sábado, 1 de fevereiro de 2020

Recon






Los Angeles, Califórnia, 1987, nascia a primeira grande banda de power metal progressivo cristã: Recon. Formada por John Christianson (bateria, posteriormente na Worldview, além de Deliverance, Shades of Crimson e Lambs Among Wolves), George Ochoa (guitarras, posteriormente Deliverance, Vengeance Riging, Mortification, S.A.L.T. e Worldview), Eddie Starline (guitarras), Dion Sanchez (baixo), posteriormente substituído pelo icônico Mike Grato (Eternal Ryte, Deliverance) e o exímio vocalista Vett Roberts (posteriormente na Shades of Crimson e uma participaçãozinha no Mortification). Acabou passando para a história como a banda de um único, porém incrível disco de estúdio, "Behind Enemy Lines" de 1990. Terminaram ainda naquele ano, tendo um retorno rápido em 2001, depois em 2002 com os vocais de Rey Parra (Sacred Warrior, Deny the Fallen, Nomad e Worldview) e seguiram até 2007 com Rod Arias (Shades of Crimson, New Eden, Dragonrider e Final Decree). Nesse ano encerraram em definitivo as atividades, embora em 2013 uma "continuação" deles daria as caras: a Worldview.

OBS: Não confundir com a banda secular de hardcore de mesmo nome de New York!




Demo 1989
01 - Light the Fire
02 - Dreams
03 - Alive
04 - Eternal Destiny
Um grande prelúdio de grande banda, essa demo trazia um power metal forte, direto ao ponto. Em alguns momentos bem pesado, como na faixa inicial, noutras bem mais melódico, como em Dreams. As duas primeiras faixas apareceriam naquele mesmo ano na coletânea "California Metal II", e posteriormente a demo toda seria remasterizada no disco Live at Cornerstone de 2001.



Recon '90 (demo)
Não estou bem certo, mas aparentemente a versão de "Dreams" aqui presente
seja a mesma que apareceria no California Metal II, além de na versão japonesa
do disco Behind Enemy Lines.


Behind Enemy Lines (1990)

01 - In the Beginning
02 - Lost Soldier
03 - Ancient of Days
04 - Choose this Day
05 - Dreams
06 - Take us Away
07 - Holy is the Lord
08 - Alive
09 - Eternal Destiny
10 - Behind Enemy Lines
11 - John 1:17 (chamada de "Last Words" na versão japonesa)

Na versão japonesa as faixas "Light the Fire" e "Dreams" da California Metal II estão presentes também. Na versão da M8 de 2001 veio com essas duas faixas e mais a demo de 1989.

Depois de uma intro baseada em João 1.1 e bem calma, somos introduzidos num dos melhores discos do metal cristão de todos os tempos. Power Progressivo na linha das gigantes Queensrÿche, Crimson Glory e Fates Warning, bem como a Sacred Warrior já vinha fazendo na mesma época. Letras focadas na fé cristã e no amor. A produção dos vocais teve uma ajuda do Jimmy Brown (Deliverance, Cauldron of Puke), que inclusive ajudou a compor a faixa-título, a veloz "Behind Enemy Lines". Três faixas vieram direto da demo de 1989 bem melhor produzidas, e algumas mais da segunda demo. As minhas preferidas são "Dreams" e "Take us Away" (essa última conheci na coletânea Trendsetters Metal e nunca mais parei de ouvir, inclusive ganhou um "fanclipe" sobre o arrebatamento, tema dessa música), mas no geral é difícil demais escolher uma faixa só aqui indispensável, porque o disco todo o é. "Take us Away" e "Behind Enemy Lines" apareceriam também na coletânea Hot Metal Summer III de 1990.

Pouco após o lançamento desse disco, George Ochoa substituiria Glenn Rogers no Deliverance, o que acabou por encerrar as atividades da banda, ficando apenas esse clássico absoluto e cult pra história do metal.



Live At Cornerstone (2001)

01 - Take us Away
02 - Eternal Destiny
03 - Choose This Day
04 - Lost Soldier
05 - Preaching (pregação)
06 - The Chosen Few
07 - Alive!
08 - Dreams
Da faixa 9 à 12: As músicas da demo de 1989.

Mais uma banda a participar da histórica noite Retro na Cornerstone em 2001. Sem dúvidas legal ouvir os caras novamente, mas algo aqui incomoda um pouco: a voz de Vett. Ao que parece o vocalista sofreu após mais de dez anos fora da banda, sofrendo absurdamente pra atingir as notas mais altas, inclusive isso já se nota ainda na faixa de abertura do disco. É meio triste isso, mas não chega a realmente comprometer mortalmente o disco, embora seja sim algo incomodo. George Ochoa continua mandando bem nas guitarras, agora ao lado de Mike Grato no baixo e dos teclados de Ronson Webster (que apareceu só nesse disco mesmo). Vale a ouvida pros fãs mais hardcore da Recon.

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