, Blink, The Grip, E.N.D..

Live Extremities (bootleg, gravado em 1996, lançado em 2000)
Capa criada por Brian Marshall (JBM Design), criador de capas pra várias bandas cristãs
Em 2010 finalmente saiu em versão oficial.

Puppet of Destruction (1998)

01 - Never
02 - Mortal Stomp
03 - Scorn
04 - Puppet of Destruction
05 - Gutterbox
06 - Repentance
07 - World of Sin
08 - Crosshope
09 - Conform to Reality
10 - Charged / Power

Bônus 2009:

11 - Never (demo)
12 - Sins of Omission (Testament cover)
13 - Mortal Stomp (versão 2008)

Agora sim um disco FUNDAMENTAL na história do metal e do rock cristão mundial. Com produção de Steve Rowe (Mortification, Wonrowe Vision, Light Force) e distribuição pela Rowe Productions (que à época, após a temporada de 1995 que Steve passou nos EUA, começava a expandir o mercado deles pros EUA - inclusive lançando a coletânea Massive Frequency Overload em 1997 com a própria Ultimatum entre as bandas estadunidenses presentes lá), Puppet of Destruction tornou-se o disco com o qual a banda ficou conhecida no resto do mundo. Mesmo novamente sem um baixista fixo (Tom Michaels dessa vez foi o convidado), Scott, Steve, Robert e Sean Griego (bateria) mandaram ver nesse disco, que contém suas melhores faixas, já nos primeiros 18 minutos quatro faixas que variavam de velocidade, mas não de agressividade: Never, Mortal Stomp, Scorn e Puppet of Destruction, uma quadra de respeito que figuram entre os maiores clássicos deles. Mas o resto do disco também vale muito a ouvida completíssima, em especial a faixa World of Sin. Letras fortes e impactantes com um som de arrepiar.

O disco já foi relançado duas vezes pela Roxx. A primeira, em 2009, de maneira limitada, ainda incluiu um disco extra com a demo Fatal Delay completa, e em todas versões desse relançamento continha uma versão demo de "Never", uma regravação de 2008 de "Mortal Stomp" e uma faixa chamada "Sins of Omission" que nada mais é que um cover da banda secular e conterrânea deles Testament, gravada pra uma coletânea-tributo de 2000 da gravadora Dwell. A segunda de 2017 foi em LP e em ambas poucas mudanças na capa, sendo na primeira versão de relançamento o nome do disco ficou "Puppet of Destruction (Remastered & Expanded Edition)."

CURIOSIDADE: Como foi lançado pela Rowe, que é uma gravadora australiana, a versão americana teve uma distribuidora local, Diamante Music Group. Infelizmente a parceria da banda com a Rowe e com a Diamante acabaram por problemas financeiros.

FAIXAS MATADORAS: As quatro primeiras, World of Sin e Sins of Omission (bônus).

The Mechanics of Perilous Times (2000)

01 - Temple of the Spirit
02 - Greed Regime Inc.
03 - Perilous Times
04 - Shrioud of Science
05 - Crash Course
06 - Warlord's Sword
07 - The Burging
08 - Burn (Vengeance Rising cover)
09 - MutaMitlu (instrumental)
10 - Violence and Bloodshed

Bônus 2007

11 - Temple of the Spirit (demo 99)
12 - Heart of Metal (demo 2003)
13 - Greed Regime Inc. (ao vivo 2005)

Mais uma dose de thrash metal com a assinatura Ultimatum, de já começar o disco com sua melhor música. Temple of the Spirit é atualmente minha faixa predileta da banda (na verdade atualmente e muitos anos já). Mas é uma boa música pra começar o disco, já que a seguir "Greed Regime Inc." segue o trabalho com velocidade e fúria. Tom Michaels assumiu oficialmente o baixo da banda após 1998 e aqui ele era o baixista de fato, ainda que durante a turnê tenha sido substituído por Rob Whitlock e seguiu pra banda Traveler in Pain (chegou antes também a tocar na Seventhsign, um baita projeto de New Mexico também). Musicalmente a banda seguia na mesma pegada dos dois anteriores, algo aliás que se tornará até repetitivo de dizer, já que basicamente a carreira toda deles seguiu essa linha. Uma das faixas mais interessantes é Shroud of Science, que embora não me seja tão matadora, contém arranjos e riffs iniciais fora de série, além do vocal de Scott explorar com um pouco mais de coragem o gutural, algo que ele faria também, com mais ênfase inclusive, no incrível cover de "Burn", que lhe renderia anos mais tarde o convite pra cantar no Once Dead (banda que originalmente deveria ser o retorno do Vengeance Rising, mas devido a desacordos com o Roger Martinez em não permitir o uso do nome pelos antigos companheiros, acabou ficando Once Dead). Em resumo, é mais um ótimo disco da banda, que seguia em melhorar suas produções ano após ano, lançamento após lançamento.

A versão definitiva de relançamento em 2007 (a versão de 2001 pela Gutter foi para distribuição mundial, já que o lançamento original era independente) pela Retroactive incluiu a primeira versão que ouvi de Temple of the Spirit, a demo de 1999, que tinha no site da banda. Um diferencial dessa pra versão oficial é que a parte do solo do Trujilo não tá lá (nem ele tava, ele tinha saído um pouco do estúdio na hora, e aí a versão do disco oficial só fizeram incluir o solo do Trujilo, o que deu um diferencial a mais mesmo), o que deu um andamento diferente pra música. Além dessa demo, também uma de Heart of Metal (música que apareceria em outras versões em lançamentos posteriores da banda) e mais uma canção do festival Up from the Ashes, dessa vez Greed Regime Inc. que a banda usava para abrir seus shows até 2007 (quando foi substituída por One For All do álbum completo seguinte). Esse festival foi um dos últimos shows da banda com Steve, que seria substituído por outros guitarristas ao longo dos anos, nenhum ficando por muito tempo, e entre 2011-2013 só Robert permaneceu como o guitarra definitivo e único da banda.

CURIOSIDADE MÓRBIDA: Em menos de um ano esse disco teve TRÊS versões diferentes, uma independente de 2000, e as duas da Gutter Records de 2001, sendo uma delas apenas promo, e sem praticamente nenhuma mudança significativa entre elas. Só os relançamentos de 2007 da Retroactive têm algumas diferenças, sendo que... bem... na primeira erraram o nome da bônus ao vivo e na segunda conseguiram SUMIR com as duas primeiras faixas!!! Só uma terceira versão de 2007 da mesma Retroactive que enfim corrigiu tudo.

FAIXAS MATADORAS: Temple of the Spirit, Greed Regime Inc., Burn, Perilous Times.

Demo '05 (2005)

Quatro faixas que posteriormente reapareceriam regravadas no disco Into the Pit. Essa demo seria relançada totalmente no EP seguinte:


...til the End! (EP, 2006)

01 - Deathwish (demo)
02 - One for All (demo)
03 - Heart of Metal (demo)
04 - Blind Faith (demo)

Bônus:

05 - Sins of Omission (Testament cover)
06 - Blink (live)

Interessantíssimo material EP, com as últimas músicas gravadas pelo guitarrista Steve Trujilo como membro da banda, e as primeiras com o baixo de Rob Whitlock. Contém quatro belas faixas demo que marcaram bem o que seria o lançamento seguinte deles, além de mais dois materiais extras já comentados anteriormente em outros lançamentos da banda. Um indicativo do que viria em 2007:


Into the Pit (2007)

01 - One for All
02 - Exonerate
03 - Deathwish
04 - Blood Covenant
05 - Heart of Metal
06 - Wrathchild (Iron Maiden cover)
07 - Transgressor
08 - Blink (nova versão)
09 - Blind Faith
10 - Into the Pit (instrumental)
11 - Game Over

Into the Pit marcou uma mudança considerável na produção da banda. Muito mais consistente que todos os anteriores, com letras e músicas com qualidade fora de série, incluíndo a releitura de Blink e o cover do Iron Maiden, esse disco é fenomenal. Teve a ajuda de ex-membros da banda como o batera Sean (que foi substituído oficialmente por Alan Tuma nesse disco) e os guitarristas Steve Trujilo e Augustine Ortiz (que havia participado brevemente da banda em 2006), além do tecladista Sid "Ysidro" Garcia. A arte de capa do Rexorcist ficou fenomenal também, a melhor capa disparado da banda. Ilustra bem todo o contexto incrível que eles passaram nesse disco, após anos de mudanças de formação, problemas pessoais e outros contratempos, entregaram um discaço desses. Até os vocais do Scott aqui estão no seu auge, os melhores de todos os tempos.

Esse disco já foi relançado duas vezes pela Retroactive, ambas em LP. Em 2016 uma edição limitada com o disco roxo, e em outubro de 2020 outra versão em LP limitada novamente. Pros amantes do formato, um prato cheio pra gastar a agulha escutando.

FAIXAS MATADORAS: O disco inteiro, em especial Deathwish, que vocais cabulosos!


Lex Metalis (2009)

01 - Ton of Brics (Metal Church cover)
02 - Locked in Chains (The Moshkeeters cover)
03 - Sin After Sin (Twisted Sister cover)
04 - Creeping Death (Metallica cover)
05 - Demin & Leather (Saxon cover)
06 - Gut Wretch (Mortification cover)
07 - Moto Psycho (Megadeth cover)
08 - Metal Health (Quiet Riot cover)
09 - Steeler (Judas Priest cover)
10 - Iron Fist (Motörhead cover)
11 - Can't Get Out (Vengeance Rising cover)
12 - Wrathchild (Iron Maiden cover)
13 - Powersurge (Overkill cover)

Discos de covers, quando bem feitos, sempre dão aquele gostinho bom nos ouvidos da gente. E aqui vai mais um exemplo do que um cuidado na escolha das músicas e nos arranjos causa: um verdadeiro compilado de homenagens. A escolha de bandas de speed e thrash metal, além de algumas de metal mais tradicional como Saxon, Twisted Sister, Quiet Riot e Iron Maiden, foi bem vinda demais. Até mesmo bandas menos conhecidas do público, como a cristã Moshkeeters e a secular Overkill - essa não tão "desconhecida" assim - foram bem homenageadas aqui. Mas algumas faixas surpreendem muito. A versão de "Sin After Sin" ficou tão boa que eu até esqueci da original. O que lamento aqui foi terem repetido a mesma música do Iron, quando poderiam sei lá, ter coverizado Aces High, ou alguma mais "obscura" como "Sanctuary" ou "Women in Uniform". Mas ok, tá perdoado, porque só em ouvir uma versão fantástica de Creeping Death ou de Can't Get Out (mais um tributo ao Vengeance Rising) dá alegria nos ouvidos. O mais legal também aqui é que bandas seculares e cristãs conviveram bem nessa coletânea - ao contrário de um certo "Covering" aí de uma banda amarela e preta aí, que vacilaram um bocado nisso aí, apesar que eles mesmo confessaram que tavam homenageando o que ouviam e os inspiraram a fazer metal, e como nenhum ali ouvia Petra ou Rez Band, fazer o que né kkkkk

CURIOSIDADES:

- A secular Overkill também é famosa por fazer muitos covers, inclusive um disco todo deles, o Coverkill. Iron Maiden, Judas Priest e algumas outras aí também já mandaram dos seus, mas o Overkill é tão boa nisso quando o Ultimatum;
- No site do Scott (sim, ele também fez reviews autocríticos de seus trampos!) ele relata que chegou a receber elogios do Steve Rowe (Mortification) sobre a versão deles pra Gut Wrench, dizendo ter ficado até melhor que a original! Bem... eu prefiro dizer que ambas são iradíssimas, difícil escolher uma aí haha.

FAIXAS MATADORAS: Demin & Leather, Creeping Death, Moto Psycho, Sin After Sin, Gut Wrench, Can't Get Out, Metal Health, Locked in Chains, Iron Fist (no refrão a homenagem óbvia aos vocais do saudoso Lemmy é marcante).


Crash Course (compilação, 2010)
Faixas de todos os discos oficiais completos da banda
E mais uma versão ao vivo de Blood Covenant


TRINCA HEART OF METAL - 20 YEARS OF ULTIMATUM:

DVD (2012)
Com as apresentações completas da banda no Extreme Mardi Gras (2002)
e no Up From the Ashes III (2010)
Além de muito mais material sobre a banda

BOXSET (2012)
Com a compilação "Heart of Metal", a versão remasterizada e ampliada
do Puppet of Destruction, o "Before the Pit" (disco com demos e versões alternativas),
o DVD acima citado, além de fotos da banda.





Heart of Metal (compilação, 2012)

01 - Blood of a Thousand Hills (novo som)
02 - Scattered (Body Parts) (novo som)
03 - Hook, Line & Sinker (novo som)
04 - Rip 'N' Tear (novo som)
05 - Heart of Metal (remix)
06 - Locked in Chains (remix)
07 - Mortal Stomp (versão 2008)
08 - Blink (versão 2007 remix)
09 - One for All (remix)
10 - Deathwish
11 - Into the Pit
12 - Temple of the Spirit
13 - Crash Course
14 - Never
15 - Puppet of Destruction
16 - Gutterbox
17 - Darkest Void
18 - Symphonic Extremities

Quatro faixas novinhas em folha, e as últimas inéditas da história da banda (reapareceriam numa split com a banda Join the Dead), mais versões remixadas de músicas do Into the Pit (com a ajuda do Ysidro "Sid" Garcia) e músicas dos outros discos, todas escolhidas a dedo pelos fãs da banda numa votação que eles mesmos fizeram. A escolha foi boa, uma seleção incrível e que contemplou basicamente o que há de melhor do Ultimatum (só trocaria Gutterbox por Fatal Delay). Um resumo indelével de uma banda fantástica. Aconselho depois conferir no No Life 'Til Metal informações maiores do Scott sobre as letras dos quatro primeiros sons, mas basicamente "Blood of..." fala do massacre em Rhuanda que aconteceu em 1994, Scattered, com letras meio gore, é uma alegoria para a divisão do povo de Deus (o nome secundário "Body Parts", foi usado pela Once Dead na versão deles pra essa canção), "Hook.." fala dos cristãos legalistas que batem no peito pra dizerem que são cristãos, mas não seguem o fundamental da fé que é o amor e a misericórdia. E por fim Rip 'N' Tear é mais um som de enfrentamento aos legalistas em geral.

E assim encerra-se a história de vinte anos de uma grande banda de metal. O Ultimatum está morto. Vida longa ao Ultimatum!

Discografia posterior:

Ultimatum/Join the Dead (Split EP, 2012, com uma faixa 10 que os membros das respectivas bandas Scott Waters e Michael Phillps fazem um trampo em conjunto numa versão irada de "What a Joke" do Deliverance
Never (EP, 2016): Com a versão original de Never, mais uma versão demo e uma versão ao vivo.

Participação em coletâneas:

- Darkest Void, na New Mexico Rock Coalision Sampler (1995?)
- World of Sin, na Massive Frequency Overload, US Hard Compilation (1997)
- Never (remix), na 2000 The Second Coming (2000)
- Sins of Omission, na Jump in the Pit - A Tribute to Testament (2000?)
- The Purging, na Extreme Mardi Gras Compilation (2002)
- Heart of Metal (demo), na Thorns of Redemption, the Compilation vol. 1 (2004)
- Blood of a Thousand Hills, na Thrashmageddon Vol. 1, Metal for a Dark World (2013)