sábado, 1 de agosto de 2020

Covers de bandas e cantores "seculares"



Se existe uma parada que até hoje causa frisson, confusão e até mesmo críticas vazias de vários religiosos são bandas cristãs que se atrevem a fazerem covers de bandas "seculares". Nem tanto lá fora, muito aqui no Brasil (MUITO MESMO), essa ideia de homenagear influências musicais suas vez por outra deixam uns garotinhos "assustados" e considerando que suas bandas "se venderam". Pura religiosidade babaca. Na realidade é fantástico ver como bandas cristãs conseguem as vezes até mesmo superar os originais. Há casos até que muitos nem se dão conta que a canção na verdade é um cover! Então vou listar aqui bandas cristãs e seus covers fabulosos.


9th Street - I Heard It Through the Grapevine (cover de Marvin Gaye e Creedence Clearwater Revival)

A banda de AOR/New Wave lançou somente o disco "The Prayer" (infelizmente), mas nele legou um cover incrível pra esse clássico da soul romântica que já tinha ganhado uma versão southern rock pelas mãos dos mestres do estilo, a CCR. Mas essa versão bem dançante do clássico de Marvin Gaye sem dúvidas é incrível.

(Infelizmente não achei no Youtube, mas acredito ser possível encontrar em plataformas digitais como Spotify e Deezer).


Love Life - A Hard Day's Night (cover dos Beatles)

A banda que futuramente tornar-se-ia a Fear Not que está na ativa até hoje lançou apenas o disco "Goodbye Lady Jane" usando o nome Love Life. Mas seu hard rock oitentista trouxe uma versão iradíssima da canção que dá nome ao terceiro disco da maior banda de rock de todos os tempos (e também é o nome do primeiro filme deles, que aqui no Brasil foi chamado de "Os Reis do Iê Iê Iê").




Mind Garage - Paint it Black (cover dos Rolling Stones) e Jailhouse Rock (cover de Elvis Presley)

A primeira banda de rock cristão a realmente ter relevância na cena não teve nenhum tipo de cerimônias ao escolher a faixa título do filme "O Prisioneiro do Rock" de Elvis, nem de pegar uma das faixas mais pesadas dos Rolling Stones para coverizar (e quanto a esta última, meus amigos, sem dúvidas tá bem melhor que a original, sem brincadeira!)






Petra - God Gave Rock'n'Roll to You (cover da Argent)

Essa música, coverizada pelo Petra a primeira vez em seu segundo disco "Come and Join Us" de 1977, ficou tão a cara da banda que eu demorei pra descobrir que era um cover da secular de rock progressivo Argent. Aliás, cheguei até a pensar que "God Gave Rock'n'Roll to You II" da também secular KISS era um cover do Petra. Serião kkkkk. O Petra fez mais duas versões dessa música nos anos 80, e várias outras bandas como Bride e Oficina G3 também pegaram essa canção pra fazer um baita cover dela.




REZ Band - Presence of the Lord (cover da Blind Faith), Bargain (cover do The Who) e Somebody to Love (cover de Jefferson Airplane)

Sem dúvidas a mais hard rock das bandas de hard rock cristãs, na sua fase que veio a partir de meados dos anos 1980 a banda incorporou bem suas raízes blueseiras e também suas influências sessentistas, com canções incríveis das bandas The Who, Jefferson Airplane e Blind Faith (banda de Eric Clapton). Essa última canção inclusive ganhou diversos covers cristãos ao longo dos anos, como as versões do Infinity Plus Three, do Larry Norman e da God Squad.








dc Talk - Jesus is Just Alright (cover dos Doobie Brothers)

Pra mim dc Talk, com sua versão rap/funk dessa canção, deu vida nova ao clássico do grupo de rock psicodélico americano. E, pois é, é uma canção de uma banda "secular" que fala de Jesus melhor que muita banda "cristã"! Essa mesma canção anos mais tarde seria também revisitada pelo Stryper. Mas pra mim nenhuma versão ainda superou esse "tchurururu tchu tchu tchu tchu"... kkkkk




Jars of Clay - Crazy Train (cover do Ozzy Osbourne)

Embora nunca oficialmente lançado pela banda, eles sempre executaram esse cover em seus shows, o que deu um baita rolo pra banda na época, até porque coverizar uma canção do "rei das trevas", ainda mais uma canção que critica as atitudes de muitos "pregadores" por aí afora. Mas a intenção da banda era realmente mexer um bocado com as estruturas hipócritas de muitos. E como conseguiram viu!




Catedral - Ainda Não Vi o que Sempre Quis (versão de "I Still Haven't Found Where I'll Looking For" da U2) e Cathedral Song (cover de Tanika Tikaran), dentre outras.

No que tange à polêmica, Catedral nunca teve medo delas, e já no terceiro disco de 1991 fizeram uma versão da U2 (que eu nem considero bem uma banda "secular", pra ser sincero hein haha) que ficou bem legal, mas nada superou a versão da canção que eles com certeza escolheram por conta do nome, mas gerou uma polêmica com uma turma que achou que estavam só imitando o Renato Russo, que já havia feito uma versão dessa mesma música em 1994 em seu disco em inglês "The Stonewall Celebration". Bobagem pura - lembrando que pouco antes Leandro da dupla Leandro e Leonardo já tinha feito uma versão, e a cantora Zélia Duncan no mesmo ano da Catedral faria de sua versão em português dessa música seu maior sucesso até hoje. Catedral também fez várias outras versões, inclusive um disco inteiro dedicado ao rei do Rock, chamado "The Elvis Music".






Deliverance - After Forever (cover do Black Sabbath) e Beauty and the Beast (cover do David Bowie)

Jimmy sempre teve um gosto bem curioso, que ia do metal mais porrada até o rock mais art rock possível. Assim ele chegou a coverizar artistas de new wave cristãos como Daniel Amos (Horrendous Music e Sanctuary) e Steve Taylor (On the Fritz), mas nada superou seu cover de After Forever, com direito a um incidental de Symptom of the Universe. E dá pra imaginar o caos que foi terem coverizado ninguém menos que a banda mais "satânica" do metal clássico na mente dos ignorantes. O Stryper anos mais tarde repetiria a dose, haja vista que essa música (bem como War Pigs, God is Dead?, Black Sabbath e outras da banda, dão de dez a zero em muita canção de "white metal" por aí). Não bastasse essa "afronta", Jimmy Brown e cia prepararam mais uma com o cover incrível do David Bowie, uma canção bem no nível "Jekkyl and Hyde" do saudoso "camaleão" do rock.






Resgate - All You Need is Love (cover do Beatles) e Turn Turn Turn (cover de Pete Seeger, mas mais famosa pela banda The Byrds)


A muito o Resgate não nega suas raízes musicais advindas do rock sessentista, e assim coverizaram esse clássico dos Beatles e mais uma canção épica que tornou-se junto a "Jesus is Just Alright" duas canções do mundo hippie que traziam uma mensagem genuinamente cristã, mesmo sendo criações de artistas seculares. Uma lástima que aqui no Brasil ações como essa do Resgate são tão mal compreendidas.






Sixpence None the Richer - There She Goes (cover do The La's) e Don't Dream It's Over (cover do Crowded Horse), entre outras.

O que o Catedral conseguiu aqui no Brasil o Sixpence já vinha fazendo lá fora, cruzando as fronteiras dos mercados "gospel" e "secular", e trazendo dois covers que até hoje são tão bons que as vezes é difícil lembrar das versões originais (nem tanto de Don't Dream It's Over, já que fã de anos 1980 vez por outra taca a original por aqui kkkkk). Além dessas, a SNTR já chegou a coverizar "Dancing Queen" da sueca ABBA.






Discos de covers:


Ultimatum - Lex Metallis (tem covers de bandas seculares e cristãs no mesmo canto)
Stryper - The Covering (na época que saiu deu um bafafá e até hoje tem quem diga que a banda "se vendeu" por causa desse disco, pelamor de Deus...)
Larry Norman - Streams of White Light into Darkned Corners (mágico disco com diversos covers de artistas dos anos 60 e 70 - e alguns até mais antigos - que traziam mensagens positivas e até mesmo cristãs)
The God Squad - Jesus Christ Greatest Hits (o único disco dessa banda/projeto com diversas canções de artistas seculares muito bem coverizadas)
Boarders - All Clear for Lies (Boarders começou como uma banda de covers, em especial do Megadeth, nada mais natural pra eles que um disco todo de covers)
Ted Kirkpatrick - The Doom in Us All: A Tribute to Black Sabbath (o nome já diz tudo)


Outros covers notáveis:

Holy Soldier - Gimme Shelter (dos Rolling Stones) e Gates of Babylon (da Rainbow)
Johnny Cash - Hurt (do Nine Inch Nails - aliás essa é tão boa que eu realmente demorei pra me ligar que era justamente da NIN!)
Blasterror - Aces High (do Iron Maiden)
Amy Grant - Big Yellow Taxi (da Joni Mitchell)
The 77's - Nobody's Fault But Mine (essa música é cristã do Blind Willie Johnson, mas a versão em específico que eles se influenciaram visivelmente foi da Led Zeppelin)
Stryper - Shining Star (da Earth, Wind and Fire)
Rachel Rachel - Carry On Wayward Son (do Kansas)
John Elefante and Kansas - Dust in the Wind (do Kansas)
MxPx - Oh Boy (do Buddy Holly)
Tourniquet - Oh Well (do Fleetwood Mac)
P.O.D. - Bullet the Blue Sky (do U2)
Mortal - One Tree Hill (do U2)
Point of Grace - Sing a Song (do Earth, Wind and Fire)
Possession - The Shrine (do King Diamond)
New Jersey Mass Choir - I Want to Know What Love Is (do Foreigner), You're the Inspiration (da Chicago) e Time After Time (da Cindy Lauper)
Mark Farner - Some Kind of Wonderful (da ex-banda dele, Grand Funk Railroad)
Thalyta - Certeza (versão de "Have You Ever Seen the Rain" da Creedence Clearwater Revival)
Oficina G3 - People Get Ready (cover dos Impressions)
Rebanhão - Jesus é Amor (versão de "Jesus is Love" dos Commodores)


Esses e vários outros exemplos por aí afora não mostram bandas "traindo" a fé e sim mostrando que o amor de Deus vai além de quaisquer limites, mesmo os musicais, e que isso de "secular" é pura balela que só sendo muito radical pra condenar os irmãos que fazem covers seculares ou cantam/tocam em bandas e projetos "não-cristãos". Deus ajude-nos e tire de nós toda religiosidade hipócrita.

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Rob Rock




Vice, M.A.R.S., Joshua Perahia, Impellitteri, Angelica, Driver, Axel Rudi Pell, Warrior, Jack Frost, Rick Renstrom, Avantasia, Fires of Babylon, Project Aegis, Area51, Gus G., Edguy, Destinia, DawnRider, Empires of Eden, Powergod, Mistheria, Wolfpakk, Timo Tolkki's Avalon. O que todas essas bandas têm em comum? Todas tiveram, pelo menos em uma música ou uma participação ao vivo, a Voz do Metal Melódico! Rob Rock (nascido a 29/06/1959 em Orlando, Flórida, EUA - sim amigos, um cara da Flórida que não canta death metal kkkkk) é um dos maiores cantores do metal de todos os tempos, sendo requisitado em bandas as mais diversas desde os anos 1980. Nascido em lar cristão, na adolescência passou um bom tempo afastado dos caminhos do Senhor, e acabou se tornando famoso a princípio na Vice, primeira banda em que ele gravou, junto com Chris Impellitteri (também cristão e com quem voltaria várias vezes a fazer parceria musical). Na metade da década de 80 montou um projeto junto com ex-membros da banda solo do Ozzy, o batera Tommy Aldridge e o baixista Rudi Sarzo (que também tornar-se-iam cristãos posteriormente) e montaram o M.A.R.S., que é a sigla dos sobrenomes dos membros do projeto (que incluía também o guitarrista Tony MacAlpine), e o projeto até foi bem com seu único disco, Project: Driver (1986), mas a superbanda acabou quando Aldridge e Sarzo foram tocar no fenomenal Whitesnake. Rob a partir dessa situação em que se viu completamente só e sem recursos numa cidade que não conhecia ninguém, voltou-se novamente para o Senhor e nunca mais o deixaria, sempre fazendo parte de projetos e bandas cristãs a partir de então, embora sempre que podia fazendo ou participando de bandas não-cristãs também.

Diversos discos em que ele participou tornaram-se verdadeiros épicos da história do metal, como "Intense Defense" do Joshua Perahia (1989), "Angelica" da banda canadense de Dennis Cameron de mesmo nome (1989), "Answer to the Master" (1994), "Screaming Symphony" (1996) e "Eye of the Hurricane" (1997), "Until the Bitter End" do Rick Renstrom (2003), entre outros muitos projetos de metal cristão, afora sua estadia em bandas seculares como Warrior (com o The Code of Life de 2001), o Axel Rudi Pell (Nasty Reputation, 1991) e Avantasia (The Metal Opera I e II, 2001 e 2002).

Em 2000, após mais uma de suas saídas da banda Impellitteri (a mais longa, por sinal), juntou-se ao guitarrista, tecladista e produtor Roy Z (com quem tocaria nas bandas Driver e Warrior e também famoso por tocar na banda solo de Rob Halford e do Bruce Dickinson) pra fazer sua banda solo, e é ela que iremos revisitar nessa review hoje. Pela banda já passaram nomes como Rick Renstrom, Jack E. Lee, Vinnie Tex e CJ Grimmark (guitarras), Andreas Olsson (baixo), Andreas Johansson (bateria) e até brazuca já tocou com ele em 2016: Thiago Neves (baixo), Braulio Azambuja (bateria) e Marcel Ross (guitarra), que tocariam junto com Rob Rock e a fenomenal cantora Leather Leone (da clássica Chastain) no Rock Experience em RJ no dia 16/09/2016. Carismático e eternamente talentoso, Rob é figura fácil em revistas especializadas em metal, cristãs ou não, como a Roadie Crew e a Metalbreed (essa última já foi até capa!), sem dúvidas um dos músicos cristãos mais amados na cena do metal.

PRA OUVIR ENQUANTO LÊ, CLIQUE AQUI!

Single Promocional, 27/11/2000
Sim, causou expectativa em muitos. E não foi vã. Não mesmo!

Versão da Massacre Records
lançada no mesmo ano da independente
Rage of Creation (2000)

01 - In the Begining
02 - The Sun will Rise Again
03 - One Way Out
04 - Judgement Day
05 - Streets of Madness
06 - Eagle (cover do ABBA)
07 - All I Need
08 - Media Machine
09 - In the Night
10 - Never Too Late
11 - Forever

(Beautiful Lady é bônus da versão japonesa, aparece como faixa 7, e depois segue normalmente de All I Need até Forever)

Necessário frisar-se sempre que, mesmo Rob sendo cristão, e a temática cristã ser a principal meta da banda solo dele, a banda em si não é cristã, é um projeto com músicos diversos, e lembre-se sempre do Roy Z, um mestre nas guitarras, que aqui ganha como parceiro o ex-Ozzy Osbourne Jack E. Lee. Aqui a banda oficial só compoe-se do Rob, Roy e o batera "Butch" Carlson (também da Driver e ex-Jag Panzer). Com músicos convidados completando a formação, o trabalho ficou fenomenal pra dizer o mínimo. Um dos melhores trabalhos de estréia com temática cristã, com faixas incríveis, até mesmo o cover inusitado da banda de pop secular sueca ABBA. Um verdadeiro festival de clássicos aqui presente. Foi colocado na posição 36º do top 100 da falecida coluna Christian's Voice do site Whiplash.net. Heavy e metal melódico de primeira qualidade, da intro e da épica The Sun Will Rise Again até a balada Forever.

Curiosidade: A faixa-título (???) não aparece nesse disco e sim no seguinte kkkkk. Originalmente o disco deveria ter sido nomeado R.O.C.K., como um acrônimo, mas Rob desistiu porque não conseguiu uma palavra boa pro K (agora qual era a frase eu não sei aqui, se alguém souber, me manda kkkk)

KILLER TRACKS: O disco inteiro.


The Ballads 1986-2001 (semioficial, 2001)
Disponibilizado pelo próprio Rock no seu site (não sei se ainda kkkk)
Contém baladas dele cantadas no Impelliteri, Driver, Joshua, solo
e uma grande raridade, um cover de Goodbye to Romance do Ozzy

Eyes of Eternity (2003)

01 - Rock the Earth
02 - Stranglehold
03 - Eyes of Eternity
04 - The Everlasting
05 - Rage of Creation
06 - Conqueror's Hymn
07 - Fields of Fire
08 - You Know
09 - The Hour of Dawn
10 - Beautiful Lady (bônus)

(Na versão japonesa o disco começa com uma faixa chamada Bridge to Infinity, segue a ordem de Rock the Earth até The Hour of Dawn e no lugar de Beautiful Lady vem a música "Children of the Wasteland")

Continuação fantástica de um disco já fantástico, Eyes of Eternity acerta em tudo, desde a capa, fantástica, uma das melhores obras de arte do metal cristão ever (obra de Marc Sasso, responsável por capas de Dio, Cage, Adrenaline Mob, entre outras bandas de metal). A faixa de abertura ainda é uma das melhores que eu já vi na minha vida, um verdadeiro petardo, um hino ao metal (eu avisei que a banda não era cem por cento "gospel", não se espante, amiguinho, abra sua mente e pare de ser careta!). E assim esse disco segue com mais de cinquenta minutos de puro metal melódico, muito na linha dos primeiros álbuns do Stratovarius, do Queensrÿche e do Helloween fase Michael Kiske. A quantidade de músicos convidados aqui é gigantesca, 18 no total (na época Roy Z tinha saído e Rick Renstrom ocupou seu lugar na banda como guitarrista, sendo então a participação de Roy apenas como convidado), entre eles o tecladista italiano Mistheria, os guitarristas The Warlock, Gus G. (famoso por tocar na Dream Evil e na Firewind e posteriormente com Ozzy Osbourne), Jack Frost, Axel Rudi Pell, Carl Johan Grimmark (Narnia e posteriormente membro oficial da banda do Rob Rock), entre outros. Músicos com os quais o Rob chegou a cantar em suas bandas ou tocariam/tocaram com sua própria. Esse selecionado de monstros sagrados do metal e rock no disco conferiu a ele reconhecimento enorme, levando a ser colocado no 8º lugar na anteriormente citada lista da Christian's Voice do site Whiplash.net. Foi meu primeiro contato com o trabalho solo do Rob Rock, e embora eu não elenque ele entre meu top 10, é ainda um disco que me causa saudosismo e alegria em ouvir, até mesmo a épica "The Hour of Dawn" e seus mais de 12 minutos, ou a faixa-bônus, a lindíssima balada "Beautiful Lady".

KILLER TRACKS: Todas


Live in Japan (bootleg, 2004)




Holy Hell (2005)

01 - Slayer of Souls
02 - First Winds Of The End Of Time
03 - Calling Angels
04 - Holy Hell
05 - Lion of Judah
06 - I'm a Warrior
07 - I'll Be Waiting For You
08 - When Darkness Reigns
09 - The Revelation
10 - Move On (ABBA cover) 

Faixas bônus:
  1. "Ride the Wind" featuring Gus G. Guitar Solo (3:51)
  2. "Lost in a World" from Rage of Creation session (5:21)
  3. "I'm a Warrior (Alternative Mix)" (4:22)
  4. "First Winds of the End of Time (Alternative Mix)" (4:45)
Power metal que arranca muito toco, isso é o resumo da ópera de Holy Hell. O mais pesado disco da carreira solo do Rob, contando com a batera mais cabuloso que passou pela banda, Bobby Jarzomberk (famoso por passar pela banda Riot, além da banda solo de Rob Halford). É basicamente um disco "dedicado" ao diabo (numa entrevista da seção final da revista Roadie Crew, a seção Profile - só não lembro a edição, foi mal kkkk -, Rob respondeu na pergunta "disco que daria a seu pior inimigo" esse álbum - e qual o pior inimigo de um cristão mesmo?), traz diversas letras com uma pegada mais apocalíptica, além da clássica "I'm a Warrior", canção que Rob traz consigo desde o EP da Driver de 1989 e regravaria no disco "Answer to the Master" (1995) do Impellitteri, um clássico eterno sem sombra de dúvidas - essa versão tá mais próxima da versão do Driver do que do Impellitteri, incluíndo os riffs iniciais da música, mas ainda assim genial demais essa versão atualizada. Holy Hell, a faixa título, tem um dos nomes mais assustadores da música cristã (como assim "santo inferno" véi?), mas é o relato da batalha que todos travamos com nosso interior, a batalha espiritual carne vs. espírito pelo controle de nossa mente. Uma canção fora de série, bem como todas aqui contidas, e com o solo animal do Rick Renstrom, um milagre vivo esse cara - quando eu fizer a review dele falarei mais acerca disso. CJ Grimmark também se faz presente aqui, e tornar-se-ia logo membro em definitivo da banda; e os teclados do italiano Mistheria fecham com estilo o lado melódico da obra. Novamente um cover ao ABBA (o Rob deve curtir demais mesmo o quinto disco da banda sueca, o disco "ABBA: The Album"  de 1977), com a participação especialíssima de Tobias Sammet (vocalista e líder da banda Edguy e do superprojeto Avantasia) dividindo os vocais com Rob nessa faixa.

KILLER TRACKS: Já falei que provavelmente TODAS faixas de todos os discos serão Killers? Não? Tô falando agora kkkkk



Versão japonesa do disco
Garden of Chaos (2007)


01 - Garden of Chaos
02 - Satan's Playground
03 - Savior's Call
04 - This Time Is The Last Time
05 - Only A Matter Of Time
06 - Spirit in the Sky
07 - Metal Breed
08 - Millennial Reign
09 - Unconditional
10 - Ride the Wind
11 - Ode To Alexander


Quando o Rob Rock virou um membro honorário do Narnia... kkkkkk, piadas a parte, aqui a banda do Rob passou a ser toda a cozinha do Narnia (Andreas Olsson - também da Divinefire - no baixo, e Andreas Johansson - também da Wisdom Call - na bateria), além do guitarra principal da banda, o CJ Grimmark, e, claro, o Roy Z, mais a participação do mito grego Gus G, e outros músicos como o já recorrente tecladista Mistheria e a tecladista, back vocalista e artista Liza Rock (esposa do Rob), além do experiente baterista Bobby Jarzombek, agora só nas faixas 4 e 10; e mais outro timaço de artistas participando desse trampo. Pra mim o mais perfeito trabalho de estúdio do Rob, com letras bem sacadas, sonoridade e qualidade vocal indiscutíveis, produção fora de série, figura fácil entre meus discos prediletos de todos os tempos, um festival de metal neoclássico bem a lá Narnia (nada que surpreenda ninguém quando lembramos que a banda fixa toda aqui é parte integrante desta última), mas até os momentos mais "doces" do disco como Unconditional e a acústica Ode to Alexander funcionam bem demais. Aliás, essa última é uma homenagem que Rob e sua esposa Liza fizeram a seu então mais recente filho, Alexander. Um disco pra guardar na memória sempre pela qualidade irretocável.


KILLER TRACKS: Eu avisei antes né... todas, óbvio!



The Voive of Melodic Metal - Live in Atlanta (2009)
Resumão de sua carreira solo até o momento, com uma
ótima seleção de faixas de todos os trabalhos de estúdio.
Só senti falta de "The Sun will Rise Again"
Pois é, a voz do metal melódico é fantástica inclusive ao vivo!

Sampler (compilação, 2015)
Distribuído durante a tour 2015-2016 do Rob, inclusive aqui no Brasil
Um selecionado interessante, com três faixas de cada disco

Mais dedicado às bandas Driver e principalmente ao Impellitteri, Rob Rock desde 2007 não grava um novo disco de estúdio solo, embora permaneça sim em atividade na sua carreira solo, e continue com um dos vocais mais impressionantes do metal mundial. Stay heavy, Rob Rock!

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Coleção Amo Você da MK Publicitá/MK Music



Dia dos namorados... mais um! E nesse dia é sempre bom relembrar de uma das maiores coleções românticas da história da música cristã. E é claro que tô falando da Coleção Amo Você da gravadora MK Publicitá (atual MK Music). Seu primeiro volume saiu em 1995, sempre contando com faixas românticas ou sobre o amor por artistas do seu cast, e algumas parcerias ocasionais entre artistas do próprio cast ou visitantes (além de umas capas muito boas - quer dizer, algumas nem tanto assim - advindas de pinturas ou arranjos fotográficos da Marina de Oliveira). E sim, teve uma turma ligada ao rock nessas coletâneas (não em todas, mas quase sempre tem um ou outro do pop/rock presente) e até umas faixas raríssimas nesse meio. Vamos revisitar elas juntos, lembrando que a MK já disponibilizou todas elas em plataformas digitais como o Spotify, então se quiser acompanhar através DESSE LINK, vamo junto! E feliz dia dos namorados a todos os casais segundo a vontade do Pai!


Vol. 1 (1995)

01 - Cassiane e Jairinho - Razão da Minha Vida
02 - Naum - Carinho
03 - Marina de Oliveira - Amor prá Valer
04 - Edilson Maia e Elaine de Carvalho - Aliança
05 - Banda & Voz - Faz Parte de Mim
06 - Marina de Oliveira e João Marcos - Vamos Oferecer
07 - Marco Aurélio e Marina de Oliveira - Final Feliz
08 - João Marcos - Universo de Emoção
09 - Maurizete Catarina - Meu Paraíso
10 - Carlinhos Félix - Milagre de Amor
11 - Banda Rhema - Sempre Comigo
12 - Catedral - É Tão Normal Ser Feliz


Também podendo ser chamado de "Marina de Oliveira e coleção Amo Você" (kkkkkkk) haja vista a quantidade de canções que a filha dos fundadores da MK aparece, uma solo e duas fazendo dueto com o cantor pentecostal Marco Aurélio e o pop/louvor João Marcos. O staff da MK tinha muitos cantores mais "calminhos" ou pentecostais, mas já contava com uma galera mais pop/rock, desses os maiores destaques sem dúvidas vão para "Milagre de Amor" do Carlinhos Félix, que saiu em seu disco de estreia pela MK "Basta Querer" (1993), e "É tão normal ser feliz" do disco de estreia da Catedral pela MK, "Contra Todo Mal" (1994). Também destaco muito "Amor pra Valer" da Marina de Oliveira, "Sempre Comigo" da banda de black music/louvor Rhema (que viraria posteriormente a banda de reggae Rhemajireh) e "Faz Parte de Mim" do épico grupo Banda & Voz. OK, eu sei que a canção do casal Cassiane e Jairinho é a mais popular até hoje kkkkkk


Vol. 2 (1996)

01 - Rose e Marcelo Nascimento - Recomeçar
02 - Carlinhos Félix - Nós Dois
03 - Marina de Oliveira e Marcos Brito - Coração Partido
04 - Pedro e Anya Braconnot - Aliança de Amor
05 - Fernanda Brum e Emerson Pinheiro - Nos Teus Olhos
06 - João Marcos e Ana Lúcia - Seremos Um
07 - Cassiane e Jairinho - Sentimento de Amor
08 - Marcos Góes - Princesa
09 - Rhemajireh - Nosso Amor
10 - Melissa - Só o Amor
11 - Elizeu Gomes - Foi Demais
12 - Kim - Sublime Amor (versão de Jayrinho/Grupo ELO)
13 - João Alexandre e Tirza Silveira - Meu Grande Amor

A ideia desse disco chegou a ser até um pouco mais ousada, mesmo pr'aquelas épocas, ao convidar artistas de outras gravadoras, como Melissa (da Line Records) e o casal João Alexandre & Tirza (à época na Aliança Produções - embora a faixa viesse de um disco do selo "Luz para o Caminho") pra cederem uma canção deles pra coletânea. Os outros todos faziam parte do staff, incluindo aí o encontro genial dos irmãos Rose e Marcelo Nascimento, a primeira parceria de Fernanda Brum com seu esposo Emerson Pinheiro (futuro membro da Quatro por Um) e o raríssimo dueto de Pedro Braconnot (Rebanhão) - outro contratado de outra gravadora, à época na Continental - com sua esposa Anya. Essa é sem dúvidas uma das faixas mais raras da história da música cristã, um belíssimo encontro. E óbvio que aqui tem artistas mais pop/rock como Rhemajireh, Kim e Carlinhos Félix. A faixa que o Kim canta, que também apareceu no seu álbum de estreia pela MK, "Coração Aberto" (1995), foi um belíssimo resgate de uma canção do saudoso Jayro Trench Gonçalves, inclusive sendo até mais conhecida essa versão do Kim que fora a original.

CURIOSIDADE: Por um erro da gravadora, a faixa da Melissa saiu com o nome "Só Amor", tanto nas versões físicas do disco como incrivelmente na versão digital isso ATÉ AGORA não foi corrigido. Bola fora aí MK kkkkk!


Vol. 3 (1997)

01 - Marina de Oliveira - Você é Tudo que eu Pedi a Deus (declamação do poema "Amar É..." de Alberto Brizola)
02 - Cassiane e Jairinho - Mais que um Sonho
03 - Fernanda Brum - Amar Você
04 - Yerusalem - Você
05 - Kim - Por Amor
06 - Banda & Voz - Amor por Amor
07 - João Marcos - Chama do Amor
08 - Paulo Francisco e Marina de Oliveira - Amo Você
09 - Elizeu Gomes - Nosso Amor Sem Fim
10 - Léa Mendonça - Sempre Juntos
11 - Carlinhos Félix - Verdadeiro Amor
12 - Marcos Góes - Pra Sempre Amor
13 - Cristina Mel - Deus Uniu
14 - Catedral - Meio Sem Querer
15 - Édison e Telma Coelho - Eu Sou do Meu Amado
16 - Comunidade Evangélica Internacional da Zona Sul e Aline Barros - Essência desse Amor

Primeira das coletâneas a vir com uma música de nome "Amo Você" realmente (risos). Uma ótima compilação de canções e alguns duetos também. Minhas prediletas aqui são a belíssima canção "Amar Você" da Fernanda Brum, extraída de seu segundo álbum da carreira (e primeiro pela MK), "Meu Bem Maior" (1995), a fantástica "Amor por Amor" da Banda & Voz, "Por Amor" de Kim e "Meio Sem Querer" do Catedral, que originalmente saiu no álbum "Eterno" (1996), além da antológica "Eu Sou do Meu Amado" do saudoso Édison Coelho e sua esposa Telma. Mas todas outras canções também valem muito a ouvida.

CURIOSIDADE: Na versão digital do álbum - pelo menos no Spotify - omitiram a participação de Alberto Brizola na faixa de abertura, provavelmente por este (apresentador, poeta, compositor, ex-deputado estadual de RJ e radialista que chegou a dirigir a 93 FM - Rádio El Shadai - nos anos 1990) à época era casado com Marina, mas acabaram por se separar no início dos anos 2000, sem muitos detalhes acerca dos motivos. Ou simplesmente um erro bobo qualquer do sistema.


Vol. 4 (1998)

01 - Cassiane e Jairinho - Eternos Namorados
02 - Kléber Lucas e Marina de Oliveira - Maravilhoso Amor
03 - Léa Mendonça e Sérgio Lopes - Vem Ficar Comigo
04 - Kim - O Meu Amor por Você
05 - João Marcos e Ana Lúcia - O Amor
06 - Fernanda Brum e Emerson Pinheiro - As Cores do Amor
07 - Kades Singers - Ter Você
08 - Rayssa & Ravel - Amar, Amor
09 - Cristina Mel - Flores do Amor
10 - Eyshila - Nossa História
11 - Catedral - Amor Verdadeiro
12 - Raízes - Diva
13 - Jossana Glessa - Unidos Sempre
14 - Voices - Mi Paraíso

Admito que esse é o menos quisto dos discos da coleção pra mim, a despeito de ser o único a contar com a participação especialíssima da banda Raízes com a épica "Diva" do seu disco "Há Luz" (1996). Tirando essa faixa e "Ter Você" do Kades Singers, nenhuma aí me anima muito, nem mesmo a do Kim e a do Catedral, que estão entre as faixas mais melosas deles (kkkkkkkkkkk). A faixa "Mi Paraíso" do grupo Voices também é digna de nota, mais pelo fato curioso que o disco de onde foi extraído, o "Colores Del Amor" (1997) deveria ter sido o ÚNICO do grupo, mas o sucesso foi tamanho que - pra felicidade de todos - o grupo de cantoras da MK (à época formado por Marina de Oliveira, Fernanda Brum, Jozyanne e as irmãs Eyshila e Liz Lanne) seguiu em frente. Duas outras faixas são memoráveis: "Vem Ficar Comigo", um reencontro dos ex-Altos Louvores Léa Mendonça e Sérgio Lopes; e "Amar, Amor" dos irmãos sertanejos Rayssa & Ravel, que migravam da Som & Louvores pra MK naquele ano e tornar-se-iam parte integrante do cast mais tradicional da MK até aos dias de hoje. A canção "Flores do Amor" também é muito boa, afinal né, letra do Lenilton (ex-Novo Som e Rota 33), tinha que ser boa.



Vol. 5 (1999)

01 - Fernanda Brum e Emerson Pinheiro - Te Amar
02 - Primeira Essência - Canção do Amor
03 - Marina de Oliveira - Teu Olhar
04 - Semeando - Metade de Mim
05 - Kléber Lucas - Verdadeiro Amor
06 - Ludmila Ferber - Aliança
07 - Val Martins - Nossa União
08 - Banda & Voz - Sempre Vou Te Amar
09 - Rayssa & Ravel - Te Amo
10 - João Marcos - Brilha a Luz
11 - Catedral - Por Te Conhecer
12 - Rose Nascimento - Mil Razões
13 - Kim - O Meu Amor Por Você (DE NOVO???)
14 - Cristina Mel - Presente de Deus
15 - Kades Singers - O Melhor é Amar
16 - Alberto Brizola - O Amor (poema)

Um dos melhores discos da coleção, com uma quantidade significativa de artistas de pop e rock, como Primeira Essência, Semeando, Val Martins e Catedral, entre outros. Alguns dos artistas presentes eu nunca imaginaria nessa coletânea (pra ser mais exato tô falando mesmo da Ludmila Ferber, quando vemos que a carreira dela pós-MK e pós-Ministério Koinonya passou a ser tão voltada pro Adoração Profética que as vezes é difícil crer que ela já foi pop/louvor!). Por algum erro bem grotesco a faixa "O Meu Amor Por Você" do Kim deu as caras novamente aqui nesse volume, haja vista que ela já havia aparecido no álbum anterior. Mas ok né... Outra faixa que eu achei curiosa sua estadia aqui é "Mil Razões", faixa título do disco de 1996 de Rose Nascimento (cantada com Marcelo Nascimento), que é muito mais uma canção para Jesus do que de amor. OK, a proposta da coletânea nunca se limitou a falar do amor entre homem e mulher, mas que foi estranho foi kkkkk

CURIOSIDADE: Há uma segunda versão dessa capa no site do Kléber Lucas, vide AQUI! Achei a diagramação um tanto mal feita, mas enfim.


Vol. 6 (2000)

01 - Marina de Oliveira e Alberto Brizola - O Amor "O Dom Supremo"
02 - Oficina G3 - Perfeito Amor
03 - Voices - Por Toda Vida
04 - Kléber Lucas - Lição de Amor
05 - Raquel Mello - Meu Par
06 - Val Martins - Meu Sonho de Amor
07 - Ludmila Ferber - Nada no Mundo
08 - Kim - Grande Amor
09 - Fernanda Brum - O que Diz Meu Coração
10 - Rayssa & Ravel - O Amor
11 - Eyshila - Perfeito Como a Flor

Estreando Oficina G3 nas coletâneas - e a última com a participação de um integrante do Catedral (no caso, Kim) - Amo Você Vol. 6 acabou por se tornar o primeiro mais popular de todos que vieram antes desse, sendo um dos mais raros hoje em dia de se achar (sério). Além das popularíssimas faixas dos dois artistas citados antes, é indubitável que mais duas faixas ao menos aqui estourariam muito nas rádios: Por Toda Vida da Voices e O Que Diz Meu Coração de Fernanda Brum, além da fantástica "Meu Sonho de Amor" de Val Martins. Lembro bem que esse aqui era hour concours em eventos românticos de igrejas.

CURIOSIDADE PESSOAL: Inclusive é hour concour até na minha coleção kkkk o único dessa coleção que tenho físico. Ou melhor, minha namorada quem tem, já que dei a ela de presente.



Vol. 7 (2001)

01 - Voices - No Meu Coração
02 - Oficina G3 - O Teu Amor
03 - Fernanda Brum e Emerson Pinheiro - Nunca Vou Dizer Adeus
04 - Marina de Oliveira e Kléber Lucas - O Amor é Demais
05 - Cassiane e Jairinho - Lar Feliz
06 - Eyshila - Você Tem Direito
07 - Novo Som - Meu Sonho
08 - Marquinhos Gomes - O Amor Constrói
09 - Rayssa & Ravel - Só pra te Amar
10 - Jozyanne (à época grafado como Josiane) - Só Sei te Amar
11 - Primeira Essência - Teu Amor
12 - Marcelo e Rose Nascimento - Solução do Alto

Se você já ouviu por aí essa versão de "No Meu Coração" (canção do Novo Som do disco "Não é o Fim" de 1999) já deve ter achado erradamente ser de "Fernanda Brum & Eyshila", mas na verdade é de todo o grupo Voices, uma reinterpretação lindíssima e digna demais de nota da canção escrita pelo genial Lenilton. Além desta, temos aqui a primeira vez que "O Teu Amor" do Oficina G3 apareceu ao público - só reaparecendo como faixa-bônus do disco "Humanos" (2002) e sendo a última faixa da banda gravada pelo batera Walter Lopes até hoje. Esse disco marca também a primeira (de muitas) aparições da banda Novo Som nas coletâneas Amo Você, banda que tradicionalmente também costuma fazer ótimas canções de amor, como aliás é o caso da power ballad "Meu Sonho" do disco "Herói dos Heróis" (2000), que apesar de ser muito melosa pro meu gosto (kkkkkkkkk) faz todo sentido estar por aqui.

Mentira, eu amo essa música do Novo Som, mas não conta pra ninguém kkkkkkk


Vol. 8 (2002)

01 - Novo Som - Voz do Coração
02 - Marina de Oliveira - A Procura
03 - Voices - Nosso Amor é Lindo
04 - Brother Simion - É o Amor!
05 - Marquinhos Gomes - Nosso Amor
06 - Igreja Batista Nova Jerusalém - Dom de Amar
07 - Cassiane e Jairinho - O Tempo Não Pode Apagar
08 - Ellas - O Que Fazer
09 - Kléber Lucas - Todas as Vezes
10 - Liz Lanne - Você Chegou
11 - Rayssa & Ravel - Quem Trouxe Você
12 - Alex Gonzaga - Aprender a Perdoar

Comeaçar com Novo Som e fechar com Alex Gonzaga (vocalista desta banda) é garantia de sucesso com certeza. Apesar disso, é uma das coletâneas menos "rock", estilo que a MK começaria a amenizar na gravadora, a despeito de possuir bandas à época como Fruto Sagrado e Oficina G3 no cast, além do Brother Simion, que aqui aparece com "É o Amor!" do disco "A Volta de Johnny" (2002), último dele pela gravadora. Sem dúvidas está entre os mais vendidos pelo megassucesso "O Tempo Não Pode Apagar" do casal Cassiane e Jairinho (hour concour em diversos casamentos de cristãos no Brasil desde esse tempo até hoje), e também da tão antológica quanto "Nosso Amor é Lindo" do Voices. 


Vol. 9 (2003)

01 - Marina de Oliveira e Kléber Lucas - É tão simples ser feliz
02 - Voices - Pensando em Você
03 - Oficina G3 - Amo Você
04 - Pâmela e Alex Gonzaga - Um Verso de Amor
05 - Quatro por Um - Linda
06 - Eyshila - Meu Jeito de Amar
07 - Fruto Sagrado - Diferentes dos Anjos
08 - Cassiane e Jairinho - Pra Sempre te Amo
09 - Novo Som - Eu Tenho Você
10 - Fernanda Brum - Você Merece
11 - Ellas - O Poder do Amor
12 - Rayssa & Ravel - Meu Coração é Teu
13 - Alex Gonzaga - Meu Amor é Você
14 - Déio Tambasco - Além do que se pode ver

Outro sucesso inquestionável de vendas, o volume nove eu me lembro bem o dia do lançamento, um dia antes do meu aniversário de 15 anos, e foi anunciado no domingo, 31 de maio, com o clipe da mais famosa desse diso, mas também indubitavelmente a mais IRRITANTE canção romântica em anos, "Um Verso de Amor" de Pâmela e Alex Gonzaga. Sério, eu não consigo nem a pau ser fã dessa música kkkkkkk. Algumas novas aquisições que a MK fez entre 2002 e 2003 estrearam aqui, como Fruto Sagrado e sua fantástica "Diferente dos Anjos" (disparada pra mim a melhor canção de todos os tempos nessas coletâneas), Quatro por Um e Déio Tambasco. Aqui temos a provavelmente mais rara canção do Oficina G3, "Amo Você", só presente nessa coletânea e na seguinte, e a única canção romântica da história da banda. E se "O Teu Amor" foi a última canção gravada com Waltão na bateria, "Amo Você" foi a última com os vocais de PG, e essa nunca foi pra nenhuma coletânea ou disco do G3 até hoje, por isso mesmo tornou-se a mais rara canção. Esse é o disco que Alex Gonzaga mais aparece, uma música com o Novo Som, uma solo e "aquela lá" com a Pâmela kkkkk. O cara realmente mandou bem. E Marina de Oliveira e Kléber Lucas marcando mais um dueto na já longa parceria entre os dois. A faixa do Déio está simplesmente fantástica, uma balada muito legal de se ouvir.


Vol. 10 (2004)

01 - Marina de Oliveira - Amor pra Valer (vol. 1)
02 - Cassiane e Jairinho - Sentimento de Amor (vol. 2)
03 - Fernanda Brum - Amar Você (vol. 3)
04 - Marina de Oliveira e Kléber Lucas - Sentimento de Amor (vol. 4)
05 - Ludmila Ferber - Aliança (vol. 5)
06 - Rayssa & Ravel - O Amor (vol. 6)
07 - Eyshila - Você Tem o Direito (vol. 7)
08 - Voices - Nosso Amor é Lindo (vol. 8)
09 - Oficina G3 - Amo Você (vol. 9)
10 - Alda Célia - Poema de Amor
11 - 4/1 e PG - O Amor de Deus
12 - Pâmela - Você me Conquistou
13 - Novo Som - Um Olhar
14 - Ellas - Nenhuma Lágrima
15 - Cristiane Carvalho - Em Todo Meu Viver
16 - Marco Aurélio - Mais do que Sonhei

Coletânea que é também uma coletânea das coletâneas anteriores, pelo menos nas 9 faixas iniciais, pra marcar o primeiro decênio da coleção. Além dessas (que, vou te contar, eu não curti muito a seleção, tirando "Amar Você", "Nosso Amor é Lindo" e "Amo Você"), mais sete (e não cinco como erradamente diz na capa do disco) faixas novas, incluindo um fantástico collab entre PG (já em carreira solo à essa altura) e a banda Quatro por Um. Sinceramente eu acho que poderia ser melhorzinho esse disco de 10 anos, mas não é também um disco ruim, de forma alguma. A diagramação das capas dos discos anteriores nesse também me deixa meio apavorado, é bem estranha haha.

CURIOSIDADE: "Nenhuma Lágrima" é a música mais atípica dessa coleção, uma música de despedida pra um amor desperdiçado. Bem fora mesmo dos padrões haha


Vol 11 (2005)

01 - Voices - Baby, Amo Você
02 - Fernanda Brum e Eyshila - Canção para Minha Amiga
03 - Marina de Oliveira - Nunca Será Tarde
04 - Aline Barros - Seremos Sempre Um
05 - Kléber Lucas - Do Amor Nunca se Desiste
06 - Alda Célia - Azul do Teu Olhar
07 - Andréa Fontes - Presente de Deus
08 - Quatro Por Um - Deus Prometeu
09 - Eyshila - Segundo o Coração de Deus
10 - Léa Mendonça - Tanto Amor
11 - Bruna Karla - Melodia do Amor
12 - Cassiane e Jairinho - Você e Eu
13 - Marquinho Menezes e Lilian Azevedo - Deus Quis Assim
14 - Pâmela - Oceano de Amor
15 - Liz Lanne - É o Amor
16 - Rayssa e Ravel - Amar Você
17 - Jozyanne - Deus Descreveu

A partir desse perdi muito o interesse pela coleção. Em grande parte porque nesse período em 2005 eu estava "me convertendo ao white metal" em definitivo e não tava curtindo boa parte do que rolava no gospel, e esse disco visivelmente tem pouquíssima coisa relacionada ao pop/rock, reflexo também da diminuição crescente do interesse da gravadora pelo estilo, em especial com a saída de artistas como Brother Simion e Fruto Sagrado, o fato do Oficina G3 não mais fazer sons com essa pegada, e da diminuição das atividades do Novo Som depois da saída de Lenilton da banda. Por outro lado nesse período eu estava numa fase de negação do gospel, muito em função de uma mudança de igreja que passei e aí fiquei meio decepcionado com o movimento - aliás, nunca deixei de estar, só que parei de rejeitar tanto essa parada. É um disco bom pra apaixonados? Sim, mas é facilmente enjoativo, desculpa.

CURIOSIDADE: Primeira capa da coleção a não prevalescer tons de vermelho, algo que tornaria a ocorrer no disco 12 e só voltaria nos últimos discos (18, 19, 20, 21 e Melhores Momentos)


Vol. 12 (2006)

01 - Aline Barros - Meu Eterno Namorado
02 - Kléber Lucas - Jardim Original
03 - Marina de Oliveira - Sei que é Possível
04 - PG - Verdadeiro Amor
05 - Fernanda Brum - Um Sorriso Igual ao Teu
06 - Bruna Karla - Minha Voz e um Violão
07 - Eyshila - Eu Vou te Amar
08 - Emerson Pinheiro - Para Meu Filho
09 - Novo Som - Especial
10 - Léa Mendonça - Atitudes de Amor
11 - Marquinhos Menezes e Lilian Azevedo - Mais que Pedras Preciosas
12 - Pâmela - Coração com Coração
13 - Jozyanne - Sempre Vou te Amar
14 - Nádia Santolli - Impossível Não te Amar
15 - Marco Aurélio - Amo Você
16 - Liz Lanne - Eu e Minha Casa

Último disco da coleção em anos que eu tive vontade pra ouvir em anos. E foi mais do mesmo igual ao anterior, a exceção da faixa bem legal do PG e a homenagem linda de Emerson Pinheiro ao seu filho. Tirando isso, é um disco pouco memorável pra mim, desculpa. Esse e o anterior foram motivos claros pelo qual eu cansei dessa coleção e fui atrás de coisas mais paupáveis como Sixpence None the Richer kkkkkk


(Sei que em discos seguintes teriam músicas do Novo Som, Quatro por Um, PG, Banda Giom, Henrique Cerqueira - da Pimentas do Reino -, Melosweet e outras, mas não me encheram em nada os ouvidos pra eu achar interessante revisitar).

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Sandra Simões


Sandra Simões é uma cantora cristã de pop/rock/MPB pouco conhecida, que começou sua carreira na música cristã como uma das backvocais da Katsbarnea na sua fase original new wave junto a Claudia Bastos Makuko, tendo gravado com eles os discos "O Som que te faz girar" (1989) e "Katsbarnea/Extra" (1990). Anos após a reformulação da banda e sua saída, ela partiria para carreira solo, que não foi muito longa em número de lançamentos, mas rendeu dois fantásticos discos onde ela reinterpreta canções clássicas de cantores e bandas como Troad, Actos 2, Mingo & Rod Mayer, Armando Filho, Asaph Borba e Ministério Life, Petra, entre outros. Além de seus dois discos, ela apareceu em diversas coletâneas e trabalhos, como o disco "Calmo, Sereno e Tranquilo" de Leon Neto (2000), "O Maior Palhaço do Mundo" de Arlindo Barreto (1997), e várias coletâneas.

OBS: Não confundir com uma sambista secular de mesmo nome e também em atividade.

Pra ouvir seu trabalho, CLIQUE AQUI!


Excelente (1996)

01 - Excelente (com Tarcísio Barbosa) (Troad cover)
02 - Identificar-se (Mingo & Rod Mayer cover)
03 - És Meu Senhor (Kadoshi cover)
04 - Vou Seguindo Pela Estrada (Actos 2 cover)
05 - Se Você Chora (The Winans cover de "When You Cry")
06 - Celebraremos com Júbilo (Don & Asaph cover)
07 - Refrão da Esperança
08 - Fonte de Vida (Ministério Life cover)
09 - Tudo Entregarei (Cantor Cristão Nº 295)
10 - Minha Oração (Petra cover de "Prayer")


Uma fantástica viagem em diversos artistas da música cristã de todos os tempos. A interpretação de Sandra é muito boa, um passeio por diversos estilos, pop, mpb, black music, entre outros. A única inédita desse álbum é "Refrão da Esperança", canção de Tarcísio Barbosa feita para esse disco. Aliás, esse, que por anos foi um dos maiores compositores da música gospel, faz uma participação especialíssima dividindo vocais com a Sandra na faixa Excelente (também de sua autoria). Recomendadíssmo!

KILLER TRACKS: Excelente, Vou Seguindo Pela Estrada, Minha Oração, Se Você Chora, Identificar-se, Tudo Entregarei, Refrão da Esperança


Sementes de Oração (1998)

01 - Sementes de Oração (Jorge Camargo cover)
02 - Situações (Grupo Logos cover)
03 - Mais Perto Quero Estar (versão do Cantor Cristão, nº 283)
04 - Te Louvamos (Ministério Koinonya cover)
05 - Estar com Você (Natan Brito cover)
06 - Sou Grata, Senhor (versão de Guilherme Kerr Neto pra "Thank You, Lord" de Dan Burgess)
07 - Deus é Bom (Genésio de Souza cover)
08 - Outra Vez (Armando Filho cover)
09 - Infinitamente Mais (Ministério Life cover)

Seguindo os passos do primeiro disco, Sementes de Oração traz os mesmos elementos do disco anterior, com versões de músicos cristãos clássicos, tanto brasileiros como uma versão americana (no anterior foram duas, mas ok haha) e mais uma interpretação do HCC. Influências do charme, da mpb, blues e outros gêneros musicais se fazem presente aqui. É lamentável que um talento como o de Sandra nunca tenha atingido um sucesso maior, pois sua musicalidade, influências e vocal são incríveis. Essa versatilidade só encontra igual no Brasil com a cantora baiana Faty (que um dia também falarei nesse blog).

KILLER TRACKS: Outra Vez, Mais Perto Quero Estar, Estar com Você, Situações, Sementes de Oração, Infinitamente Mais

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Tourniquet



Formação clássica, com Guy Ritter, Gary Lenaire, Ted Kirkpatrick, Erik Mendez e Victor Macias


Tourniquet (ou Tournica pros íntimos daqui do Brasil) é uma banda formada em 1989 na Califórnia, por Ted Kirkpatrick (bateria), Guy Ritter (vocais, tbm da Holy Danger e Echo Hollow) e Gary Lenaire (guitarra e vocais, também advindo da Holy Danger e posteriormente da Echo Hollow). Seu estilo musical principal é o Thrash Metal, sendo uma das mais lendárias bandas do gênero na música cristã, mas sempre juntam influências de outros estilos como o doom metal, o hard rock, o power metal, o metalcore e até a música clássica e uns flertes com o rap. Tiveram algumas mudanças ao longo dos anos de integrantes, sendo a mais sintomática a troca de Guy Ritter por Luke Easter e de Gary Lenaire por Aaron Guerra, mas uma coisa jamais mudou: as letras, sempre trazendo uma linguagem cristã bem elaborada, com elementos de contos de Edgar Allan Poe (!), terminologia médica (o próprio nome Tourniquet é um tipo de técnica de socorro emergencial que paralisa uma hemorragia grave) e letras em defesa da natureza e dos direitos animais (algo bem incomum na verdade dentro da música cristã). Ark of Suffering, o maior hino a respeito desse último assunto, chegou a ser indicado a dois Dove (prêmio de música cristã americana) e a revista Heaven's Metal elegeu por DEZ VEZES SEGUIDAS Ted como o maior compositor do metal cristão.

Curiosidade (bem besta): Se o Vengeance Rising inaugurou guitarra e baixista tocando sem camisa no rock cristão, Ted Kirkpatrick foi o primeiro baterista cristão a tocar sem camisa, inspirando também um contemporâneo seu do Brasil, Flavio Amorim da Fruto Sagrado. Como eu avisei, essa curiosidade era besta, segue o artigo kkkkk

Agradeço Márllon Matos pela Errata.

Leia esse artigo ouvindo os discos NO SPOTIFY!


Versão de 2001
"Stop the Bleeding" (1990)

01 - The Test for Leprosy
02 - Ready or Not
03 - Ark of Suffering
04 - Tears of Korah
05 - The Threshing Floor
06 - You Get What You Pray For
07 - Swarming Spirits
08 - Whitewashed Tomb
09 - Somnambulism
10 - Harlot Widow And The Virgin Bride

Bônus 2001
11 - Ark Of Suffering [Live 2000]
12 - The Test For Leprosy [Live 2000]
13 - Whitewashed Tomb [Demo 1990]
14 - Tears Of Korah [Demo 1990]
15 - Ark Of Suffering [Demo 1990]
16 - Concert Intro [1999]

Um clássico de trinta anos que parece não envelhecer nunca. Stop the Bleeding conta com uma produção incrível, letras usando passagens do Antigo Concerto como The Test for Leprosy pra mostrar nossa impureza e Tears of Korah a falar da impureza humana, mas também letras do Novo Concerto, como Whitewashed Tomb (instrumental, mas com referência óbvia aos "sepulcros caiados" que Cristo denunciava - os fariseus e saduceus). Mas a óbvia pérola lírica e mais famosa canção desse disco é Ark of Suffering, um grito contra a exploração estúpida de animais em circos, para fazer casacos de pele caríssimos, experimentos científicos desnecessários, dentre outras formas que destruímos a natureza que Deus nos deu para dela cuidarmos e não a devorarmos. O vocal do Guy nesse disco muitas vezes mostra as influências óbvias do King Diamond (Kim Bendix Petersen, o cantor secular dinamarquês famoso pelas tenebrosas - porém musicalmente incríveis - bandas Mercyful Fate e sua banda solo), com agudos insanos, em especial nas faixas Ready or Not e the Threshing Floor. Já o vocal grave de Gary Lenaire se faz presente principalmente em Ark of Suffering e You Get What You Pray For (onde o Guy também mostra um vocal mais grave, um verdadeiro mutante vocal!). "The Harlot Widow..." tem uma pegada meio doom, remetendo à banda Trouble (que Ted nunca negou ser muito fã - chegando até em determinado momento a tocar na banda). Difícil dizer quais arranjos aqui são mais brutais e incríveis. Disco impecável. A segunda guitarra na gravação estava a cargo de Mark Lewis, já o baixo com Erik Jan James (esse último não creditado).  (na verdade ele já tinha saído da banda antes das gravações). Acredito que só foram músicos de estúdio,

A versão de 2001 tem uma melhora significativa na capa, mostrando muito mais sangue escorrendo (HAHAHA muito bom mesmo, sem zoeira!) e a serpente nas duas versões representando o aprisionamento da antiga serpente (o diabo). Além de faixas bônus, como duas canções do disco sendo executadas pela formação de 2000 da banda, uma peça intro instrumental dos shows de 1999, e três demos de 1990.

KILLER TRACKS: O disco todo, pelamor de Deus!


Ark of Suffering (VHS Clip, 1990)
Não estou bem certo, mas parece que nem a MTV americana teve coragem de transmitir esse videoclipe kkkk
Cenas fortes, mas verdadeiras, da crueldade humana contra os seres que Deus criou também pro Seu louvor
O clipe também saiu na coletânea em vídeo Hot Metal IV de 1991





Versão de 2001, já com o nome
"Psychosurgery" tudo junto
Psycho Surgery (ou Psychosurgery) (1991)

01 - Psycho Surgery / Psychosurgery (em 2001)
02 - A Dog's Breakfast
03 - Viento Borrascoso (Devasting Wind)
04 - Vitals Fading
05 - Spineless
06 - Dysfunctional Domicile
07 - Broken Chromosomes
08 - Stereotaxic Atrocities
09 - Officium Defuctorum

Bônus 2001
10 - A Dog's Breakfast (live 2000)
11 - Broken Chromosomes (live 2000)
12 - Stereotaxic Atrocities (demo 1991)
13 - A Dog's Breakfast (demo 1991)
14 - Concert Intro 2000

O início erudito da faixa título é muito sintomática no poder de fogo e experimentalismo que esse disco traz, juntando com a formação épica da banda. Unido a isso letras fortes, como a épica Dog's Breakfast (denunciando as heresias do russelianismo/testemunhas de jeová, mormonismo, cientologia (dianética), nova era e principalmente o "movimento da fé" (heresia que deu origem à confissão positiva e à teologia da prosperidade, que entre outras blasfêmias faladas por Kenneth Hagin, Benny Himn e cia, ensinava a possibilidade do homem tornar-se um "minideus"). Vitals Fading tem o Victor Macias fazendo vocais em espanhol em certas partes da música (conectando-se à instrumental Viento Borrascoso com perfeição), Spineless é a "Bring the Noise" cristã, por assim dizer, com a participação dos rappers cristãos da P.I.D.. Broken Chromosomes está entre minhas prediletas aí, falando do desprezo que muitos pais têm dos filhos com síndrome de Down e outras síndromes cromossômicas similares a esta, Dysfunctional Domicile também tratando de problemas familiares pros jovens fãs da Tourniquet compreenderem, e Stereotaxic Atrocities mais um grito contra a exploração terrível dos animais.

O nome do disco e da faixa título na primeira versão aparece como duas palavras, porém de acordo com o Ted Kirkpatrick no relançamento de 2001, sempre deveria ser unicamente Psychosurgery, uma palavra só.

As faixas bônus seguem a mesma regra do relançamento do disco anterior. Já a capa não sofreu muitas modificações da primeira pra segunda versão.

KILLER TRACKS: Todas novamente!


Versão de 2001
Pathogenic Ocular Dissonance (1992)

01 - Impending Embolism
02 - Pathogenic Ocular Dissonance
03 - Phantom Limb
04 - Rumiating Virulence
05 - Spectrophobic Dementia
06 - Gelatinous Tubercles of Purulent Ossification
07 - Incommensurate
08 - Exoskeletons
09 - Theodicy on Trial
10 - Descent into the Maelstrom
11 - En Hakkore
12 - The Skeezix Dilemma (part I, à época não nomeada assim)

Versão Metal Blade (1994)

13 - The Tempter (cover da Trouble) (live)

2001 Extras
Pathogenic Ocular Dissonance (live)
Bearing Gruesome Cargo / Drum solo (live)

Versão LP duplo (2015)

13 - The Skeezix Dilemma Part II

Esse disco tem uma fusão muito irada de thrash metal com doom metal, bem na linha de bandas de thrash metal inglesas como Seventh Angel e as seculares Onslaught e Xentrix. Phantom Limb é sem dúvidas a que mais deixa claro essa pegada. Entretanto em vários momentos, como na incrível Incommensurate eles mostram o lado mais thrash sem dó. E esse disco também é o campeão de músicas com títulos complicados e referências à medicina mais fortes de todos. Aliás, uma música como "Gelatinous Tubercles of Purulent Ossification" tem o título perfeito pra uma música de goregrind sem dúvidas, mas musicalmente tá mais pra um thrash metal com vocais robóticos em certas partes (muito experimental mesmo!). Gary Lenaire investe mais nos vocais aqui, tendo uma das melhores participações dele num disco da banda sem dúvidas. Tragicamente o último disco da formação clássica da banda, que perderia o Guy Ritter pouco após lançar esse disco.

KILLER TRACKS: Tudo, pode ter certeza!


Video Biopsy (VHS/DVD, 1992)
Com apresentações ao vivo de Ark of Suffering e Viento Borrascoso
além de interviews e bastidores, e footages de alguns shows da banda

Intense Live Series Vol. 2 (1993)




01 - Phantom Limb
02 - Ark of Suffering/Stereotaxic Atrocities
03 - in studio
04 - Whitewashed Tomb
05 - The Skeezix Dilemma
06 - The Tempter (Trouble cover)
07 - in studio 2
08 - The Messiah (Bloodgood cover)

Segundo dos cinco discos "ao vivo em estúdio" da Intense Records, também chamados de Intense Records Presents Recorded Live (já falei dos discos da Deliverance e da Mortal, logo logo sairão os do Randy Rose e da Die Happy), contou com a formação clássica sem Guy Ritter. No seu lugar fazendo os vocais mais agudos recrutaram o genial Les Carlsen (Bloodgood), que fez um trampo muito irado aqui. Os covers de Tempter e Messiah ficaram muito bons, homenagens incríveis (a segunda em especial, à época a Bloodgood estava próxima de dar uma parada de vários anos, e podemos dizer que essa gravação, junto com o "To Germany with Love" da Bloodgood ainda desse ano também foram como despedidas da banda pro público - ao menos até 2002). O medley de Ark e Stereotaxic, junto à épica The Skeezix Dilemma, são os pontos mais altos desse disco, que seria o último com Erik Mendez, desfazendo em definitivo a formação clássica (Victor Macias e Gary Lenaire ainda continuariam com a banda até 1996).

Em 30/01/2010 a banda relançou no seu Bandcamp esse disco com o nome "Tourniquet Recorded Live". Antes, em 1998, chegou a ser relançado como um split com o ILS 1 (da Deliverance) e o ILS 4 (da Die Happy).


Versão de 2004 (10 anos)
Vanishing Lessons (1994)

01 - Bearing Gruesome Cargo
02 - Pecking Order
03 - Drowning Machine
04 - Pushin' Broom
05 - Vanishing Lessons
06 - My Promise
07 - Acidhead
08 - K517 (Sonata in D Minor 517 de Domenico Scarlatti)
09 - Twilight
10 - Your Take
11 - Sola Christus

Bônus 2004:
Ted, Vic, Gary, Luke e Erik (que sairia antes das gravações
do Vanishing Lessons)


12 - HHS2 (Handel Harpsichord Suite #2)
13 - Acidhead [Live 2000]
14 - Pecking Order [Live Cornerstone 2002]
15 - Vanishing Lessons [Live Cornerstone 2002]
16 - Drowning Machine [Demo 1994]
17 - Twilight [Demo 1994]


Luke Easter foi nessa época pro Tourniquet o que o John Bush foi pra secular Anthrax, uma fase mais groove metal/hard rock. Nesse disco essa pegada hard rock ainda não tá tão construída, a despeito da faixa de abertura seguir bem nessa linha. O vocal de Luke consegue fundir um pouco os graves do Gary Lenaire (que nesse disco com a banda limitou-se à guitarra) e um pouco do agudo do Guy Ritter, sendo portanto uma ótima escolha pra substituir o vocalista clássico (em alguns momentos, como em Sola Christus, ele soa parecendo o Ozzy Osbourne da clássica Black Sabbath - outra banda que Ted é fã e homenagearia anos mais tarde). Arranjos bem elaborados e um baixo insano do Vic Macias (em especial na intro de Drowning Machine) deixam ainda melhor tudo que o disco trouxe de bom. Sendo um disco de transição, por pouco não contou com as guitarras do Erik Mendez junto (mas ele saiu pouco antes da gravação do disco, não sei os motivos entretanto). No fim é um disco que tem seus amantes e detratores, por um tempo eu não era lá muito fã desse, porém o tempo me fez rever como esse disco é genial, não tão bom como os antecessores, mas ainda um grande disco. Minhas partes prediletas são justamente os experimentalismos instrumentais K517 e - na versão de 2004 - a HHS2. Ted aqui já dando os primeiros passos de algo que ele faria muito em sua carreira solo: tributos à música clássica unido à bateria.

Curiosidade pessoal: essa capa me dá medo kkkkkkkkkkkk

KILLER TRACKS: Twilight, Vanishing Lessons, as peças instrumentais, Bearing Gruesome Cargo, Acidhead, Drowning Machine, Sola Christus.


Tourniquet/Mortification Collector's Edition CD Single (split, 1994)
Não, não é um CD duplo com o Vanishing e o Blood World, apenas três faixas de cada
e mais algumas interviews com as bandas, sendo que a Tournica tem mais material aí
que a Mortifa (por isso esse destaque aqui)


Carry the Wounded (EP, 1995)
01 - Carry the Wounded
02 - When the Love is Right
03 - Oh Well (Fleetwood Mac cover)
04 - My Promise
05 - Heads You Win, Tails You Lose

Controvérsias de mudança sonora a parte, Carry the Wounded é um ótimo EP. Muitos fãs da época tiveram dificuldades de assimilar essa pegada bem mais melódica que tudo que a banda havia feito antes (incluíndo aí a balada romântica - isso mesmo! - When the Love is Right). A faixa título ganharia dois anos mais tarde um cover fantástico da banda brasileira Rosa de Saron chamada "Carregue os Feridos". Esse é o disco de estreia de Aaron Guerra nas guitarras, ainda dividindo elas com o clássico Gary Lenaire. Jim Cox (que anos mais tarde tocaria com Ozzy Osbourne) tocaria teclado na faixa 2, Paul McIntire tocaria violino e Rick Rekedal violoncello na faixa 4. Infelizmente marcou também o fim da participação de Gary e Vic Macias da banda, restando somente o líder Ted da formação clássica na banda.

Pushin' Broom (VHS clip, 1995)
A despeito do nome ser da faixa Pushin' Broom, o videoclipe aqui é de Bearing Gruesome Cargo
Mas possui também alguns footages e interviews


The Collected Works of Tourniquet (compilação, 1996)
De novidade aqui só as fantásticas faixas Perfect Night for a Hanging e The Hand Tembler
A capa é um bocadin estranha, mas dá pra levar kkkk
De resto, só canções clássicas de todos discos anteriores
Uma boa compilação, marcando também a última aparição de Gary (cantando na "Perfect Night..."!)
e Vic na banda em sons de estúdio.


Live in Concert 1996 (bootleg, 1996)
Sei pouquíssimo desse lançamento não oficial


Versão de 2009
Crawl to China (1997)

01 - White Knucklin' The Rosary
02 - Going, Going... Gone
03 - Proprioception: The Line Knives Syndrome
04 - Crawl to China
05 - If I Was There
06 - Tire Kicking
07 - If Pigs Could Fly
08 - Stumblefoot
09 - Enveloped In Python
10 - The Tell-Tale Heart
11 - Bats
12 - Crank the Knife
13 - Claustrospelunker
14 - Imaginary Friend
15 - America
Bônus 2009: If I Was There (instrumental)

Hora da polêmica: Esse disco não é ruim coisa nenhuma.

Pronto, acabou a polêmica kkkkk

Não é obviamente um ótimo disco, e Bill Metoyer, lenda da produção musical no metal, passa longe de seus melhores momentos como produtor aqui, mas dizer que esse disco é ruim, aí já acho forçado. Algumas faixas trazem um hard rock consistente, como "Proprioception", outras um heavy como "White Knucklin'", outras meio rapcore, como a faixa título, afora a fantástica If I Was There, pra mim a melhor do disco. Agora, sem dúvidas é um disco bagunçado, uma colcha de retalhos com algumas músicas que eu não consigo nem ouvir totalmente, como "Going, Going... Gone" e seu estilo meio industrial forçado. Tim Gaines (Stryper, King James, Sin Dizzy) faz uma participação especial tocando baixo sem trastes na faixa um.

Curiosidade: De todos os discos relançados que mudaram sua capa, esse aqui sem dúvidas foi o caso mais curioso, porque mudou totalmente a capa tipo 100%, nada de uma capa lembra a outra kkkkk

KILLER TRACKS: If I Was There, Proprioception, Crawl to China, "White Knucklin'...", Tire Kicking.


Guitar Instructional Video (VHS, 1997)
Solos de Ted e Aaron pra, como o nome diz, ensinar a galera
Amei a capa do Paganini haha


The Unreleased Drum Solos of Ted Kirkpatrick (VHS, 1997)
Aqui é só o Ted mesmo kkkk


Live in California (VHS e DVD, 1998)
Show grandioso, com o baixista Vince Dennis (da secular Steel Prophet)
Seria relançado como CD em 2010, posteriormente mando a capa aqui.

Acoustic Archives (1998)

01 - Viento Borrascoso
02 - Vanishing Lessons
03 - Claustrospelunker
04 - Bearing Gruesome Cargo
05 - Phantom Limb
06 - Bats
07 - Heads I Win, Tails You Lose
08 - Twilight
09 - If Pigs Could Fly
10 - Trivializing The Momentous, Complicating The Obvious

Pro momento que a banda vivia, no estilo mais hard rock, um disco acústico nem foi uma má ideia, aliás eu diria que esse disco tem uma qualidade muito melhor em várias das músicas rearranjadas aqui pra um formato acústico, do que algumas das versões originais, em especial músicas do disco Crawl to China. Sério mesmo. Bom é que nenhuma música aqui faz parte da fase clássica, a exceção de Viento Borrascoso que já na versão original era acústica, então coube bem, e Phantom Limb (e essa sim eu não viajei nada ter virado um blues bem fora do estilo original da música). De resto, incluíndo a novata "Trvializing the Momentous" (que até destoa do disco por não ser acústica!), são boas pedidas.

Curiosidade mórbida: Sem dúvidas essa capa é a PIOR CAPA de rock cristão que já vi na vida. Nem aquelas capas com fotos estranhas de músicos superam essa capa estranhíssima (bem, pensando bem, a versão original da capa do disco de estreia da banda Eternal Decision tá pau a pau viu...)


Microscopic View of a Telescopic Realm (2000)

01 - Besprinkled in Scarlet Horror
02 - Drinking from the Poisoned Well
03 - Microscopic View of a Telescopic Realm
04 - The Tomb of Gilgamesh
05 - Servant of the Bones
06 - Erratic Palpitations of the Human Spirit
07 - Martyr's Pose
08 - Immunity Vector
09 - Indulgence by Proxy
10 - Caixa de Raiva
11 - The Skeezix Dillema II (The Improbable Testimony of the Pipsisewah)


Ted, Aaron e Luke
De volta ao velho estilo. Ou quase isso. Tourniquet volta a suas raízes metálicas com um disco que funde thrash com power metal de maneira magistral (e alguns elementos de música clássica, como sempre). E alegorias geniais estão de volta aqui também, como a incrível Microscopic View of a Telescopic Realm, mostrando o quão pequenos somos e nossa visão tão limitada acerca da infinitude divina. Curioso nessa música é falar até mesmo dos lendários monstro do lago Ness e do Yeti (Abominável Homem das Neves, Sasquasch, Pé Grande, o nome que quiser dar kkkk) pra mostrar que se esses existirem ou existiram de fato, foi Deus quem os criou, como a tudo na natureza e no universo.

"Ele é o Criador deles - tanto o doador da Vida, quanto o extintor de conflitos
Da primeira célula divisível do mundo aos bairros mais solitários do inferno"

Sem dúvidas é um ótimo retorno, difícil escolher músicas pra dizer que são killer tracks porque são iradíssimas.

Curiosidade: Sim, você não leu errado, tem uma faixa com título em português (na verdade em espanhol, mas o signigicado é o mesmo). Caixa de Raiva entretanto é cantada em inglês. É, não foi dessa vez kkkkkk

KILLER TRACKS: Todas


Circadian Rhythms - The Drumming World of Ted Kirkpatrick (DVD, 2003)
Mais uma aula de bateria do mestre Ted, já apontando pra sua carreira solo em 2010


Ocular Digital (DVD, 2003)
Coleção de shows, um de 2001 e o outro de 1991, que provavelmente foi o primeiro da banda.
Contém também o clipe de Ark of Suffering original de 1991.


Where Moth and Rust Destroy (2003)

01 - Where Moth and Rust Destroy
02 - Restoring The Locust Years
03 - Drawn And Quartered
04 - A Ghost at the Wheel
05 - Architeutis
06 - Melting The Golden Calf
07 - Convoluted Absolutes
08 - Healing Waters Of The Tigris
09 - In Death We Rise


Mais um brutal lançamento da terceira fase do Tourniquet. Difícil dizer o quão esse disco é fantástico. Finalmente a trinca Ted/Aaron/Luke dupla Ted/Luke (Aaron tinha saído da banda à época, só voltando bem depois) mandou um lançamento irado já no antecessor desse disco, e esse segue esse conceito. Power/Thrash/Doom e alguns elementos de música clássica (como em Drawn and Quartered). A construção e produção desse disco é ainda mais sólida que a do seu antecessor, apesar de músicas bem longas (maioria delas acima dos 6 minutos e meio), o que deu um ar meio progressivo a esse disco. Aliás, a participação dos lendários Bruce Franklin (Trouble, Supershine) e Marty Friedman (Megadeth, Cacophony) nas guitarras tornaram esse trabalho ainda mais icônico.

KILLER TRACKS: Difícil escolher algumas de novo kkkkkkkkkkk muito bom o disco todo.

Till Sverige Med Kärlek (DVD, 2006)
Show gravado ao vivo em 12 de março de 2006 em Linkoping, Suécia
Faixas de diversas eras da banda aqui presentes



Live in California (CD ao vivo, 2010)
O mesmo show de 1998


E a versão em DVD, de 2012


Antiseptic Bloodbath (2012)

01 - Chart of the Elements (Lincchostbllis)
02 - Antiseptic Bloodbath
03 - The Maiden Who Slept in the Glass Coffin
04 - Chamunda Temple Stampede
05 - Flowering Cadaver
06 - 86 Bullets
07 - Duplicitous Endeavor
08 - Lost Language of the Andamans
09 - Carried Away On Uncertain Wings
10 - Fed By Ravens, Eaten By Vultures

Disco muito bom, dono de uma daquelas capas controversas, mas bem genial. Último disco com Luke Easter como membro oficial da banda, traz um thrash metal bem elaborado como sempre, letras mais uma vez fora de série, com muitas influências do power metal e do heavy clássico. As letras mencionam os problemas de povos como os de Sumatra, Havaí e ilhas Andaman, além de casos de abusos que esses povos por vezes fazem com a natureza. Entre as participações desse disco, Marty Friedman mais uma vez abrilhanta aqui, Bruce Franklin novamente aqui, Karl Sanders (da secular Nile) também nas guitarras, o guitarra venezuelano Santiago Dobles (que tocou nas seculares Cynic e Pestilence), além da orquestração de Neil Kernon (que tocou com, entre outros, Queensrÿche, Massacre, Flotsam and Jetsam e November's Doom, além da dupla Darril Hall & John Oates) e narração do grande pastor Bob Beeman (da Sanctuary International, primeira igreja underground pra bangers e punks do mundo).

Curiosidade: Em 2013 o disco foi lançado numa versão só instrumental, com o nome Antiseptic Bloodbath: Voiceless.



KILLER TRACKS: Chart of the Elements, Antiseptic Bloodbath, Flowering Cadaver, 86 Bullets, Lost Language of the Andamans, Fed by Ravens Eaten by Vultures.



Onward to Freedom (single, 2014)


Ted Kirkpatrick's Tourniquet - Onward to Freedom (2014)

01 - Prelude
02 - Onward to Freedom (feat. Michael Sweet & Mattie Montgomery)
03 - The Slave Ring (feat. Mattie Montgomery, Nick Villars & Chris Poland)
04 - The Noble Case for Mercy (feat. Ed Asner)
05 - Let the Wild Just Be Wild (feat. Gabbie Rae, Nick Villars & Rex Carroll)
06 - No Soul (feat. Dug Pinnick & Bruce Franklin)
07 - If I Had to Do the Killing (feat. Kevin Young & Aaron Guerra)
08 - Virtual Embryo
09 - Stereotaxic Atrocities (feat. Luke Easter & Marty Friedman)
10 - Animal Crossing At the Rainbow Bridge
11 - Drowning in Air (feat. Blake Suddath, Nick Villars & Tony Palacios)
12 - Cage 23 (feat. Gabbie Rae & Ashley Argota)

"Ted Kirkpatrick's Tourniquet"? Sim, porque esse disco é basicamente um disco solo do Ted, com diversos músicos, como os ex-Megadeth Chris Poland e Marty Friedman, Doug Pinnick (King's X, Supershine, Poundhound), Michael Sweet (Stryper, Sweet/Lynch), Tony Palacios (Guardian), Rex Carroll (Whitecross, King James), Mattie Montgomery (For Today), Bruce Franklin (Trouble, Supershine), Kevin Young (Disciple), Gabbie Rae, o ator Ed Asner fazendo narração, Ashley Argota, Nick Villars (The Great American Beast, Sleep Star Ignition) e Blake Suddath (Your Memorial), além de Luke Easter e Aaron Guerra, todos fazendo participação. E aqui podemos considerar, se considerarmos este um disco da Tourniquet, o disco mais variado da história da banda - tá, do Ted, porque banda banda não tem aqui. É um disco com pontos muito bons, outros bem bizarros (como a faixa 4). Elementos do metalcore e do heavy metal estão bem presentes aqui também (tem até espaço pra um pop na faixa 12). É um disco no mínimo interessante, um bom projeto, mas que de fato deveria ser considerado unicamente um disco solo do Ted, nada mais.

KILLER TRACKS: Onward to Freedom, The Slave Ring, Let the Wild Just Be Wild, No Soul, If I Had to Do the Killing, Stereotaxic Atrocities, Drowning in Air.

Em 2016 esse disco também ganhou sua versão Voiceless:




Gazing at Medusa (2018)

01 - Sinister Scherzo
02 - Longing For Gondwanaland
03 - Memento Mori
04 - All Good Things Died Here
05 - The Crushing Weight Of Eternity
06 - The Peaceful Beauty Of Brutal Justice
07 - Can't Make me Hate You
08 - One Foot in Forever
09 - Gazing At Medusa [feat. Deen Castronovo]


Uma das formações mais iradas do Tourniquet se fez presente aqui: Além de Ted e Aaron Guerra, Chris Poland tá aqui de novo na guitarra, e o vocal insano de Tim "Ripper" Owens (famoso principalmente por ter substituído por algum tempo o Rob Halford na Judas Priest, além do Iced Earth e da banda de Yngwie Malmsteen). O resultado foi um disco muito consistente, com uma sonoridade bem construída, produção muito boa, letras como sempre fantásticas. Além da formação aí citada, ainda tivemos participação especial do baterista Deen Castronovo (famoso por tocar com a Cacophony, cantando na última faixa) e uma narração de Jonathan Guerra (filho do Aaron) na faixa All Good Things Died Here. Uma porrada atrás da outra sem dó nem piedade. Disco recomendadíssimo.

KILLER TRACKS: TUDO, sem dúvidas um dos melhores discos lançados em 2018!


The Epic Tracks (compilação, 2019)
O melhor do Tourniquet em cada um de seus discos.