terça-feira, 24 de agosto de 2021

AVISO: Sobre a remoção da seção memorial

 Como alguns deverão notar, a partir de hoje (24/08/2021) a seção Memorial será extinta do site. O motivo é que eu não me sinto mais bem em atualizar essa seção, tendo em vista também a quantidade absurda de pessoas que veem falecendo na cena desde o ano passado, muitas vítimas dessa abominação chamada COVID-19. Eu venho me sentindo mal de verdade em ver tantos indo embora, enfim, Deus conhece cada um dos seus e creio que Ele lembrará mais deles que nós mesmos.

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Trouble

 


Trouble é uma das melhores bandas da história, criada em 1978, e tendo sua formação mais afamada Eric Wagner (vocal, também na banda The Skull e Blackfinger), Bruce Franklin (guitarras, também nas bandas Generation e Supershine), Jeff Olson (bateria, também em Supershine, The Skull e outras), Sean McAllister (baixo) e posteriormente Ron Holzner (baixo) e Rick Wartell (guitarras). Pela banda passaram também nomes como Ted Kirkpatrick (sim, ele mesmo, o baterista do Tourniquet) e Kyle Thomas (atual vocalista da banda).

Trouble foi uma das bandas que ajudou na instituição de dois estilos musicais, dois subgêneros do metal: o doom metal e o stoner metal. Curiosamente a banda, que sempre trouxe em suas letras uma temática cristã, jamais se declarou uma banda "cristã" e inclusive ao longo da década de 1990 fez o possível pra se distanciar do terrível rótulo "white metal", que eles tiveram a "honra" (ou seria melhor dizer "desonra") de inaugurar, por culpa da Metal Blade, que também criou o rótulo "black metal" (já falei acerca disso salvo engano no artigo da Horde). A popularidade da banda foi testada (e aprovada) quando da aparição deles na coletânea Metal Massacre 4 (1983).

Infelizmente no dia 23 de agosto de 2021 Eric Wagner nos deixou após uma luta contra a infame COVID-19, doença tão terrível e que ainda assim tantos "cristãos" que até se dizem fãs da banda foram e continuam sendo capazes de serem contra medidas de proteção a essa doença.

A importância da banda foi tamanha que receberam covers do Tourniquet, Sabbatariam, Krig, dentre outras.

LEIA OUVINDO AQUI!

Demo (1980)

01 - Dying Love
02 - Demon's Call
03 - Child of Tomorrow

Demo que já mostra um pouco do potencial do que a banda faria, numa pegada mais speed metal/proto-thrash, que lembra bastante os trabalhos da secular Pentagram. Curiosamente são três faixas raríssimas, que jamais foram usadas em discos posteriores da banda.


Demo 2 (1982)

01 - The Tempter
02 - Revelation (Life or Death)
03 - Wickedness of Man
04 - Assassin


Agora sim uma demo com uma sonoridade doom metal de fato, inclusive com músicas que reapareceriam no primeiro disco da banda. Obviamente a qualidade de produção é bem mais "baixa" do que a de um lançamento completo em estúdio, mas vale muito a ouvida, principalmente para perceber a inconfundível influência de Black Sabbath dos primeiros discos e o vocal "Ozzyosbourniano" do saudoso Eric Wagner.

Demo 3 (1983)

01 - Wickedness of Man
02 - The Last Judgement

"Mais do mesmo" na primeira música (o que não é ruim, aliás) e outra faixa que também entraria no debut album.


Live K7 (1983)

01 - Bastards Will Pay
02 - Gideon
03 - Son of a B**** (Accept cover)
04 - Victim of the Insane
05 - Fear No Evil
06 - Confused (Angel Witch cover)
07 - Assassin
08 - Death Wish I
09 - The Tempter
10 - Wickedness of Man
11 - Psalm 9
12 - Death Wish II
13 - Endtime
14 - Jeff Olson drum solo
15 - Last Judgement
16 - Revelation (Life or Death)

Pra uma gravação rehearsal / demo ao vivo, essa K7 é uma boa pedida. Mas se você é purista cristão, tome cuidado, vai aparecer muito aquelas palavrinhas com F no meio do show haha. Lembre-se, eles acreditam sim em Deus, mas não são os "crentes santarrões" que muita gente pinta. Legal dessa K7 também é ver que eles cantavam já desde então faixas que só apareceriam no segundo disco, como Gideon e Fear No Evil. É legal também ouvir uma versão doom da clássica "Son of a B****" do Accept, com o Eric fazendo um vocal que certeza que o Udo aprovou haha.


Assassin (single) (1984)

01 - Assassin
02 - Tales of Brave Ulysses (Cream cover)



Assassin foi uma bela escolha para música de trabalho, mas o cover alucinante de Tales of Brave Ulysses merece toda exaltação, já mostrando as raízes no psicodélico que a Trouble sempre teve e amplificaria a partir dos anos 1990.


Psalm 9 (1984)

01 - The Tempter
02 - Assassin
03 - Victim of the Insane
04 - Revelation (Life or Death)
05 - Bastards Will Pay
06 - The Fall of Lucifer
07 - Endtime
08 - Psalm 9

BÔNUS: Tales of the Brave Ulysses

Para muitos críticos, esse disco foi quem sacramentou de fato o que seria esse tal de doom metal. Até então já existiam bandas que aqui e ali tinham lançado sons nessa linha como o Black Sabbath, o Pentagram, o Nemesis (futura Candlemass), a Saint Vitus e a Witchfinder General, além de ocasionais outras bandas que faziam um som soturno (dizem que as origens remontam até dos Beatles com a faixa I Want You (She's So Heavy), que realmente é bem doom, ou do Blue Cheer com seu álbum de estreia Vincebus Eruptum), mas foi "Psalm 9" o disco que definiu bem o que é Doom Metal. Temas soturnos e fortes que vinham sendo desenvolvidos desde as primeiras demos, além das guitarras de Bruce e Rick que são incomparáveis.

CURIOSIDADE: Originalmente o nome desse disco era "auto-intitulado". Porém devido às referências ao Salmos 9 na contracapa, acabaram por nomear o disco como Psalm 9 nos lançamentos seguintes.

KILLER TRACKS: O disco inteiro, sem nenhuma em especial porque é uma obra a ser ouvida do início ao fim sem cessar.


The Skull (1985)

01 - Pray for the Dead
02 - Fear no Evil
03 - The Wish
04 - The Truth is What Is
05 - Wickedness of Man
06 - Gideon
07 - The Skull



Não tão aclamado quanto o primeiro disco (eu não faço ideia do porquê, já que é um senhor disco de doom metal). Entre outras coisas, a faixa "The Wish", longa, porém absurdamente bem gravada. Fear no Evil é uma das minhas prediletas da banda Trouble como um todo. Já a faixa título expõe de maneira absurdamente incrível a crucificação de Jesus. É um senhor disco sim, de tão bem construído.

KILLER TRACKS: O álbum como um todo.

CURIOSIDADE: Não só o nome do disco, como também a logo do disco em si é usada para nomear a banda que o Eric Wagner e o Jeff Olson montaram nos anos 2010.

Demo 4 (1985)

01 - The Misery Shows
02 - Thinking of the Past
03 - Run to the Light

Demos de faixas que fariam parte do disco "Run to the Light", ótimo preview do que viria.


Run to the Light (1987)

01 - The Misery Shows
02 - Thinking of the Past
03 - On Borrowed Time
04 - Run to the Light
05 - Peace of Mind
06 - Born in a Prison
07 - Tuesday's Child
08 - The Beginning


Inclusão de teclados deixou esse disco com algumas influências maiores do rock psicodélico, além de um andamento mais blueseiro. Esse disco, junto com o seguinte, podemos considerar como discos de transição, sendo esse mais doom metal e o seguinte mais próximo do stoner. Run to the Light é o último disco a conter letras mais "cristãs", além de conter faixas absurdamente lindas, como "The Misery Shows" e a faixa título. É mais um disco que vale a pena demais ser ouvido sem sombra de dúvidas.

KILLER TRACKS: O disco, mas principalmente a faixa título e The Misery Shows.


Dallas, Texas, Alive! (bootleg, 1990)
Esse show rola até Helter Skelter dos Beatles, uma bela versão aliás
Várias canções são do autointitulado disco lançado nesse ano


Trouble (1990)

01 - At the End of my Daze
02 - The Wolf
03 - Psychotic Reaction
04 - A Sinner's Fame
05 - The Misery Shows II
06 - R.I.P.
07 - Black Shapes of Doom
08 - Heaven on My Mind
09 - E.N.D.
10 - All is Forgiven

Após a saída da banda da banda da Metal Blade e assinando com a Def American, Trouble definiu realmente seu som a partir desse disco, além de letras bem menos "religiosas" e já trazendo elementos de psicodelia, viagens no ácido e outras paradas "controversas". Mas é o disco que mais me dá nostalgia, já que eu conheci Trouble essencialmente ouvindo esse disco. Já comecei bem sim ou claro? Pois é! Esse disco é onde estão boa parte das músicas que mais curto da banda, e as mais marcantes em vários níveis, desde a "balada" Misery Shows II à quase thrash "R.I.P.". Várias dessas músicas renderam singles e clipes das músicas, tornando esse o disco que creio ter sido o mais bem sucedido da banda até hoje.

KILLER TRACKS: TODO O DISCO, do início ao fim!

Manic Frustration (1992)

01 - Come Touch the Sky
02 - 'Scuse Me
03 - The Sleeper
04 - Fear
05 - Rain
06 - Tragedy Man
07 - Memory's Garden
08 - Manic Frustration
09 - Hello Strawberry Skies
10 - Mr. White
11 - Breathe...

Copiando uma frase do Scott Waters em sua review, "se os Beatles tocassem doom metal, seria assim!" Manic Frustration é um disco incrível, com muita viagem no ácido (até na capa - literalmente!) e trouxe diversas canções que estão entre as mais clássicas da banda. "Hello Strawberry Skies" me fez lembrar rapidamente "Strawberry Fields Forever" dos Beatles, uma das primeiras músicas de rock psicodélico.

KILLER TRACKS: Come Touch the Sky, Memory's Garden, Manic Frustration, Hello Strawberry Skies


One for the Road (EP, 1994)

01 - Goin' Home
02 - Window Pain
03 - Requiem
04 - Another Day
05 - Doom Box


EP com faixas raras da banda. Algumas versões bootleg ainda incluem versões de "Tomorrow Never Knows" dos Beatles, Shinin' On do Grand Funk Railroad e Porpoise Song de Carole King e The Monkees.


Plastic Green Head (1995)

01 - Plastic Green Head
02 - The Eye
03 - Flowers 
04 - Porpoise Song (The Monkees e Carole King cover)
05 - Opium - Eater
06 - Hear The Earth
07 - Another Day
08 - Requiem
09 - Below Me
10 - Long Shadows Fall
11 - Tomorrow Never Knows (Beatles cover)
12 - Till The End Of Time (Bonus)

Musicalmente é um ótimo disco, em especial pelos covers, mas liricamente eu sinceramente a partir desse não consigo mais dar atenção direito a nenhum.

KILLER TRACKS: Plastic Green Head, The Eye e os covers

A Trouble passaria um tempo meio parada, só voltando na segunda metade dos anos 2000. Nesse período Bruce Franklin participou de projetos como Generation (industrial metal cristã) e Supershine (junto com seu amigo e companheiro de banda Jeff Olson e com dUg Pinnick do King's X), já Eric Wagner participou do superprojeto Probot com o baterista/guitarrista/vocalista Dave Grohl (da Foo Fighters e ex-Nirvana).


Simple Mind Condition (2007)

01 - Goin' Home
02 - Mindbender
03 - Seven
04 - Pictures of Life
05 - After the Rain
06 - Trouble Maker
07 - Arthur Brown's Whiskey Bar
08 - Simple Mind Condition
09 - Ride the Sky
10 - If I Only Had A Reason
11 - The Beginning Of Sorrows

Liricamente mais introspectivo, musicalmente ainda se mantendo um senhor trampo da banda. Elementos harmônicos mais aproximados dos anos 1970, bem na linha do Led Zeppelin, mas obviamente com muito stoner rock e até sludge metal. Seria o último disco de estúdio com o Eric Wagner, que anos mais tarde partiu para outros projetos, como The Skull e Blackfinger. Ótimo disco, mesmo a mais "festeira" em homenagem ao roqueiro shock rocker Arthur Brown (autor da bizarra, porém incrível música "Fire", que chegou a ser coverizada pelo grupo de electrorock Prodigy).

KILLER TRACKS: Goin' Home, Mindbender, Trouble Maker, Ride the Sky

The Distortion Field (2013)

01 - When The Sky Comes Down
02 - Paranoid Conspiracy
03 - The Broken Have Spoken
04 - Sink or Swin
05 - One Life
06 - Have I Told You
07 - Hunters Of Doom
08 - Glass of Lies
09 - Butterflies
10 - Sucker
11 - The Greying Chill Of Autumn
12 - Bleeding Alone
13 - Your Reflection

Disco de estreia em estúdio de Kyle Thomas, que chegou a acompanhar a banda em turnês no início dos anos 2000. O vocal dele não é definitivamente um clone do Eric, ainda que mantenha aquele tom mais grave e rasgado. Bruce e Rick não dão um minuto de descanso nas guitarras e baixos e o batera novato Mark Lira (que também toca na Wet Animal, banda paralela do Rick Wartell) garante bem a qualidade e a quase imortalidade da Trouble. Longa vida a um dos pais do doom metal!

KILLER TRACKS: When the Sky Comes Down, Paranoid Conspiracy, Hunters of Doom

DISCOGRAFIA ADICIONAL:

- Live in Stockholm (DVD, 2006)
- Unplugged (EP, 2007)
- Live in L.A. (2008)
- Demos and Rarities vol. 1 e 2 (compilações, 2010)

domingo, 15 de agosto de 2021

Memória: Peregrinação nas lojas de discos de Pernambuco



 
Pernambuco, em especial a região metropolitana do Recife, me deu muitas alegrias em discos desde antes de eu me converter ao Evangelho. A Aky Discos, rede de lojas de CDs que tinha em vários Estados do Brasil, é minha mais antiga memória, ia tanto na loja da Rua da Aurora (mesma rua onde tinha a saudosa A Center Vídeo, loja de videogames e cartuchos de jogos) da Boa Vista como na maiorzona na Rua Imperial em São José. Lá eu "comprei" meu primeiro disco com minha mãe, um LP do Roberto Carlos, acho que de 1991 ou 1992, ele com chapéu azul na cabeça, com a música "Luz Divina" entre elas. E foi numa das Aky Discos (ou já Aky Vídeo) que comprei meu primeiro VHS, do Aladdin (inclusive tenho esse até hoje!).






Além da Aky Discos, aqui já teve a Livro 7, que tinha uma seção específica chamada Disco 7, na Rua 7 de Setembro, na Boa Vista. Pertinho dela funcionou uma loja que eu não era vivo quando existiu, a Mausoleum, só de metal extremo e pesado, em contraste com a primeira "loja" de discos de rock do Recife, a casa do saudoso Humberto, na Rua da Matriz, a também chamada "Discos Raros", porque de fato tinham uns discos raríssimos. Nessa mesma 7 de Setembro até hoje dá para encontrar de um lado da rua a Disco de Ouro e do outro a Vinil Alternativo, e por lá já teve também a Lado B. Lá ainda dá pra achar discos também nas Lojas Americanas, que tem algumas filiais por todo o centro do Recife e por vários shoppings da cidade e da região metropolitana, além de umas pelas cidades da região, onde ainda aqui e ali dá pra achar um CD ou um DVD, inclusive cristãos. Já próximo ao cinema São Luiz tem a Flowers e uma loja que não me recordo o nome agora que vende principalmente LPs (em contraste com a Flowers, que não vende nenhum LP). Ali perto já funcionou a B-Side, loja do Marcos CD que chegou a ter uma barraquinha também na 7 de Setembro onde vendia alguns discos de sua coleção, além de outros materiais raríssimos. Na Rua da Imperatriz já funcionou uma filial da finada Lojas Brasileiras, que também vendia discos. E não era difícil achar discos também em hipermercados da rede do Bompreço (atualmente chamados de Super Bompreço). As livrarias Cultura, Saraiva e Jaqueira mantém em seu acervo até hoje discos a venda. E vale também menção às várias praças do Sebo no centro do Recife, à Passadisco na Rua da Hora, no bairro das Graças, além de algumas lojas menores ainda na ativa que vendem material raro e usado no bairro de Santo Antônio e a guerreira Discossauro, além da eterna Blackout na Boa Vista, na Rua do Riachuelo. Menções honrosas às já extintas Banca Elvis, sebos da Rua da Palma, Rock Xpress, Abbey Road, Taverna do Rock, Gramophone, World Rock, Rainbow, Evil Eyes, Cultural Discos, Oficina Armorial (do meu conterrâneo de cidade e bairro Eduardo, que vez por outra ainda abre uma barraquinha lá perto da praça Joaquim Nabuco), Curinga e outras que fazem parte da história, bem como algumas redes de lojas menores que funcionaram na Rua do Hospício e na Conda da Boa Vista, bem como algumas de Olinda e outros bairros. Em todas essas lojas era possível aqui e ali descolar material de bandas e artistas cristãos, principalmente de rock, punk e metal, que as vezes não dava pra descolar em lojas cristãs...




Então, vamos falar das lojas cristãs? Pois é, hoje em dia é bem difícil achar discos nelas. A Luz e Vida (foto acima) é um belo exemplo de uma que parou a mais de cinco anos de vender discos, embora aí na foto aparentemente ainda tivesse uma seção só pra isso. Essa, que é uma das maiores redes de livrarias cristãs da América Latina (famosa por licenciar o personagem Smiliguido) chegou a ter filiais em shoppings, mas por questões da própria rede não manteve essas lojas, isso bem antes da pandemia. A livraria Antares (atualmente chamada Lojão do Estudante) na Rua do Hospício, entre 2003 e 2004 fez uma queima de estoque em todo seu acervo, e desde então não vende mais um CD sequer. A saudosa Manancial fechou as portas recentemente, destino aliás da maioria das lojas que cobriam boa parte da Avenida Dantas Barreto, tendo inclusive algumas no camelódromo que essa avenida possui. Atualmente só umas três se mantém por lá, uma delas, a famosa Casa Sá, também tem cessado de vender discos, num processo de queima de estoque que vem fazendo desde 2004 (e que eu aproveitei um pouco pra minha coleção haha). A Casa Publicadora das Assembleias de Deus atualmente se encontra na Rua da Imperatriz e ainda mantém um relativo acervo de discos a venda. Vale mencionar também uma loja de discos no Shopping Norte, no bairro do Janga, em Paulista, e uma barraquinha que vende discos ainda no Largo da Encruzilhada. Livrarias adventistas como a Casa Publicadora Brasileira e católicas como a Paulinas mantém também um acervo de discos adventistas e católicos por lá, inclusive comprei um do Rosa de Saron por lá. Menções honrosas a lojas como a Livraria BetSalém, Ágape, as redes de lojas da Casa Sá (atualmente só restou a sede), a loja da finada gravadora Som e Louvores na Rua da União, uma loja que se situava no Mercado de Água Fria, os bazares de discos das Igrejas Assembleia de Deus sede, Universal sede e Renascer em Cristo sede (essa última nem existe mais o prédio), a Blessing (loja que chegou a comportar por um tempo a Zadoque Recife - atual Comunidade Extrema Unção, que aliás também mantém uma rede de venda de discos e material underground) e Blodspakt do saudoso Clivson, dentre várias outras.

Os motivos da extinção dessas redes vem desde a pirataria até as plataformas digitais que têm tornado obsoletos para muitos os discos. Entretanto, como sempre tem malucos colecionadores como eu, não acho difícil que algumas redes se mantenham, e como a Vinil Alternativo mesmo demonstrou ao manter vendendo LPs numa época em que todos eliminavam esse material do mercado em 1995, essa ideia uma hora seria lucrativa, tanto que esse material tem vendido mais até que CDs (e até as K7s têm seguido esse rumo!).

Então, vai saber né, capaz de daqui uns anos aparecerem lojas novas desse tipo de material? Quem sabe... mas vale a pena lembrar como eram bons esses tempos por aqui.

sábado, 7 de agosto de 2021

Review: Mortification - A História de Steve Rowe


Eu sei que estava devendo uma review desse livro fantástico que sim, eu conto em minha coleção (e quem sabe logo logo eu também conte com o Honestly, mas creio em Deus que uma hora sai haha). E então, inaugurando uma categoria nova, quem sabe crescente, de reviews de livros.

E inaugurando em alto estilo. "Mortification: A História de Steve Rowe", tem uma grande história inserida nele, não só contando com o plano de fundo das origens da vida do vocalista e baixista, como seu amor pela música, influências musicais de artistas como Iron Maiden e Motörhead e também o quanto a Resurrection Band foi importante, juntamente com outras bandas de rock e metal cristãs, para o reconectar com o Evangelho. 

Além dessas, é muito legal ver ele falar de bastidores de sua carreira tanto com o Light Force (banda onde ele começou efetivamente a carreira artística e que já fizemos review por aqui) como com o Mortification e o Wonrowe Vision, obviamente focando mais no Mortification. E aqui sabemos de bastidores na produção de discos, da própria sugestão do nome Mortification, de algumas das mudanças de formação e também de sonoridade, e obviamente da luta que o Steve empreendeu contra uma leucemia que quase lhe tirou a vida, mas que a misericórdia divina triunfou sobre sua vida e o manteve nesse plano existencial por mais tempo, continuando seu trabalho fantástico musical e ministerial.

E o livro também traz informações importantíssimas de outros aspectos da vida do Steve, como seu casamento com Kate e o filho deles, Leighton, o ministério underground Metal Kingdom, a gravadora Rowe Productions e a promoção de bandas australianas e do mundo todo por ela, problemas com o mercado e a indústria fonográfica - em especial a dita "cristã" -, além de problemas da própria cena metálica - não só com os "tr00s from hell" que o ameaçavam principalmente na época que a banda estava na gravadora secular Nuclear Blast, como também dentro da "cena cristã", com pirataria, problemas financeiros e pessoais, a parceria com a Soundmass, entre outros elementos que valem muito a pena serem esmiuçados pelos leitores.

Para mim foi uma leitura reconfortante principalmente porque me fez conhecer ainda mais a figura incrível que é o Steve, seu exemplo para artistas os mais diversos - não só cristãos, mas principalmente esses - de um compromisso muito mais sério não só com sua fé, mas com os que te escutam, com seu público, família e todos ao redor. Traçando paralelos, a história do Steve me trouxe ecos dos saudosos Keith Green e Janires Magalhães Manso (Rebanhão e Banda Azul), tirando o fato destes terem partido um tanto cedo demais em nosso pensamento humano limitado, mas todos exibindo as marcas de um compromisso vigoroso com o Evangelho que não torna o homem um religioso hipócrita ou um santarrão, um poltrão caga-regras, e sim uma pessoa que, embora jamais anulando o compromisso superior com o Cristo e com a santificação, nunca deixa os seus na mão, sempre pronto a servir ao próximo, independente das debilitações e sequelas físicas que a doença deixou em seu corpo, Steve Rowe não parou um segundo de cumprir o chamado que Deus o enviou. É esse o exemplo que eu realmente espero que eu, e todos nós, de alguma forma que o Nosso Deus nos guiar para tanto, possamos cumprir.

Soli Deo Glori.

 


quinta-feira, 29 de julho de 2021

Letras: Mortification

 


Um pouco sobre a mensagem das músicas de uma das maiores, senão a maior, banda de metal cristão de todos os tempos, Mortification. Sendo uma banda de metal extremo, passando por gêneros como thrash, death e groove metal, apesar de experimentar estilos também mais suaves ocasionalmente, e vocais variados do Steve Rowe, é fato que as fases mais extremas da banda, com seus vocais guturais, devem deixar muita gente na dúvida sobre as mensagens deixadas pelo Steve e outros membros em suas letras. Mas de maneira curiosa sempre em todas as letras Steve preza por mostrar contextos bíblicos, até mesmo em letras minúsculas das músicas mais grindcore da banda (não a toa, vários títulos de canções da banda inspiraram nomes de outras bandas, ou mesmo discos dessas). Então, vamos fazer essa viagem juntos?

OBS: Só vou colocar aqui as músicas mais curto da banda, porque a sua musicografia é gigantesca haha!

12 Men - Originalmente chamada "Fishers of Men", da banda antecessora do Steve, Light Force, a faixa fala dos apóstolos iniciais de Cristo e da escolha que Ele fez deles.
40:31 - Sem dúvidas a mais bíblica de todas as músicas da banda, totalmente inspirada em Isaías 40:31 (daí o título): "Os que no Senhor aguardam irão subir como águias, correrão sem se cansar, e não se enfadarão da caminhada".
40 Day Fast - Inspirado na passagem da tentação de Jesus Cristo, e de seu jejum de 40 dias que a precedeu.
A Pearl - Uma das muitas músicas que Steve fez inspirado em sua situação de saúde, comparando o alívio dado por Deus com uma pérola valiosa.
Ancient Prophecy - Faixa épica que, como algumas da banda, ilustra a vida do "Homem de Dores" e sua morte na cruz do Calvário.
Apocalyptic Terror - Os sinais da vinda de Cristo estão cada dia mais ante nós. Independente se você é pré, pós ou amilenista, se acredita em arrebatamento ou não, tribulacionista pré, meio ou pós, você está preparado?
At War with War - Letra fantástica antiguerra e também antirracismo e outras formas de violência. Pois "nossa luta não é contra carne ou sangue".
Bathed in Blood - Nós fomos todos lavados de nossa natureza pecaminosa e recebemos salvação pelo sacrifício de sangue de Cristo.
Blood Sacrifice - Música falando do sacrifício de Cristo e de nossa necessidade de receber seu sacrifício para assim podermos ser salvos de nós mesmos.
BloodWorld - Em Cristo somos todos iguais, e no Seu sangue nos tornamos irmãos, independente da cor da pele. Música antirracista fortíssima, e que leva-nos a refletir o quanto a humanidade ainda persiste em negar o ódio irracional que muitos ainda conservam, mantém, ao maltratar negros e outros povos, os rebaixar ou ignorar os séculos de escravidão e humilhações. Se somos todos iguais no Sangue de Cristo, que isso seja realidade em TODAS DIMENSÕES POSSÍVEIS!
Boaconstrictor - Comparando o pecado e o mal com uma serpente que drena com seu veneno a vida ao seu redor.
Brain Cleaner - "Instrua seu filho nos caminhos corretos para andar, pois quando mais velhos não irão sair desses caminhos", a importância de uma educação cristã dentro de casa, obviamente com o exemplo paternal como essência definitiva para que realmente seja funcional.
Break the Curse - Há dois caminhos a seguir: o da comodidade na maldição do pecado, ou o da libertação dessa maldição em Cristo.
Bring the Joy - A mensagem do Evangelho é a única que traz a verdadeira alegria.
Brutal Warfare - Tomemos toda a armadura de Deus (Efésios 6) para enfrentar as forças das trevas desse mundo tenebroso.
Buried into Obscurity - Com nossa fé em Cristo, podemos superar todos os medos, saindo da obscuridade rumo a Eternidade com Ele.
Butchered Mutilation - Uma das descrições mais selvagens sobre o sacrifício de Cristo na cruz. Sem dúvida uma das minhas faixas prediletas, tanto pela brutalidade lírica como sonora também!
Chapel of Hope - Na congregação dos santificados pelo Sangue de Cristo, podemos alcançar conforto para nossas almas. A faixa mais bela do Mortification e uma das prediletas do Steve.
Clan of the Light - Em Cristo somos mais que vencedores, somos o clã da luz que vence todas as trevas ao nosso redor.
Confused Belief - Jesus Cristo é o único capaz de desfazer crenças confusas de nossas mentes sobre quem somos, de onde viemos e qual nossa missão na terra, e para onde iremos nós no final de tudo.
Crusade for the King - Uma curiosidade de várias letras do Mortification é sempre comparando a Igreja como um exército em luta contra as hostes do mal. E que aprendamos isso: nossa luta é contra NOSSO PRÓPRIO MAL, e assim podermos extrair pessoas do império das trevas através do testemunho dos cruzados do Reino do Filho do Amor do Senhor.
D.W.A.M. - Acrônimo de "Daniel Was A Mosher", comparação divertida com a situação em que Daniel foi jogado na cova dos leões (Daniel 6), mas não negou sua fé - e saiu dessa de boas!
Dead Man Walking - Música-testemunho do Steve Rowe, contando uma experiência espiritual ocorrida durante seu tratamento contra o câncer linfático que ele enfrentou. Nota do redator: Foi a primeira música da banda que eu ouvi - pelo menos que eu lembre, eu ouvia várias no CMF, mas nunca prestei atenção kkkkkkkkk
Death Requiem - A incerteza do lugar para onde se vai após a morte que ronda as mentes dos que não conhecem a Cristo.
Distarnish Priest - Referente a nossa situação, limpos pelo sangue de Cristo, como sacerdotes imaculados.
Entering the Eternal Dawn - O futuro lar dos salvos, o novo amanhecer, o eterno amanhecer.
EnVision EvAngelene - Música que ilustra toda a jornada de Cristo da Última Ceia, passando por sua morte e ressurreição, como a mensagem de esperança que um dia Ele voltará.
Erasing the Goblin - Eliminar de nosso viver as influências do "duende" (o diabo), que mesmo diminuto, é capaz de nos destruir por completo. CURIOSIDADE MÓRBIDA: O título original seria "Impaling the Goblin", porém como muita gente em vários países - incluindo aí o Brasil - têm uma mente muito maldosa e veem sexualidade no termo "empalar", Steve decidiu trocar para Erasing.
Escape The Blasphemous Tabernacle - Um alerta para todos nós estarmos vigiantes e sairmos de imediato de onde o nome santo do Senhor é blasfemado, ainda que sob o disfarce de igreja, ainda que com séculos de existência, ainda que com suposta teologia sólida ou "convertendo" milhões de vidas ou "chovendo milagres".
Eternal Lamentation - Um alerta para o triste fim dos que persistirem nos caminhos da destruição e distantes do Senhor.|
From the Valley of Shadows - Inspirado no Salmos 23, mesmo passando pelo vale da sombra da morte, não temeremos nenhum mal, pois ele estará comigo.
Grind Planetarium - Esmagando todos os vestígios da existência sem Cristo dia após dia dentro de nós.
Hammer of God - Música em que o Steve diz que ele e a Mortification são como um martelo nas mãos de Deus para esmagar as mentiras e obras do mal.
Human Condition - Sem Cristo estamos todos perdidos e sem esperança
Humanitarian - Um admirável apelo a sermos humanitários e pararmos com a ganância que só amplifica a desigualdade entre os seres humanos.
Impulsation - Remover de nossas vidas os impulsos que nos levam ao pecado.
Inflamed - A terrível realidade futura dos que morrem sem a redenção divina.
Influence - Expressa o desejo do Mortification de ser apenas uma boa influência nas vidas de seus ouvintes "Não queremos fama, queremos apenas salvação!"
J.G.S.H. - Acrônimo para "Jesus Grinds Satan's Head", um grindcore bem forte e com uma mensagem direta sobre o que Cristo faz com a cabeça do nosso adversário.
Journey of Reconcilitation - Nossa jornada de reconciliação com Deus é unicamente alcançada com Jesus Cristo, o único filho do Deus Único.
Killing Evil - Grindcore direto ao ponto: Mate o mal!
Liberal Mediocrity - Expondo as mazelas do falso moralismo e do politicamente correto, duas faces de uma mesma moeda de falsa piedade.
Livin' Like a Zombie - Nós morremos para as coisas do mal que antes eram nossa realidade, agora vivemos nesse mundo numa dimensão superior, mas como "zumbis" para os valores da sociedade sem Deus.
Love Song - Uma canção de amor. Não, não é romântica haha é um alerta para todos, a melhor demonstração de amor: apresentar a solução para nossa vida de pecados que é Jesus.
Lymphosarcoma - Embora falasse de uma situação que um de seus irmãos passou com um linfoma, essa música de 1992 parecia meio profética sobre a luta - e vitória - que o próprio Steve teria contra o câncer entre 1996-1998.
Martyrs - Homenagem aos missionários que sofrem - e até mesmo morrem - mundo afora, em países onde o Cristianismo REALMENTE sofre perseguição - coisa que aqui nem de longe sofremos, e crente daqui que diz que sofre alguma mísera perseguição ou é mentiroso ou fresco demais.
Mephiboseth - Inspirada na história bíblica de Mefibosete, filho de Jônatas e neto de Saul, que mesmo sendo um "pária", neto de um rei que governara antes de Davi e que perseguiu a esse mesmo, foi salvo e cuidado pelo Rei Davi, numa comparação com o que Deus fez por nossas vidas (2 Samuel 9).
Metal Blessing - A Igreja é um metal aprovado por Deus, revestida Dele mesmo contra todo o mal.
Metal Crusade - Mais uma referência ao Mortification - e todas as bandas que seguem esse exemplo - como estando em uma cruzada metálica, levando sua fé e mensagem a todos no metal.
Metal Missionary - Música originalmente da banda Light Force, a primeira onde Steve expressava seu desejo de ser um missionário do metal. Acabou virando lema da banda.
Monks of the High Lord - Em meio a um mundo com tantos ruídos e falas confusas, Cristo é a resposta, e nós devemos ser os monges do Senhor Supremo, na ordem do "silêncio esmagador".
Necromanicide - Uma crítica a diversos tipos de práticas de magia, em especial a necromancia.
New Beginnings - O novo começo para nossas vidas está em nascer de novo em Cristo.
Noah Was a Knower - Ilustração da história de Noé e de sua sapiência em obedecer ao Senhor ao construir a arca que salvou sua vida, de sua família e da criação Divina.
Nocturnal - Underground em geral é uma cena noturna, e essa faixa enfatiza os habitantes dessa cena, os perigos da vida noturna e a esperança que a mensagem do Mortification oferece para essa galera.
Northern Storm - O Espírito Santo é como um vento do norte, que traz conforto, refrigério e transformação para nossas vidas.
Peace in the Galaxy - Diferente das soluções apresentadas por práticas diversas do esoterismo, só Cristo é e traz a verdadeira paz em todas as dimensões humanas, existenciais, físicas e sociais.
Pilots Hanging from Shoulder Dust - Sem nosso plano de voo nesse mundo mau (e esse plano é Jesus), somos pilotos sem direção e perdidos no ar.
Priests of the Underground - Sacerdotes do underground, como até hoje Steve se denomina.
Primitive Rhythm Machine - Música em homenagem a todos os estilos, e uma crítica aos críticos que acreditam que existam "ritmos diabólicos" ou coisa do tipo. "Deus criou, a selva toca, o mal apenas perverte!"
Purest Intent - Deus deseja que tenhamos nele intenções puras para assim nos aproximarmos de Sua Santa Presença.
Raise the Chalice - Examinemo-nos a nós mesmos sempre que participamos da mesa do Senhor, a Santa Ceia, representação da morte sacrificial do Senhor.
Razorback - Depois do penetrar da Espada do Espírito (o "canivete") em nossas vidas, nada mais pode nos atingir ou destruir.
Resurrection Band (A Tribute to REZ) - Como o nome sugere, é um tributo à banda que levou Steve ao Evangelho, a Rez Band (mas eu senti falta de um cover deles para a REZ, como fizeram para o Bloodgood com a música Black Snake).
Satan's Doom - A condenação eterna do nosso adversário espiritual.
Scribe of the Pentateuch - Mais uma ilustração bíblica, agora sobre a escritura do Pentateuco por meio de Moisés.
Scrolls of the Megilloth - Baseada nos rolos de Megilloth, termo dado a cinco dos livros conhecidos no Antigo Testamento Judaico como "Escritos": Ester, Rute, Cantares de Salomão, Eclesiastes e Lamentações de Jeremias, todos com um contexto para nossa realidade atual.
Servants of the Supreme Message - Autoexplicativo título.
Standing At The Door of Death - Inspirado em sua experiência de quase ter morrido para a leucemia, Steve compara essa situação com a nossa própria antes de Cristo, às portas da morte.
Symbiosis - A união perfeita, Deus e o homem, e Ele é quem nos nutre por inteiro.
Terminate Damnation - O destino final do inimigo de nossas almas, previsto nas palavras da Bíblia.
The Cost - Devemos estar preparados - E FELIZES - para recebermos o custo alto pela fidelidade ao Senhor, mesmo que seja o martírio. Será que estamos preparados?
The Destroyer Beholds - Mesmo salvos pelo poder de Cristo, um alerta para jamais brincarmos no caminho, pois o destruidor está atento...
The Evil Addiction Destroyer Machine - Hino antidrogas, mostrando de maneira figurativa a droga como uma máquina de destruição em massa.
The Flu Virus - Uma curiosa comparação do vírus da gripe com o pecado, que nos enfraquece e destrói como um vírus mortal.
The Other Side of Coin - Há duas escolhas: o sangue de Cristo que nos comprou, ou permanecer como pertencente ao mal e virando objeto do diabo.
The Majestic Infiltration of Power (God Rulz) - Grindcore que é praticamente um hino de guerra da banda até hoje. O título "original", mais extenso, foi ideia do então produtor da banda Roger Martinez (Vengeance Rising), mas o nome correto sempre foi "God Rulz!" (Deus Comanda!).
The Silver Chord is Severed - Inspirado no texto de Eclesiastes 12, essa canção fala da brevidade da vida e que precisamos lembrar do nosso Criador nos dias da juventude, antes que os maus dias cheguem e não tenhamos mais o que aproveitar de bom.
This Momentary Affliction - Grindcore do guitarrista Mick Carlise com uma história curiosa: Steve sempre cantava "Crush this momentary pain!" (esmague essa dor momentânea), porém alguns fãs da época do lançamento em 1993 achavam que era cantado "Christ will return again!" (Cristo irá voltar novamente!).
Time Crusaders - Música em homenagem ao trampo do próprio Mortification e outras bandas cristãs de metal e outros gêneros, mostrando que "Deus criou todos os estilos, satã apenas os perverteu!"
Too Much Pain - Por mais dolorosa que seja nossa jornada, vai valer a pena quando estivermos ao lado do Senhor.
Triumph of Mercy - Música-testemunho de todo a situação terrível que Steve passou entre 1996-1998 lutando contra uma leucemia aguda e vencendo unicamente pelo poder de Deus, mesmo após ter sido desenganado por vários médicos.
Turn - Duas escolhas: seguir no caminho do mal ou tornar seus passos rumo ao Caminho de Cristo.
Until the End - Cristo é o caminho e a nova visão para nossas vidas, um novo prisma para seguirmos até o fim.
Visited by an Angel - Mais uma canção do Steve falando de seu testemunho sobre como Deus teve misericórdia de sua vida.
Vital Fluids - Jesus é a água da vida, o fluido que nos mantém de pé todos os dias.
Way Truth Life - Caminho, Verdade e Vida, só Jesus
Your Life - Só nós mesmos sabemos onde e como está nossa vida, mas para onde vamos? Para sairmos da desesperança desse viver, apenas em Cristo Jesus isso é possível.




segunda-feira, 19 de julho de 2021

Nomes de bandas tirados de nomes da Bíblia (títulos, personagens, etc)

 Títulos de livros da Bíblia:

Génesis - Hard Rock
Êxodo - Death / Thrash Metal
Êxodos - Rock Clássico
Éxodo Godspell - Hard Rock
Leviticus - Hard / Heavy Metal
Deuteronomium - Melodic Death Metal
Jesus Joshua 24:15 (Josué) - Heavy Metal
Esdras - Metalcore
Ezra - Hard Rock / AOR
Ezra - Heavy Metal
Nehemiah - Hard Rock
Job - Funeral Doom Metal
S91 (Salmos 91) - Symphonic Gothic Metal
SAL150 (Salmos 150) - Folk Rock
Eclesiastes - Hard / Heavy Metal
Jeremy - Progressive Metal
Lamentations - Funeral Doom Metal
Daniel Band - Hard Rock
Daniel Amos - Folk Rock / New Wave / Post-Punk
Amos - Gothic Metal
Obadiah - Funk americano
Abdijah - Raw Black Metal
Iona (Jonas) - Rock Progressivo / Folk Rock
Nahum - Black Metal
Habacuque - Jazz / Noisecore
HxCx3 (Habacuque 3) - Hardcore
Malachia - Progressive Heavy Metal
Actos 2 - Pop Rock / Hard 'n' Heavy / Black Music
Athos 2 - Alternative Rock
2nd Chapter of Acts - Pop / Soft Rock
RM6 (Romanos 6) - Pop Rock / AOR
Galathea - Symphonic Power Metal
Éfeso - Power Metal
2 TM 2,3 (2 Timóteo 2,3) - Folk Nu Metal
Titus - Progressive Metal
HB12 (Hebreus 12) - Hardcore
Grupo Apocalipse - Pop Rock
Apocalipse - Punk Rock

Bandas com nomes de personagens bíblicos:

David and the Giants - Soft Rock
A Band Called David - Rock 1960
Joshua - Folk Rock
Joshua (Joshua Perahia) - Melodic Heavy Metal
Deborah - Symphonic Black Metal
Barnabas - Hard'n'Heavy
Baraque's Lord - Death Metal
Gideon's Army - Hard Rock / AOR
Eli (Eliza Pezzuto) - Gothic Metal
Jesus Freaks - Thrash Metal
Jesus Skins - Punk Oi!
Judas o Outro - Nu Metal
Menahem - Progressive Metal
Mehida - Progressive Metal
Lazarus - Heavy Metal
Lazarus Sin - Epic Metal
Mordecai - Death Metal
Sargom - Melodic Heavy Metal
Samgar - Melodic Heavy Metal
Goliath - Stoner Metal
Copper Serpent - Melodic Metal
Enoch - Grunge / Alternative Rock
Enoque - Metalcore
Eliakin - Deathcore
Zebulom - Death Groove Metal
Zurisadai - Blackned Death Metal
Malchus - Progressive Death Metal
Heztael - Funeral Doom Metal
Amnon - Black Metal
Amnos - Black Metal
Adam Again - Rock Alternativo
Absolon - Progressive Metal
Akza - Hard Rock
Abjathar - Doom Death

Bandas com nomes de lugares da Bíblia:

Troad - Funk / Rock
Cades-Barneia - Jovem Guarda / Soft Rock
Katsbarnea - New Wave / Rock Alternativo
Aavah - Gothic / Power Metal
Acor - Heavy Metal
Berith - Death Metal
Petra (Selá) - Originalmente Southern Rock, posteriormente Hard Rock / AOR / Alternative Rock
Jerusalem - Hard Rock / New Wave
New Jerusalem - Hard Rock
Armageddon USA - Heavy / Power Metal
Armageddon Holocaust - Black Metal
The Armageddon Experience - Psychedelic Rock
Jordan - Hard Rock
Canaan - Hard Rock
Juda - Hard Rock
Judá - Hard Rock
Meggidon - Melodic Death Metal
Eden - Hard Rock
New Eden - Power Metal
Moriah - Power / Progressive Metal
Philadelphia - Heavy Metal
Smyrna - Heavy Metal
Cidade-Refúgio - Blues Rock
Hebron - Heavy Metal
Sarepta - Reggae / Manguebit
Heaven - Heavy Metal
Heaven - Pop Rock / Manguebit
Efrata - Power Prog Metal
Bethesda - Power Metal
Bethlehem - Country Rock
Calvário - Heavy Doom Metal
Calvário DC - Hard Rock / Heavy / Thrash Metal
Calvarium - Raw Black Metal
Carkemis - Noise Grindcore
Eden's Realm - Heavy Rock
Getsemani - Gothic Metal
Getsêmani - Heavy/Nu Metal
Gadaren - Raw Black Metal
Sion - Hard Rock
Siam - Progressive Metal
Zion - Heavy Metal
Zion - AOR
X of Eden - AOR
Kennereth - Progressive Power Metal
Iscariot - Metalcore/Death Metal
America Gomorrah - Progressive Metal
Adamah - Heavy Metal
Ajalon - Heavy Metal
Akeldama - Death Metal
Almagor - Thrash Metal
Aceldama - Black Metal

Títulos de Deus

Savaot (Deus da Guerra) - Thrash/Folk Metal
Mashiaj (Messias) - Thrash Metal
Sebaoth (Deus da Guerra) - Death Metal
Maccadeshkem (Deus que Santifica) - Black Metal
Rafá (Deus da Cura) - Pop Rock
Messiah Prophet - Heavy Metal
Messiah Force - Speed / Power Metal
Hagios (Santo) - Pop Rock
Kadoshi (Santo) - Black Music / Hard'n'Heavy
Kadesh (Santo) - Hard Rock
Tsidkenu (Deus de Justiça) - Power Metal
Tsidkenu - Gothic Black Metal
Messiahs Beard - Thrash Metal
Christafari - Reggae / Rock
Christcore - Hardcore
Chaos Christ - Crust Punk / Blackened Thrash Metal
Doomenicus - Doom Metal
Saint Spirit - Groove Thrash Metal
Parakletos (Consolador) - Symphonic Black Metal
Elgibbor (Deus Poderoso) - Black Metal
d'Elohim (Deus) - Power Metal
Christ Art Museum - Grunge

Termos bíblicos 

Menorah - Death Metal
Candelabro - Hard Rock
Corbã - Power Metal
Mortification - Thrash/Groove/Death Metal
Metanoya - Hard Rock / AOR
Metanoia - Death Metal
Martíria - Hard 'n' Heavy
Martiria - Epic Power Metal
Stauros - Power Progressive Metal
Laudamos - Power Metal
Mehida - Progressive Metal
Lammah - Power Metal
Non Sabbactani - Nu Metal
Rosa de Saron - Originalmente heavy metal, posteriormente pop rock
Soteria - Gothic Black Metal
Soterion (Brasil) - Raw Black Metal
Soterion (Chile) - Black Metal
Tetelestai  - Folk Rock
Thusiasterion - Black Metal
Apostle - Melodic Metal
Martires - Metalcore
7Seven7 - Rock
Seventy Times Seven - Screamo/Metalcore
70x7 HC - Hardcore
VIXIVI (6+10+4+1=21=3x7=7 7 7) - Symphonic Black Metal
Logos - Heavy Metal
Juízo Final - Rap / Rapcore
Juízo Final (Intruder) - Death/Thrash Metal
Dracma - Power Metal
Amintor - Heavy Thrash
Agape - Hard Rock
Alpha Band - Southern Rock

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Actos 2


 Numa igreja em meio à favela de Vila Prudente, na cidade de São Paulo, em 1978, nascia a MECAD SOM (Mocidade Espiritual da Assembleia de Deus), o ministério musical que logo viraria Os Redimidos e por fim Actos 2, esse último nome viria de um comentário dos irmãos, que diziam que quando a banda se apresentava, era um "Atos 2" (referência ao dia de Pentecostes quando o Espírito Santo desceu a primeira vez na Terra). Formada pelos irmãos Praxedes (pastor João Carlos - voz e violão - e Edson - vocais de apoio) e pelos irmãos Furtado (Silas - voz e guitarra - , Cesar "Ted" - baixo - e Israel "Bal" - bateria) e outros músicos, dentre eles posteriormente os também vocalistas Gerson Isidoro, Priscila Maciel e Priscila Felício Angel, o Actos 2 mesclava desde os primórdios influências do pop/rock setentista e de ritmos da black music. Seguiram com essa sonoridade por toda a década de 1980 e lançaram alguns discos nesse período. Em 1992 veio o disco final da formação clássica do grupo, "Encontro", que inclusive marcou também o "fim" da Actos 2, e fim entre aspas já que na realidade o que ocorreu foi a separação dos irmãos Praxedes com o projeto dos irmãos Furtado (esses últimos seguiriam com a Kadoshi, que um dia falarei mais também sobre). Já os Praxedes seguiriam com o Actos 2 por muitos anos além.

Não confundir a banda com a mineira Athos 2, nem com o Grupo Actos (grupo MPB pouco conhecido atualmente, mas citado pelo Janires na música "Arca" do disco "Janires e Amigos" de 1985), nem com a banda Actos, nem com algumas bandas que aqui e ali tentaram usar o nome Atos 2 ou similares.

Curiosidade: O "tentaram" que falei acima é porque o João Praxedes, segundo contam, sempre tentava impedir o uso do nome ou qualquer similar, pra não dar problemas na divulgação da própria banda. Que feio amiguinho kkkkk

 
LEIA OUVINDO AS MÚSICAS AQUI OU AQUI

Mundo Perdido (Volume 1) (1982)

01 - Mundo Perdido
02 - Cante Comigo
03 - Vamos Vamos
04 - Vou Seguindo
05 - Bom é Cantar
06 - Ele Veio
07 - Louvai ao Senhor
08 - Caminho Estreito
09 - Cordeiro Mudo



OBS: Alguns discos, como o Mundo Perdido, possuem inconsistências quanto a datação de seus lançamentos. Esse mesmo em muitos lugares aparece como sendo de 1988, outros dizem ser de 1986... é uma bela confusão...

Sonoridade bem pop/rock, com pouca ou nenhuma influência de black music, mesmo em faixas cantadas pelo Silas Furtado, como "Caminho Estreito" e a fantástica "Vou Seguindo" (coverizada anos mais tarde pela ex-Katsbarnea Sandra Simões com o título "Vou Seguindo Pela Estrada"). Som bem simples, letras com elemento bem evangelístico, com destaque pra "Mundo Perdido", uma temática que seguiria a banda no disco seguinte, sobre a urgência do retorno de Cristo e a situação lamentável que esse mundo se encontra. "Cordeiro Mudo" posteriormente seria regravada pela "Actos 2 do João Praxedes" (logo mais falarei sobre esse negócio aí de "Actos 2 de fulano").

KILLER TRACKS: Mundo Perdido, Vou Seguindo, Ele Veio, Caminho Estreito.


O Fim dos Tempos (Volume 2) (1983)

01 - Muitos Vão Subir
02 - Há Momentos
03 - Venho Te Buscar
04 - O Filho do Homem
05 - Minha Paixão
06 - Ao Pé do Monte
07 - O Fim dos Tempos
08 - Tudo Vai Mudar
09 - Andava Perdido

OBS: Em vários sites diz ser esse disco de 1989. Esse problema continuará no próximo álbum...

Muito mais conectados à ideia de falar sobre o retorno de Cristo, as letras desse álbum são bem conectadas com esse pensamento, desde a faixa-título, o hard rock O Fim dos Tempos, passando também pela antológica Muitos vão Subir. Mas sem dúvidas nenhuma faixa desse disco ficou tão marcante que "Há Momentos", faixa essa regravada anos mais tarde pela "Actos 2 do Silas Furtado" e pela Kadoshi. Fundindo elementos de funk americano (visível isso no trabalho fenomenal de Ted no baixo) com gospel no pop rock e hard rock do grupo, esse disco é considerado o melhor da banda até hoje.

KILLER TRACKS: Há Momentos, Fim dos Tempos, Muitos Vão Subir, Ao Pé do Monte, Venho Te Buscar

Cenáculo (Volume 3) (1984)

01 - Atos 2
02 - Se Não Fosse
03 - Perguntam
04 - Não Veio em Vão
05 - Cheiro Suave
06 - Novo Dia
07 - Treme o Céu
08 - Justiça
09 - Passo a Passo (instrumental)

OBS: Em alguns lugares esse disco é ERRADAMENTE DEMAIS datado como de 1990. O maior problema dessas datações confusas desde o Mundo Perdido é que não fazem nem sentido. Esse disco mesmo é impossível de ser de 1990 pois a Actos 2 nesse ano não contava mais com os irmãos Praxedes. Logo mais falarei melhor acerca disso.

Suave e ao mesmo tempo desafiador, Cenáculo é em minha opinião o disco mais bem acabado da fase original da banda. Pegada rock firme, com elementos aqui e ali mais black music (vide "Passo a Passo"). A faixa "Atos 2", quase uma faixa título, pois se refere ao cenáculo onde os discípulos se encontravam quando da descida do Espírito Santo, é provavelmente a melhor música desse período da banda, com variações de tempo e arranjos fantásticos da bateria, guitarra e baixo. Uma música que representa bem até o nome da banda. Mas além dessa, outra faixa marcante é "Treme o Céu", faixa essa que se tornaria assinatura da banda na fase "Actos 2 do João Praxedes". Já "Se Não Fosse" tem uma levada que remete muito ao que seria a Kadoshi no futuro.

KILLER TRACKS: Difícil definir, todas são boas demais, mas "Treme o Céu" é sem dúvidas a mais potentosa de todas.

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Esse acima foi o último disco da fase clássica. Em 1989 os irmãos Praxedes sairiam do projeto, que seguiu sendo levado pelos irmãos Furtado, culminando em uma transformação radical na banda, inserindo muito mais elementos de black music, mas sem tirar o som mais "pesado" e hard rock. Entretanto em 1993 os irmãos Praxedes iriam recriar o Actos 2 aos seus moldes, culminando em um curto período onde houve DUAS Actos 2. Esse imbróglio foi rapidamente solucionado em 1993 mesmo, quando Silas e os outros integrantes da "Actos 2 do Silas Furtado" decidiram usar o nome do disco que Silas e Gérson Isidoro haviam lançado naquele ano como projeto paralelo: Kadoshi (e assim também esse disco foi incorporado à discografia da banda Kadoshi). Falarei mais acerca dos dois Actos 2 - já que ambos lançaram discos nesse período de litígio - e obviamente após 1993 somente do "Actos 2 de João Praxedes".

Encontro (1992)

01 - Eu vim Aqui*
02 - Encontro
03 - Eu Não Pensava
04 - O Senhor é a Minha Luz
05 - Há Momentos
06 - Tenha Fé
07 - Filho Pródigo
08 - Impetuous Winds (instrumental)
09 - Cristo Faz a Cabeça (ao vivo)
10 - Aleluia*

* "Eu vim aqui" e "Aleluia" não reapareceram no relançamento de Encontro já com nome da banda e arte de capa modificada. Aleluia reapareceria no disco "Compromisso" da banda Kadoshi numa versão mais hard rock que o blues dessa versão aqui, já "Eu Vim Aqui", até onde vi, não reapareceu em nenhum outro lançamento da banda.

Entram Samuel "Samuca" nos teclados, "Cebolinha" na guitarra, as vocalistas Jandira (essa ficou só nesse disco e participou também do Renascer Praise 1 com o resto do grupo), Priscilla Maciel e Priscila Felício (posteriormente assinaria como Priscila Angel), Gerson Isidoro nos vocais também, além dos metais de Isaac (trombone), Melo e Duca (trompete) e Isaías (sax tenor). E já de cara, em "Eu vim Aqui" a "Actos 2 do Silas" dá seu cartão de visitas: muito mais black music, charme, R&B, funk americano e até um blues em "Aleluia", a faixa de encerramento, afora a regravação de "Há Momentos" (numa das versões mais famosas da música, junto com a futura versão de 1995, já como Kadoshi, e dessa vez com Priscilla Maciel nos vocais principais). Mas os fãs de rock não podem de forma alguma se dizerem órfãos: o solo de guitarra arrepiante de Cebolinha em "Impetuous Winds" e a imortal "Cristo Faz a Cabeça" e sua mensagem antidrogas mostraram que aquela Actos 2 ainda tinha muito pra oferecer pra essa galerinha também. No SOS da Vida 2 na hora do "Cristo Faz a Cabeça" parecia alucinante, uma peça de heavy metal daquelas!

A banda versão Silas Furtado ainda participaria do "Volume Um" (1992) do Renascer Praise, juntamente a membros do Oficina G3, Troad, Katsbarnea e Resgate (talvez role até uma review do Renascer Praise, pelo menos com ênfase nos dois primeiros discos, quem sabe...) e de vários eventos da Renascer, como os shows da Imprensa Gospel e as Terças Gospel no Dama Xoc, além do SOS da Vida 2 de 1992, porém logo a banda teria de mudar de nome devido ao outro Actos 2, o do João Praxedes. Mais sobre isso no próximo álbum. (E sim, provavelmente farei também um dia review do Kadoshi. Aguardem!)

KILLER TRACK: Eu Não Sabia, Há Momentos, Impetuous Winds, Encontro, Aleluia, Filho Pródigo, Cristo Faz a Cabeça.

Original (1993)

01 - Jesus Está Aqui
02 - É Jesus
03 - Vem Salvar
04 - Exaltação
05 - Nova Criatura
06 - Deus Criador
07 - Original
08 - O Caminho
09 - Ventos
10 - Instrumental

A "Actos 2 do João Praxedes" começou quando João e Edson decidiram retomar a banda, porém não reintegrar o núcleo que estava com os irmãos Furtado (já que os rumos tomados por esses eram bem mais black music que rock). Então essa nova encarnação acabou por ser a que seguiu adiante com o nome da banda após 1993. E com o disco "Original" eles mostraram bem qual a levada que iriam seguir dali em diante. Mais hard rock e elementos de pop, um pouco de funk (em "Vem Salvar" por exemplo) seriam a tônica daí pra frente. Esse disco é muito bom, embora pouco conhecido por vários fãs justamente pelo momento de seu lançamento ter sido meio controverso. Tão controverso que muitos historiadores da música cristã, como Salvador de Souza, tiveram dificuldades pra datar esse disco (tanto no seu site Arquivo Gospel como no livro "História da Música Evangélica no Brasil"). Produção muito boa também. Recomendadíssimo para os que não conhecem. Esse, "Mundo Perdido" e "Fim dos Tempos" podem ser encontrados pra audição gratuita e sem pirataria nas plataformas digitais.

Curiosidade: João e Edson ao refazerem a banda, trataram de, curiosamente, trazer outros vocalistas. Assim, Edvaldo, Andressa e Samara passaram a integrar o grupo. Os vocais femininos ganharam tanta importância quanto ocorreu na "outra Actos 2", como pode ser visto na faixa "Exaltação". Seria uma forma de competir diretamente com a versão dos Furtado? Até o instrumental no final do disco lembra um bocado...

KILLER TRACKS: Jesus Está Aqui, É Jesus, Exaltação, Vem Salvar, Deus Criador, Original

Em Uma Nova Dimensão (1997)

01 - Treme os Céus
02 - Reggae de Jesus
03 - Além do Céu
04 - Amor
05 - Deus Não Está nos Pés
06 - Ainda Há Esperança
07 - Minha Vida
08 - Cordeiro Mudo


Muito mais conectado ao movimento gospel dos anos 1990 (inclusive tendo lançado esse disco pela Gospel Records!), Em Uma Nova Dimensão apresenta o Actos 2 "do Praxedes" muito mais variado musicalmente. A julgar pelo fato de ter uma música chamada "Reggae de Jesus", nem precisa de muita explicação. Mas no geral, o disco segue a fórmula pop rock e louvor básica que a banda já fazia desde sempre, incluindo regravações de Cordeiro Mudo e a incrível Treme os Céus (que ficou deliciosamente fantástica nessa nova versão). É um disco legal de se ouvir, nada absurdamente memorável, mas muito bom de se ouvir.

KILLER TRACKS: Treme os Céus, Amor, Deus Não Está nos Pés


The Best - O Retorno (CD e DVD ao vivo, 2005)
Show ao vivo da banda com vários sucessos, incluindo Treme o Céu e Há Momentos