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sexta-feira, 12 de junho de 2020

Coleção Amo Você da MK Publicitá/MK Music



Dia dos namorados... mais um! E nesse dia é sempre bom relembrar de uma das maiores coleções românticas da história da música cristã. E é claro que tô falando da Coleção Amo Você da gravadora MK Publicitá (atual MK Music). Seu primeiro volume saiu em 1995, sempre contando com faixas românticas ou sobre o amor por artistas do seu cast, e algumas parcerias ocasionais entre artistas do próprio cast ou visitantes (além de umas capas muito boas - quer dizer, algumas nem tanto assim - advindas de pinturas ou arranjos fotográficos da Marina de Oliveira). E sim, teve uma turma ligada ao rock nessas coletâneas (não em todas, mas quase sempre tem um ou outro do pop/rock presente) e até umas faixas raríssimas nesse meio. Vamos revisitar elas juntos, lembrando que a MK já disponibilizou todas elas em plataformas digitais como o Spotify, então se quiser acompanhar através DESSE LINK, vamo junto! E feliz dia dos namorados a todos os casais segundo a vontade do Pai!


Vol. 1 (1995)

01 - Cassiane e Jairinho - Razão da Minha Vida
02 - Naum - Carinho
03 - Marina de Oliveira - Amor prá Valer
04 - Edilson Maia e Elaine de Carvalho - Aliança
05 - Banda & Voz - Faz Parte de Mim
06 - Marina de Oliveira e João Marcos - Vamos Oferecer
07 - Marco Aurélio e Marina de Oliveira - Final Feliz
08 - João Marcos - Universo de Emoção
09 - Maurizete Catarina - Meu Paraíso
10 - Carlinhos Félix - Milagre de Amor
11 - Banda Rhema - Sempre Comigo
12 - Catedral - É Tão Normal Ser Feliz


Também podendo ser chamado de "Marina de Oliveira e coleção Amo Você" (kkkkkkk) haja vista a quantidade de canções que a filha dos fundadores da MK aparece, uma solo e duas fazendo dueto com o cantor pentecostal Marco Aurélio e o pop/louvor João Marcos. O staff da MK tinha muitos cantores mais "calminhos" ou pentecostais, mas já contava com uma galera mais pop/rock, desses os maiores destaques sem dúvidas vão para "Milagre de Amor" do Carlinhos Félix, que saiu em seu disco de estreia pela MK "Basta Querer" (1993), e "É tão normal ser feliz" do disco de estreia da Catedral pela MK, "Contra Todo Mal" (1994). Também destaco muito "Amor pra Valer" da Marina de Oliveira, "Sempre Comigo" da banda de black music/louvor Rhema (que viraria posteriormente a banda de reggae Rhemajireh) e "Faz Parte de Mim" do épico grupo Banda & Voz. OK, eu sei que a canção do casal Cassiane e Jairinho é a mais popular até hoje kkkkkk


Vol. 2 (1996)

01 - Rose e Marcelo Nascimento - Recomeçar
02 - Carlinhos Félix - Nós Dois
03 - Marina de Oliveira e Marcos Brito - Coração Partido
04 - Pedro e Anya Braconnot - Aliança de Amor
05 - Fernanda Brum e Emerson Pinheiro - Nos Teus Olhos
06 - João Marcos e Ana Lúcia - Seremos Um
07 - Cassiane e Jairinho - Sentimento de Amor
08 - Marcos Góes - Princesa
09 - Rhemajireh - Nosso Amor
10 - Melissa - Só o Amor
11 - Elizeu Gomes - Foi Demais
12 - Kim - Sublime Amor (versão de Jayrinho/Grupo ELO)
13 - João Alexandre e Tirza Silveira - Meu Grande Amor

A ideia desse disco chegou a ser até um pouco mais ousada, mesmo pr'aquelas épocas, ao convidar artistas de outras gravadoras, como Melissa (da Line Records) e o casal João Alexandre & Tirza (à época na Aliança Produções - embora a faixa viesse de um disco do selo "Luz para o Caminho") pra cederem uma canção deles pra coletânea. Os outros todos faziam parte do staff, incluindo aí o encontro genial dos irmãos Rose e Marcelo Nascimento, a primeira parceria de Fernanda Brum com seu esposo Emerson Pinheiro (futuro membro da Quatro por Um) e o raríssimo dueto de Pedro Braconnot (Rebanhão) - outro contratado de outra gravadora, à época na Continental - com sua esposa Anya. Essa é sem dúvidas uma das faixas mais raras da história da música cristã, um belíssimo encontro. E óbvio que aqui tem artistas mais pop/rock como Rhemajireh, Kim e Carlinhos Félix. A faixa que o Kim canta, que também apareceu no seu álbum de estreia pela MK, "Coração Aberto" (1995), foi um belíssimo resgate de uma canção do saudoso Jayro Trench Gonçalves, inclusive sendo até mais conhecida essa versão do Kim que fora a original.

CURIOSIDADE: Por um erro da gravadora, a faixa da Melissa saiu com o nome "Só Amor", tanto nas versões físicas do disco como incrivelmente na versão digital isso ATÉ AGORA não foi corrigido. Bola fora aí MK kkkkk!


Vol. 3 (1997)

01 - Marina de Oliveira - Você é Tudo que eu Pedi a Deus (declamação do poema "Amar É..." de Alberto Brizola)
02 - Cassiane e Jairinho - Mais que um Sonho
03 - Fernanda Brum - Amar Você
04 - Yerusalem - Você
05 - Kim - Por Amor
06 - Banda & Voz - Amor por Amor
07 - João Marcos - Chama do Amor
08 - Paulo Francisco e Marina de Oliveira - Amo Você
09 - Elizeu Gomes - Nosso Amor Sem Fim
10 - Léa Mendonça - Sempre Juntos
11 - Carlinhos Félix - Verdadeiro Amor
12 - Marcos Góes - Pra Sempre Amor
13 - Cristina Mel - Deus Uniu
14 - Catedral - Meio Sem Querer
15 - Édison e Telma Coelho - Eu Sou do Meu Amado
16 - Comunidade Evangélica Internacional da Zona Sul e Aline Barros - Essência desse Amor

Primeira das coletâneas a vir com uma música de nome "Amo Você" realmente (risos). Uma ótima compilação de canções e alguns duetos também. Minhas prediletas aqui são a belíssima canção "Amar Você" da Fernanda Brum, extraída de seu segundo álbum da carreira (e primeiro pela MK), "Meu Bem Maior" (1995), a fantástica "Amor por Amor" da Banda & Voz, "Por Amor" de Kim e "Meio Sem Querer" do Catedral, que originalmente saiu no álbum "Eterno" (1996), além da antológica "Eu Sou do Meu Amado" do saudoso Édison Coelho e sua esposa Telma. Mas todas outras canções também valem muito a ouvida.

CURIOSIDADE: Na versão digital do álbum - pelo menos no Spotify - omitiram a participação de Alberto Brizola na faixa de abertura, provavelmente por este (apresentador, poeta, compositor, ex-deputado estadual de RJ e radialista que chegou a dirigir a 93 FM - Rádio El Shadai - nos anos 1990) à época era casado com Marina, mas acabaram por se separar no início dos anos 2000, sem muitos detalhes acerca dos motivos. Ou simplesmente um erro bobo qualquer do sistema.


Vol. 4 (1998)

01 - Cassiane e Jairinho - Eternos Namorados
02 - Kléber Lucas e Marina de Oliveira - Maravilhoso Amor
03 - Léa Mendonça e Sérgio Lopes - Vem Ficar Comigo
04 - Kim - O Meu Amor por Você
05 - João Marcos e Ana Lúcia - O Amor
06 - Fernanda Brum e Emerson Pinheiro - As Cores do Amor
07 - Kades Singers - Ter Você
08 - Rayssa & Ravel - Amar, Amor
09 - Cristina Mel - Flores do Amor
10 - Eyshila - Nossa História
11 - Catedral - Amor Verdadeiro
12 - Raízes - Diva
13 - Jossana Glessa - Unidos Sempre
14 - Voices - Mi Paraíso

Admito que esse é o menos quisto dos discos da coleção pra mim, a despeito de ser o único a contar com a participação especialíssima da banda Raízes com a épica "Diva" do seu disco "Há Luz" (1996). Tirando essa faixa e "Ter Você" do Kades Singers, nenhuma aí me anima muito, nem mesmo a do Kim e a do Catedral, que estão entre as faixas mais melosas deles (kkkkkkkkkkk). A faixa "Mi Paraíso" do grupo Voices também é digna de nota, mais pelo fato curioso que o disco de onde foi extraído, o "Colores Del Amor" (1997) deveria ter sido o ÚNICO do grupo, mas o sucesso foi tamanho que - pra felicidade de todos - o grupo de cantoras da MK (à época formado por Marina de Oliveira, Fernanda Brum, Jozyanne e as irmãs Eyshila e Liz Lanne) seguiu em frente. Duas outras faixas são memoráveis: "Vem Ficar Comigo", um reencontro dos ex-Altos Louvores Léa Mendonça e Sérgio Lopes; e "Amar, Amor" dos irmãos sertanejos Rayssa & Ravel, que migravam da Som & Louvores pra MK naquele ano e tornar-se-iam parte integrante do cast mais tradicional da MK até aos dias de hoje. A canção "Flores do Amor" também é muito boa, afinal né, letra do Lenilton (ex-Novo Som e Rota 33), tinha que ser boa.



Vol. 5 (1999)

01 - Fernanda Brum e Emerson Pinheiro - Te Amar
02 - Primeira Essência - Canção do Amor
03 - Marina de Oliveira - Teu Olhar
04 - Semeando - Metade de Mim
05 - Kléber Lucas - Verdadeiro Amor
06 - Ludmila Ferber - Aliança
07 - Val Martins - Nossa União
08 - Banda & Voz - Sempre Vou Te Amar
09 - Rayssa & Ravel - Te Amo
10 - João Marcos - Brilha a Luz
11 - Catedral - Por Te Conhecer
12 - Rose Nascimento - Mil Razões
13 - Kim - O Meu Amor Por Você (DE NOVO???)
14 - Cristina Mel - Presente de Deus
15 - Kades Singers - O Melhor é Amar
16 - Alberto Brizola - O Amor (poema)

Um dos melhores discos da coleção, com uma quantidade significativa de artistas de pop e rock, como Primeira Essência, Semeando, Val Martins e Catedral, entre outros. Alguns dos artistas presentes eu nunca imaginaria nessa coletânea (pra ser mais exato tô falando mesmo da Ludmila Ferber, quando vemos que a carreira dela pós-MK e pós-Ministério Koinonya passou a ser tão voltada pro Adoração Profética que as vezes é difícil crer que ela já foi pop/louvor!). Por algum erro bem grotesco a faixa "O Meu Amor Por Você" do Kim deu as caras novamente aqui nesse volume, haja vista que ela já havia aparecido no álbum anterior. Mas ok né... Outra faixa que eu achei curiosa sua estadia aqui é "Mil Razões", faixa título do disco de 1996 de Rose Nascimento (cantada com Marcelo Nascimento), que é muito mais uma canção para Jesus do que de amor. OK, a proposta da coletânea nunca se limitou a falar do amor entre homem e mulher, mas que foi estranho foi kkkkk

CURIOSIDADE: Há uma segunda versão dessa capa no site do Kléber Lucas, vide AQUI! Achei a diagramação um tanto mal feita, mas enfim.


Vol. 6 (2000)

01 - Marina de Oliveira e Alberto Brizola - O Amor "O Dom Supremo"
02 - Oficina G3 - Perfeito Amor
03 - Voices - Por Toda Vida
04 - Kléber Lucas - Lição de Amor
05 - Raquel Mello - Meu Par
06 - Val Martins - Meu Sonho de Amor
07 - Ludmila Ferber - Nada no Mundo
08 - Kim - Grande Amor
09 - Fernanda Brum - O que Diz Meu Coração
10 - Rayssa & Ravel - O Amor
11 - Eyshila - Perfeito Como a Flor

Estreando Oficina G3 nas coletâneas - e a última com a participação de um integrante do Catedral (no caso, Kim) - Amo Você Vol. 6 acabou por se tornar o primeiro mais popular de todos que vieram antes desse, sendo um dos mais raros hoje em dia de se achar (sério). Além das popularíssimas faixas dos dois artistas citados antes, é indubitável que mais duas faixas ao menos aqui estourariam muito nas rádios: Por Toda Vida da Voices e O Que Diz Meu Coração de Fernanda Brum, além da fantástica "Meu Sonho de Amor" de Val Martins. Lembro bem que esse aqui era hour concours em eventos românticos de igrejas.

CURIOSIDADE PESSOAL: Inclusive é hour concour até na minha coleção kkkk o único dessa coleção que tenho físico. Ou melhor, minha namorada quem tem, já que dei a ela de presente.



Vol. 7 (2001)

01 - Voices - No Meu Coração
02 - Oficina G3 - O Teu Amor
03 - Fernanda Brum e Emerson Pinheiro - Nunca Vou Dizer Adeus
04 - Marina de Oliveira e Kléber Lucas - O Amor é Demais
05 - Cassiane e Jairinho - Lar Feliz
06 - Eyshila - Você Tem Direito
07 - Novo Som - Meu Sonho
08 - Marquinhos Gomes - O Amor Constrói
09 - Rayssa & Ravel - Só pra te Amar
10 - Jozyanne (à época grafado como Josiane) - Só Sei te Amar
11 - Primeira Essência - Teu Amor
12 - Marcelo e Rose Nascimento - Solução do Alto

Se você já ouviu por aí essa versão de "No Meu Coração" (canção do Novo Som do disco "Não é o Fim" de 1999) já deve ter achado erradamente ser de "Fernanda Brum & Eyshila", mas na verdade é de todo o grupo Voices, uma reinterpretação lindíssima e digna demais de nota da canção escrita pelo genial Lenilton. Além desta, temos aqui a primeira vez que "O Teu Amor" do Oficina G3 apareceu ao público - só reaparecendo como faixa-bônus do disco "Humanos" (2002) e sendo a última faixa da banda gravada pelo batera Walter Lopes até hoje. Esse disco marca também a primeira (de muitas) aparições da banda Novo Som nas coletâneas Amo Você, banda que tradicionalmente também costuma fazer ótimas canções de amor, como aliás é o caso da power ballad "Meu Sonho" do disco "Herói dos Heróis" (2000), que apesar de ser muito melosa pro meu gosto (kkkkkkkkk) faz todo sentido estar por aqui.

Mentira, eu amo essa música do Novo Som, mas não conta pra ninguém kkkkkkk


Vol. 8 (2002)

01 - Novo Som - Voz do Coração
02 - Marina de Oliveira - A Procura
03 - Voices - Nosso Amor é Lindo
04 - Brother Simion - É o Amor!
05 - Marquinhos Gomes - Nosso Amor
06 - Igreja Batista Nova Jerusalém - Dom de Amar
07 - Cassiane e Jairinho - O Tempo Não Pode Apagar
08 - Ellas - O Que Fazer
09 - Kléber Lucas - Todas as Vezes
10 - Liz Lanne - Você Chegou
11 - Rayssa & Ravel - Quem Trouxe Você
12 - Alex Gonzaga - Aprender a Perdoar

Comeaçar com Novo Som e fechar com Alex Gonzaga (vocalista desta banda) é garantia de sucesso com certeza. Apesar disso, é uma das coletâneas menos "rock", estilo que a MK começaria a amenizar na gravadora, a despeito de possuir bandas à época como Fruto Sagrado e Oficina G3 no cast, além do Brother Simion, que aqui aparece com "É o Amor!" do disco "A Volta de Johnny" (2002), último dele pela gravadora. Sem dúvidas está entre os mais vendidos pelo megassucesso "O Tempo Não Pode Apagar" do casal Cassiane e Jairinho (hour concour em diversos casamentos de cristãos no Brasil desde esse tempo até hoje), e também da tão antológica quanto "Nosso Amor é Lindo" do Voices. 


Vol. 9 (2003)

01 - Marina de Oliveira e Kléber Lucas - É tão simples ser feliz
02 - Voices - Pensando em Você
03 - Oficina G3 - Amo Você
04 - Pâmela e Alex Gonzaga - Um Verso de Amor
05 - Quatro por Um - Linda
06 - Eyshila - Meu Jeito de Amar
07 - Fruto Sagrado - Diferentes dos Anjos
08 - Cassiane e Jairinho - Pra Sempre te Amo
09 - Novo Som - Eu Tenho Você
10 - Fernanda Brum - Você Merece
11 - Ellas - O Poder do Amor
12 - Rayssa & Ravel - Meu Coração é Teu
13 - Alex Gonzaga - Meu Amor é Você
14 - Déio Tambasco - Além do que se pode ver

Outro sucesso inquestionável de vendas, o volume nove eu me lembro bem o dia do lançamento, um dia antes do meu aniversário de 15 anos, e foi anunciado no domingo, 31 de maio, com o clipe da mais famosa desse diso, mas também indubitavelmente a mais IRRITANTE canção romântica em anos, "Um Verso de Amor" de Pâmela e Alex Gonzaga. Sério, eu não consigo nem a pau ser fã dessa música kkkkkkk. Algumas novas aquisições que a MK fez entre 2002 e 2003 estrearam aqui, como Fruto Sagrado e sua fantástica "Diferente dos Anjos" (disparada pra mim a melhor canção de todos os tempos nessas coletâneas), Quatro por Um e Déio Tambasco. Aqui temos a provavelmente mais rara canção do Oficina G3, "Amo Você", só presente nessa coletânea e na seguinte, e a única canção romântica da história da banda. E se "O Teu Amor" foi a última canção gravada com Waltão na bateria, "Amo Você" foi a última com os vocais de PG, e essa nunca foi pra nenhuma coletânea ou disco do G3 até hoje, por isso mesmo tornou-se a mais rara canção. Esse é o disco que Alex Gonzaga mais aparece, uma música com o Novo Som, uma solo e "aquela lá" com a Pâmela kkkkk. O cara realmente mandou bem. E Marina de Oliveira e Kléber Lucas marcando mais um dueto na já longa parceria entre os dois. A faixa do Déio está simplesmente fantástica, uma balada muito legal de se ouvir.


Vol. 10 (2004)

01 - Marina de Oliveira - Amor pra Valer (vol. 1)
02 - Cassiane e Jairinho - Sentimento de Amor (vol. 2)
03 - Fernanda Brum - Amar Você (vol. 3)
04 - Marina de Oliveira e Kléber Lucas - Sentimento de Amor (vol. 4)
05 - Ludmila Ferber - Aliança (vol. 5)
06 - Rayssa & Ravel - O Amor (vol. 6)
07 - Eyshila - Você Tem o Direito (vol. 7)
08 - Voices - Nosso Amor é Lindo (vol. 8)
09 - Oficina G3 - Amo Você (vol. 9)
10 - Alda Célia - Poema de Amor
11 - 4/1 e PG - O Amor de Deus
12 - Pâmela - Você me Conquistou
13 - Novo Som - Um Olhar
14 - Ellas - Nenhuma Lágrima
15 - Cristiane Carvalho - Em Todo Meu Viver
16 - Marco Aurélio - Mais do que Sonhei

Coletânea que é também uma coletânea das coletâneas anteriores, pelo menos nas 9 faixas iniciais, pra marcar o primeiro decênio da coleção. Além dessas (que, vou te contar, eu não curti muito a seleção, tirando "Amar Você", "Nosso Amor é Lindo" e "Amo Você"), mais sete (e não cinco como erradamente diz na capa do disco) faixas novas, incluindo um fantástico collab entre PG (já em carreira solo à essa altura) e a banda Quatro por Um. Sinceramente eu acho que poderia ser melhorzinho esse disco de 10 anos, mas não é também um disco ruim, de forma alguma. A diagramação das capas dos discos anteriores nesse também me deixa meio apavorado, é bem estranha haha.

CURIOSIDADE: "Nenhuma Lágrima" é a música mais atípica dessa coleção, uma música de despedida pra um amor desperdiçado. Bem fora mesmo dos padrões haha


Vol 11 (2005)

01 - Voices - Baby, Amo Você
02 - Fernanda Brum e Eyshila - Canção para Minha Amiga
03 - Marina de Oliveira - Nunca Será Tarde
04 - Aline Barros - Seremos Sempre Um
05 - Kléber Lucas - Do Amor Nunca se Desiste
06 - Alda Célia - Azul do Teu Olhar
07 - Andréa Fontes - Presente de Deus
08 - Quatro Por Um - Deus Prometeu
09 - Eyshila - Segundo o Coração de Deus
10 - Léa Mendonça - Tanto Amor
11 - Bruna Karla - Melodia do Amor
12 - Cassiane e Jairinho - Você e Eu
13 - Marquinho Menezes e Lilian Azevedo - Deus Quis Assim
14 - Pâmela - Oceano de Amor
15 - Liz Lanne - É o Amor
16 - Rayssa e Ravel - Amar Você
17 - Jozyanne - Deus Descreveu

A partir desse perdi muito o interesse pela coleção. Em grande parte porque nesse período em 2005 eu estava "me convertendo ao white metal" em definitivo e não tava curtindo boa parte do que rolava no gospel, e esse disco visivelmente tem pouquíssima coisa relacionada ao pop/rock, reflexo também da diminuição crescente do interesse da gravadora pelo estilo, em especial com a saída de artistas como Brother Simion e Fruto Sagrado, o fato do Oficina G3 não mais fazer sons com essa pegada, e da diminuição das atividades do Novo Som depois da saída de Lenilton da banda. Por outro lado nesse período eu estava numa fase de negação do gospel, muito em função de uma mudança de igreja que passei e aí fiquei meio decepcionado com o movimento - aliás, nunca deixei de estar, só que parei de rejeitar tanto essa parada. É um disco bom pra apaixonados? Sim, mas é facilmente enjoativo, desculpa.

CURIOSIDADE: Primeira capa da coleção a não prevalescer tons de vermelho, algo que tornaria a ocorrer no disco 12 e só voltaria nos últimos discos (18, 19, 20, 21 e Melhores Momentos)


Vol. 12 (2006)

01 - Aline Barros - Meu Eterno Namorado
02 - Kléber Lucas - Jardim Original
03 - Marina de Oliveira - Sei que é Possível
04 - PG - Verdadeiro Amor
05 - Fernanda Brum - Um Sorriso Igual ao Teu
06 - Bruna Karla - Minha Voz e um Violão
07 - Eyshila - Eu Vou te Amar
08 - Emerson Pinheiro - Para Meu Filho
09 - Novo Som - Especial
10 - Léa Mendonça - Atitudes de Amor
11 - Marquinhos Menezes e Lilian Azevedo - Mais que Pedras Preciosas
12 - Pâmela - Coração com Coração
13 - Jozyanne - Sempre Vou te Amar
14 - Nádia Santolli - Impossível Não te Amar
15 - Marco Aurélio - Amo Você
16 - Liz Lanne - Eu e Minha Casa

Último disco da coleção em anos que eu tive vontade pra ouvir em anos. E foi mais do mesmo igual ao anterior, a exceção da faixa bem legal do PG e a homenagem linda de Emerson Pinheiro ao seu filho. Tirando isso, é um disco pouco memorável pra mim, desculpa. Esse e o anterior foram motivos claros pelo qual eu cansei dessa coleção e fui atrás de coisas mais paupáveis como Sixpence None the Richer kkkkkk


(Sei que em discos seguintes teriam músicas do Novo Som, Quatro por Um, PG, Banda Giom, Henrique Cerqueira - da Pimentas do Reino -, Melosweet e outras, mas não me encheram em nada os ouvidos pra eu achar interessante revisitar).

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

O Refúgio do Rock (Coletânea)


O Refúgio do Rock foi um projeto liderado pelo pastor Sandro Baggio que surgiu no início de 1993 em SP, e logo se aliou a outros projetos como o já existente CMF (Christian Metal Force), à época comandado por Claudio Tiberius (Devilcrusher, Berith, Death Poems e outras), a zine White Metal Detonation (que ele, Claudio e outros coordenavam) e vários outros projetos menores que já despontavam no Brasil com o intuito de atingir as vidas da turma do rock, em especial os "metaleiros" e os punks. O projeto era inspirado no que o Sandro Baggio conhecera dentro da Steiger 14 (posteriomente chamada Steiger International), com os projetos de navios como o Doulos que cruzavam o mundo para atingir esse público (um dos principais nesse projeto era a trupe da No Longer Music, banda de pós-punk que até hoje faz apresentações chocantes mundo afora). Num galpão da avenida Nazareth, no dia 14 de maio de 1993 nascia oficialmente o projeto, que receberia diversas bandas, como as precursoras Antidemon, DevilCrusher, Ruptura, Justa Advertência, Calvário, Martíria, Metábole, Kletos, Rosa de Saron (sim, até uma banda católica rolou lá!), Afterdeath e Necromanicide(r) (essas últimas vinham de Espírito Santo e Rio de Janeiro respectivamente). Um dos primeiros (talvez o primeiro) festivais de metal cristão no Brasil rolou lá, o Refúgio Metal Fest, com as bandas Calvário, Metábole, Martíria, Rosa de Saron, Devilcrusher e Justa Advertência. Esse evento foi divulgado inclusive no primeiro Hollywood Rock, uma novidade para muitos daquela galera que nunca haviam ouvido falar de "white metal" ainda (e que coisa, não demorariam para passar a ojerizar a trupe que fazemos parte, tsc tsc...).

Além desse festival, o Refúgio do Rock também ajudou no I White Metal Fest, o I Fórum White Metal, tributos a bandas clássicas como Vengeance Rising e Seventh Angel, além do primeiro show com uma banda de metal cristã pesada no Brasil, a Tourniquet em sua era de ouro. Infelizmente depois de 1995 ficou mais difícil pro projeto prosseguir devido a Lei do Silêncio que foi implementada em SP (não culpa da lei em si, mas porque o local não tinha isolamento acústico adequado :/ ). Naquele ano o projeto mudaria de nome pra Comunidade Ágape, posteriormente Projeto Ágape e atualmente Projeto 242 (Atos 2.42), com uma visão de alcance a muito mais pessoas excluídas da sociedade, em especial pela pseudocultura cristã ocidental preconceituosa e fechada que ainda vivemos.

O projeto conseguiu em seu ano de despedida ainda gerar um belíssimo fruto: a coletânea Refúgio do Rock, com dez bandas que rolaram no local ao longo daqueles mais de dois anos de existência. Vale muito a pena conferir.

O Refúgio do Rock (1995)

01 - Kletos (hard rock/heavy metal) - Espírito Nômade
02 - Antidemon (grindcore) - Guerra ao Inferno
03 - DevilCrusher (death metal) - Em Nome de Deus
04 - Necromanicide(r) (doom/death metal) - Hoje é o Dia
05 - Kipper (heavy/power metal) - Duendes e Gnomos
06 - Justa Advertência (punk/hardcore) - Caos
07 - Juízo Final (futura Intruder, Death/Thrash Metal) - Heresia
08 - Theosophy (crossover/hardcore) - Forças
09 - The Joke? (thrash/groove metal) - Admonished
10 - Kolapso (death/black metal) - Pacto Satânico

OBS: Numa releitura em versão CD a faixa da banda Kolapso saiu como a faixa 5.

Belíssima coleção de bandas, que curiosamente poucas aí realmente alcançaram uma fama maior, como Necromanicider, The Joke? e obviamente a Antidemon, até hoje a maior banda cristã de metal brasileira, embora seja notório que nessa época a banda do Batista (que era ainda um quinteto e não um power trio como ficou mais marcada) fazia um som extremamente sujo e com pouca qualidade técnica, um grindcore bem cabuloso aos moldes da contemporânea australiana Vomitorial Corpulence, ainda distante da lenda death metal que se tornariam. Muito mais pesada nesse sentido era a sua antecessora, Devil Crusher, fazendo um death metal bem porrada, na linha do Deicide e do Mortification fase Scrolls of the Megilloth. A precursora Kletos (primeira banda de metal cristã brazuca com uma mulher na formação) fazia na realidade um som mais na linha do hard rock, embora com muita influência do heavy metal, tornando eles próximos de um Great White ou de um Dokken. Necromanicide (ainda chamada assim nesse tempo) já mandava seu som a lá Cathedral no início da carreira, arrastado porém brutal, com um pouco de influências do gothic também, como dá pra ver nos teclados. The Joke? (atual Trombada), ainda com os vocais de Daniel Martins (atual Soul Factor) era a mais antenada com os sons "modernos", com uma pegada próxima ao Chaos A.D. do Sepultura. A Kipper (que pena que só lançaram essa faixa até onde eu saiba) fazia um belo power metal clássico, remetendo às precursoras americanas do gênero dos anos 1980. Justa Advertência e Theosophy representam a galera do punk aqui, embora Theosophy já apresente um som mais crossover e uns vocais que variavam pra caramba, do gutural ao hardcore limpo. A Juízo Final aqui não tem nada a ver com a afamada banda que foi precursora do rap e posteriormente do nu metal no Brasil, e sim a futura Intruder (que também acabou nos deixando sem CDs, pra tristeza de todos nós fãs do som). Encerrando de maneira genial vem a banda do irmão de Sandro, a Kolapso, que fazia um death metal blackned bem sujo, lembrando um bocado bandas como Hellhammer e Bathory, antecipando no Brasil o movimento UnBlack Metal que bandas da mesma época como InnerGoth, Offertorium, Death Poems e Cerimonial Sacred iriam dar prosseguimento. Sem dúvidas essa coletânea é parada obrigatória para fãs do metal cristão nacional. Uma pena que não houve registros aí de bandas como Martíria, Calvário, Rosa de Saron, Tormented Death e principalmente a Metábole (que até onde eu já procurei nunca gravou nada). Enfim, vale muito a pena conferir.

terça-feira, 4 de junho de 2019

Coletâneas da Regency Records


A Regency Records foi uma gravadora de La Cañada, Califórnia de curta duração, que não teve lá muitos artistas famosos - a exceção mesmo de Neon Cross e Mastedon -, de resto outras bandas foram bem obscuras, como Contagious, Shadow Wings, Arsenal e Rage of Angels. Mas seu melhor momento sem dúvidas foram suas coletâneas. Foram seis coletâneas no total, duas delas focadas nas bandas locais da Califórnia, uma para bandas do lado "Leste" dos EUA, duas pra bandas "undergrounds" (como o título das coletâneas denuncia) e uma foi uma coletânea das coletâneas. Em nível de importância para a cena de rock, metal e punk cristão, essas coletâneas tiveram sem dúvidas uma importância ímpar. Vamos esmiuçar cada uma delas:



California Metal (1987)

01 - Barren Cross - Deadlock
02 - Gardian (Guardian) - Marching On
03 - Neon Cross - I Need Your Love
04 - Hero (Califórnia) - I Surrender
05 - Deliverance (USA) - A Space Called You
06 - Mastedon - Wasn't It Love
07 - Gardian (Guardian) - Spiritual Warfare
08 - Deliverance (USA) - Attack
09 - Hero (Califórnia) - Sign it Out
10 - Neon Cross - Son of God



Das seis coletâneas da Regency, sem dúvidas essa foi a que ganhou maior fama, e também a responsável por revelar o maior número de bandas que realmente ganharam fama, como Gardian (que os mais atentos já devem saber que é a Guardian na fase "espacial" da banda), Deliverance e Mastedon - além da Neon Cross que virou uma banda mais cult. Barren Cross está aqui mais pelo lado atrativo, já que àquela altura já tinham um EP e um disco lançado no mercado e uma fama assegurada, a inclusão de seu nome foi realmente para atrair a galera a comprar o disco e curtir as outras bandas. E conseguem isso muito bem - aliás, a versão de Deadlock exclusiva aqui pra essa coletânea ajudou na divulgação do álbum seguinte da banda, Atomic Arena, que virou o maior sucesso deles até hoje. Gardian, como já relatado anteriormente, é a Guardian na fase "espacial", eles vestidos de "power rangers" e panz (kkkkkkkkkkk), quando eram uma banda de heavy metal melódico. As faixas gravadas para essa coletânea já haviam aparecido em um lançamento obscuro anterior deles, mas aqui estão em um estado mais bem produzido. Neon Cross mostra seu talento de metal melódico muito bem executado nas faixas pinçadas pro disco. Hero é sem dúvidas a mais "obscura" inclusão aqui. A banda de Robbie Brauns (ex-Holy Soldier e futuramente da secular Steel Vengeance) e do guitarrista Glenn Rogers (Deliverance, Primal, ex-Viking, Heretic, Vengeance Rising, Hirax, Lambs Among Wolves, Once Dead e Steel Vengeance - uma pá de bandas, cristãs ou não!) foi um fenômeno de curta duração que rolou inclusive no festival Metal Mardi Gras (aliás, a exceção da Mastedon, todas aqui tocaram nesse festival) e deixou pouco material, mas as duas faixas gravadas aqui estranhamente aparecem no álbum "Never Lettin' Go" da banda Steel Vengeance. Talvez Robbie e Glenn tenham levado pra banda quando viraram membros dela. Deliverance aqui está bem mais próxima de sua origem no speed metal que a sua fase thrash metal. A Space Called You é um achado speed melódico que facilmente apareceria no primeiro disco deles, mas nunca foi revisitada; já "Attack", mais thrash, ganhou uma versão ainda mais pesada futuramente no terceiro álbum da banda. O melhor do Deliverance aqui é o quanto de novidade eles representavam pra cena por serem uma das primeiras a fazerem um som tão pesado e ter uma atitude mais thrash em meio a uma profusão de bandas mais melódicas e até glams na cena local. Mastedon aqui apresenta o projeto dos irmãos John e Dino Elefante, ex-Kansas, e a música aqui apresentada originalmente era para o Kansas, mas acabou lançada como um superprojeto. Se a princípio a gravação aqui era só para "fins de registro", a qualidade foi tão boa que a banda seguiria em frente, como muitos de nós sabemos.


California Metal II (1988)

01 - Vision (Malachia) - Runaway
02 - Emerald - Traitor
03 - Recon - Light the Fire
04 - Soldier - Borderline
05 - Judea - Heart of Stone
06 - Mastedon - Get Up
07 - Ramson - Sin Killer
08 - Emerald - Born to Die
09 - Judea - Knock
10 - Soldier - Tears
11 - Recon - Dreams (só nas versões K7 e CD)


Embora tenha tido uma repercussão menor que sua antecessora, California Metal Volume II trouxe ao mundo duas bandas clássicas que tiveram um sucesso moderado: Recon e Ramson. Além dessas, algumas outras bandas aqui presentes tiveram seus momentos bons. Vision é um nome que a banda Malachia assumiu por um tempo - não sei dizer o porquê. Sei entretanto que eles chegaram a lançar um videoclipe dessa música (sério!), tornando ela até mais famosa que seus discos como Malachia. Seu heavy metal, meio influenciado pelo progressive metal da Queensrÿche, é muito bom de se ouvir. Emerald é um caso curioso que um dia vou explorar melhor na review da banda, mas o que importa é seu som speed/power fabuloso apresentado nesse disco nas duas faixas presentes. Recon é a de maior sucesso aqui presente - apesar da impressionantemente curta discografia posterior da banda. As duas faixas aqui estão presentes também na primeira demo-tape da banda com a mesma gravação. Soldier, apesar de sua curta e obscura carreira, conseguiu um certo destaque a essa época (juntamente com a Malachia, também tocaram no Metal Mardi Gras). Seu hard'n'heavy nos moldes da banda secular Dokken são de arrepiar. Judea é a mais obscura aqui presente, fazendo um som próximo ao power metal americano, mas com algumas influências do power germânico nos vocais. Chega a ser uma pena essa banda não ter ido muito adiante. Mastedon apresenta aqui uma das músicas que estariam presentes em seu lançamento pela própria Regency, o "It's a Jungle Out There", e mais uma vez um AOR fantástico de se ouvir. Por fim, Ramson nos presenteia com uma das primeiras bandas americanas de hard rock com vocal feminino. No geral, essa coletânea também é fantástica, vale muito a pena ouvir.


East Coast Metal (1988)

01 - Apostle - The Sword
02 - Rage of Angels - Reason to Rock
03 - Arsenal - Message of Love
04 - The Lead - Tunnel Vision
05 - Taker - Yesterday, Today and Forever
06 - Second Chance (Armageddon) - (Liberation from) The Blazing Wasteland
07 - Arsenal - Stand Strong
08 - Believer (Thrash Metal) - The Chosen
09 - Taker - Living by Faith



A Regency acabou por perceber que poderia expandir seu filão e no mesmo ano da California Metal II organizou a coletânea com as bandas da costa leste americana, do outro lado do país. E mais uma vez uma grande coletânea. Duas bandas daí assinaram logo com a Regency, a genial banda de metal melódico Rage of Angels (com um dos vocais masculinos mais agudos do metal cristão, bem próximo dos de Sebastian Bach da Skid Row) e o heavy irado de Arsenal, com os vocais de Christine Steel, uma cantora que me remete logo aos vocais de Betsy Bitch (da banda secular Bitch). Além dessas duas, também apareceram aqui uma que já vinha a anos lançando álbuns em cassete pelo underground, a Apostle, com as guitarras do virtuose Matt Harding. Taker é a mais obscura da coletânea, uma banda de heavy e hard rock que nunca passou das demos quando estava em atividade, mas que seu som era muito bom. Second Chance, que mudaria de nome pra Armageddon, fazia um power/speed metal de qualidade fora de série. Considero eles uma das bandas mais injustiçadas da cena. Believer é sem dúvidas a que realmente explodiu após sua estreia nessa coletânea. Com seu thrash metal técnico, não demoraram a lançar seu primeiro petardo, o Extration from Mortality, que tornou a banda simplesmente uma das maiores da cena. Por fim, a banda mais "deslocada" da coletânea é a The Lead. O motivo? Bem, a banda é de PUNK! Ok, eles nessa época já estavam se aproximando do crossover, mas nessa música eles ainda apresentavam um punk simples. Nada contra, diga-se de passagem, pois essa é uma das melhores bandas de punk da história, com os vocais de Nina Llopis e a guitarra certeira de Julio Rey (futuramente também tocaria na Frank's Enemy).


Underground Metal (1988)

01 - Bjorn Stiggson - Come On
02 - Armada - But It's Only Rock'n'Roll
03 - Chosen Stranger - So Glad
04 - Paradox - Meet the King
05 - Torn Flesh - No Surfing in Hell
06 - Watchmen - Fear no Evil
07 - Chariot - Step Into the Light
08 - Paragon - Why are There So Many Sinners?
09 - Mercy Rule - Cities are Burning



Indo mais longe que antes, a Regency decidiu lançar um concurso com várias bandas bem desconhecidas mesmo de geral. Assim oito bandas foram escolhidas, e somadas a uma música do trampo solo do Bjorn Stiggson (da Leviticus) veio essa coletânea obscura pacas. Pra se ter uma ideia, nenhuma das bandas aí foi muito longe - talvez só a Armada, que lançou uma quantidade significativa de discos, com seu heavy/speed metal forte. Bjorn segue o que ele mesmo já fazia na Leviticus, só que com uma sonoridade mais AOR. Chosen Stranger traz um rock melódico muito bom, na linha da secular Cornerstone (sim, tem uma Cornerstone cristã também, mas soam diferente, a secular é do vocalista Doggie White, que também cantou na Rainbow). Paradox é mais pegada num heavy melódico, bem irado o som. Torn Flesh é a mais "doidona" do disco, com um som meio hardcore, meio crossover, e com uma das letras mais piradas da música cristã "não surfe no inferno". Por incrível que pareça chegaram a lançar um disco pela Pure Metal! Apesar da qualidade por vezes questionável, as letras deles eram bem fortes, um dia falarei sobre eles. Watchmen é um achado, com um som meio power metal americano e um dos vocalistas com maior sorte do universo, Dave Van Liew ter a voz quase idêntica ao do saudoso mestre Ronnie James Dio! Chariot (que não tem nada a ver com a The Chariot de metalcore) fazia um hard irado, quase um heavy melódico, e isso é audível nessa faixa. Paragon é uma das mais obscuras, só tendo lançado demos. Seu som lembra um bocado Rush. Até hoje não consegui acesso às demos deles, mas se seguiram a qualidade dessa música, chega a ser triste pensar que eles não foram muito adiante. Mercy Rule fecha o disco com uma sonoridade mais glam metal, remetendo ao Stryper das antigas. Muito bom de ouvir.


Underground Metal 2 (1989)

01 - Zion - Kick the Gates
02 - Xalt - Dark War
03 - Phil Accardi's Chalice - Victim of Night
04 - Ironwrath - The Stranger
05 - Knightriot - Kick the Gates
06 - Thresher - Apocalypse Prepare
07 - Image - Lost
08 - Final Warning - Listen
09 - Remnant - Can't You See

OBS: Na versão CD a ordem das faixas é diferente, verifique AQUI.


A segunda e última Underground Metal trouxe dois nomes bem conhecidos por muitos fãs do metal cristão logo de cara: Zion, do vocalista Rex Scott (futuro X-Sinner) com sua voz bem na linha AC/DC, mas com um som muito mais heavy metal, e Xalt, na sua fase mais heavy metal clássica. Phil Accardi faz um metal melódico delicioso de se ouvir, um dos melhores sons que eu já ouvi na vida. Pena que além desse eles só lançaram um álbum em K7, deveriam ter ido bem mais adiante. Ironwrath é uma banda bem obscura - na verdade, eles, Image e Remnant são as mais desconhecidas aí -, com um som meio heavy/doom metal bem pesadinho e épico (quase 9 minutos de música!). O vocal é bem operístico, me lembrando da banda Candlemass. Curiosamente voltaram a ativa no final dos 2000, mas até o momento não lançaram muita coisa. Knightriot é a mais heavy/speed daqui, lembrando pra caramba Judas Priest (até o visual da banda remete muito). A mais pesada desse aqui é sem dúvidas Thresher, que fazia na época um speed/thrash metal daqueles. Porrada na orelha de mais de 8 minutos, me relembrando Anjos do Apocalipse da secular brazuca Overdose. Image é a mais obscura de todas daqui, pois não lançaram NADA depois dessa coletânea. O som deles é meio hard rock com um vocal feminino bem legal de ouvir. Final Warning também é bem obscura, entretanto já tinha um passado curioso, por ter participado da coletânea Metal Massacre V (uma coleção irada de coletâneas da gravadora Metal Blade que apresentou muitas bandas como as seculares Metallica e Armored Saint e algumas ligadas ao cristianismo como Trouble, Warlord e Tyrant, além da própria Final Warning). Um speed metal bem irado pra não se botar defeito. O disco encerra com o power metal da também obscura Remnant, com uma pegada que me fez lembrar Neon Cross ou as bandas de NWOBHM.


Classic Metal (1990)

01 - Mastedon - Wasn't Love
02 - Rage of Angels - Don't Give Up
03 - Guardian - Marching On
04 - Soldier - Tears
05 - Deliverance - Attack
06 - Rage of Angels - Do You Still Believe in Love?
07 - Arsenal - Stand Strong
08 - Guardian - Spiritual Warfare
09 - Believer - The Chosen
10 - The Lead - Tunnel Vision

Teoricamente é uma "coletânea das três primeiras coletâneas". Não totalmente, haja vista que Rage of Angels aqui destoa ao incluir duas músicas diferentes, nenhuma delas sendo "Reason to Rock" que apareceu em East Coast Metal. De resto, são músicas dos discos anteriores, exceto os Underground Metal que não têm música nenhuma aqui. Vale como um resumão do que foi essa coleção insana da Regency, que saíria de cena nesse ano de 1990 infelizmente para todos nós =(